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Felicidade! Uma benção de Deus! Estou voltando…….

Bons ventos e bons sentimentos me movem. Prá frente, pro alto e prá sempre prá cima. Isso é o que vai acontecer comigo nos próximos anos, com a benção de Deus. Arriba!

Igreja de Trancoso/Bahia


O primeiro filme da minha vida – Hopalong Cassidy – First movie of my life.

hopalong  Graças a um tio que trabalhava em uma fábrica  de televisores, nos longinquos  anos 50s, a minha avó foi a primeira pessoa da rua  a ter um aparelho de tv em casa. A marca , não lembro mais, talvez Invictus. As emissoras de tvs  no Brasil estavam engatinhando com  as suas programações.  As transmissões ao vivo e em Preto & Branco , começavam na parte da manhã com o o logotipo da TV Tupi canal 3 , um indiozinho parado na tela. Eu   ficava aguardando o momento da emissora  entrar no ar. Era uma ansiedade que eu  tinha  para ver o que iria acontecer,  lógico que  ficava torcendo para aparecer os desenhos animados do Pica-Pau e talvez  dos Looney Tunes. Me lembro que a noite,  juntava a maior galera para ver o repórter Esso e depois os filmes do cowboy Hopalong Cassidy, não me lembro se eram na forma  de  um seriado,  que foram os primeiros filmes que assisti na minha vida. Eu era muito pequeno e minha memória  também,  mas me lembro muito bem das correrias e perseguições a cavalo que aconteciam no velho oeste norte-americano , que me deixavam fascinado ao ver as belas paisagens montanhosas  dos territórios indígenas  americanos. Centenas de tiros pra lá… centenas pra cá…. e  não entendia muito bem o enredo,  mas adorava  a ação. Eu ficava intrigado e questionava “Como que o Hopalong  Cassidy  (que para mim,  tinha a cara de um  velho em um  corpo de  jovem) podia fazer tantas peripécias e malabarismos” , o que  me aguçava a  perguntar aos meus familiares … Porque o meu avô não podia fazer o mesmo….? Fantasias infantis a parte, os bang-bangues me deliciavam,  curtia muito  os revólveres e sempre  enchia o saco do Papai Noel com bilhetinhos  pedindo os seguintes  brinquedos de Natal:  um revolver , um cinto e uma cartucheira cheia de espoletas , cujo objetivo era o de  azucrinar os vizinhos com uma puta barulheira. O tempo foi passando , fui crescendo e cada vez mais gostando dos “Westerns”.  Audie Murphy,  John  Wayne, Alan Ladd, Clint Eastwood eram os heróis da minha pré-adolescência até que um dia apareceu um filme chamado O Dolar Furado, um bruta sucesso,  com um cara desconhecido chamado Montgomery Wood , pseudônimo  do ator italiano Giuliano Gemma (recem falecido) e que me fez  escrever esse texto para homenagear  os bons momentos que tive ao assistir os ” Spaghetti Westerns”,  filmes de  faroeste  feitos na Italia e dirigidos  na maioria das vezes  por italianos como o destacado Sergio Leone. Essa febre  de filmes de caubóis italianos  contaminou alguns produtores brasileiros que  chegaram a rodar alguns filmes na região de Cabreúva,  perto de Jundiaí,  local de  paisagem parecida com a dos filmes americanos. Depois de um tempo, os filmes  do gênero  “Westerns”  praticamente foram  banidos  dos cinemas,  sendo substituídos pelos do gênero ” agentes de espionagem ( 007 ) ” e por “filmes cabeça”,  políticos e engajados,  que ajudavam os  jovens da época,  a sonhar com a Liberdade e com os Direitos Individuais que haviam  sido subtraídos pela  ditadura militar que governava o Brasil.

Daí prá frente……muita gente já sabe a História…..Ratatatá…..

Picture by Google/homepages.rootsweb.ancestry.com         William Boyd no papel de Hopalong Cassidy.


Oooooô a inspiração voltou a inspiração voltou a inspiração voltou ooooô….

São Paulo by air 72 dpi

Após 100 dias sem motivação para escrever, fiz um sobrevôo sobre o centro da cidade de São Paulo. Dia gelado de inverno, céu azul de Brigadeiro , aeronave sem portas , mãos e nariz quase congelados , olhos lacrimejando de frio e  emoções revividas….enfim uma alegria infantil no coração e um calorzinho feliz na alma. Crises na reta final, inferno astral acabado e renovadas esperanças para o futuro. Qual o cenário ideal para acabar com a maré descendente ?  O mais simples  possível….. ver a cidade onde nasci pelo alto, realizar a paixão de voar,  a sensação de plena liberdade , o êxtase de ver o mundo de outra forma, de  outro ponto de vista,  os sentidos acelerados.  Um grande tesão…. . Bem, estou aqui de novo ,  de volta  para  poder compartilhar  com vocês as belezas da vida.

Obrigado, minha amada cidade!

picture by Franklin Nolla.


A minha Manhattan Paulista.

Manhattan PaulistaEssa foto vai ser histórica. Tenho a certeza que daqui a 10 anos , a região de Pinheiros estará desenvolvida como o centro de Manhattan , principalmente no eixo da avenida Faria Lima. O metro quadrado construído já é um dos mais valorizados de São Paulo. Em pouco tempo será o lugar mais caro da cidade. Nasci aqui em uma casinha bem  modesta e  que em breve será engolida e posta abaixo devido a expansão imobiliária. Uma pena. Eu vi o desaparecimento do antigo Mercado de Pinheiros, que perto da sua entrada principal abrigava um bebedouro de água para cavalos,  em forma de  taça de vinho, onde eu ficava apreciando os animais com suas respectivas carroças. Vi o fim do antigo Largo da Batata, lugar de concentração de vários estabelecimentos com  galpões repletos de batatas até o teto. O  meu pai ia  visitar os amigos batateiros e ganhava  sacos de 5 quilos do alimento ,  que fazia a delícia do meu almoço e jantar , com o  feijão com  arroz , bife  e  batata  frita. Vi o fim dos bondes elétricos que faziam a volta no Largo dos Pinheiros e retornavam para o centro da cidade.Vi o fim dos ônibus elétricos. Vi o fim da Cooperativa Agrícola de Cotia, uma potência no mercado  de hortifrutigranjeiros que foi para o brejo em uma crise vertiginosa e inacreditável. Também presenciei o nascimento da avenida Faria Lima, o impulso imobiliário dado pela construção do Sesc Pinheiros e o enfim …ufa.. ínicio do serviço de Metro no bairro e que agora aguardo ansiosamente o final das obras de revitalização do Largo da Batata e do baixo Pinheiros e que verei, se Deus quiser, o nascimento da minha Manhattan Pinheirense. O Brasil cresce,  São Paulo cresce , Pinheiros cresce. Para onde eu vou?  Como dizia o meu avô… “Vou morar no mato”…

Ps: Agradeço aos persistentes leitores por terem prestigiado o meu blog em um longo período de turbulências com muitas crises , muitos dissabores e finalmente com muitas soluções.Obrigado.

Picture by Franklin Nolla.


Beautiful Planet. Beleza de Planeta.

 

18.vale verde.Ladakh.India Judiado, Devastado, Poluído. Em  processo de extermínio, com clima que gera catástrofes e muitas palavras negativas  a mais que eu nem consigo lembrar, mas  para mim o que vale  mesmo é que o pequeno planeta  é o Senhor do Universo, a jóia rara e maravilhosa , a  Terra, o planeta azul  que me comove . Eu peço a ajuda de Deus que me dê saúde , um pouco de  grana e  mais um razoável tempo de vida, de lucidez , de boa locomoção,  para que eu possa   ainda ver as maravilhas da natureza  que estão se extinguindo devido a  ganância e a ignorância  de muitos  imbecis  que infelizmente  destroem  esse lindo planeta…

Do jeito que as coisas estão, só resta correr e conhecer antes que acabe.

Picture by Franklin Nolla- Norte da Índia/Ladhak/Himalayas


A dona da vóz .A garra e a fibra de Elza Soares.

“Olha aí , ai  o meu guri…oóoorrrggghhhlha aí… é o meu guri.”

Na semana passada , fui jantar no Sesc Pinheiros e ao sair apareceu um cara que me ofereceu um ingresso grátis para um show que iria começar nos próximos 5 minutos. Lá estava ela, a figura pequena e ao mesmo tempo grandiosa da veterana cantora Elza Soares. No primeiro momento que soltou a vóz , as caixas de som estremeceram. A platéia ficou atônita e ao final da música uma explosão de palmas em gol,  que  o genial Garrincha (foi marido da Elza) fazia brincando. Eu vi o gênio da bola jogar no Pacaembu  . Eu acompanhei o drama dos dois quando ele se separou da sua primeira  mulher  ( gerou um monte de filhas)  para ficar com a Elzinha. Na época , acho que  anos sessenta, o país inteiro caiu de “pau” sobre ela. Imagine um cara se separar da mulher com uma “penca”de filhas para casar com uma novata cantora de samba. Ela comeu o “pão que o diabo amassou”. A imprensa caiu matando em cima dela. Eu mesmo, um moleque , fiz chacota com a vida dos dois. Não tinha uma pessoa que os defendesse. Para a “família brasileira”, Elza era uma p… que havia arruinado a vida do grande Garrincha, da família, das filhas e  etc………Anos se passaram  e   a verdade viria a tona, ao mostrar o grande alcoólatra, Garrincha,  que havia perdido a vida para a cachaça. Uma tragédia dupla para a Elza , a perda do Mané Garrincha e do Garrinchinha  , único filho do jogador com  ela  ,que veio falecer aos 8 anos  em um acidente de automóvel após visitar o túmulo do pai….

O tempo passou…o ostracismo chegou …. e finalmente a grande cantora deu a volta por cima. Deu uma “palha” na música “Língua” no disco do Caetano Veloso e foi o ínicio do ressurgimento da polemica cantora…. É muito bacana ver um bando de jovens e de cinquentões na platéia , ovacionando e aplaudindo de pé , a performance da senhora cantora ou cantora senhora, que passou a maior parte do show  sentada por causa de uma cirurgia na coluna. Ela cantou rap, samba, Mpb, jazz e como não poderia deixar de ser, músicas das escolas de samba do Rio de Janeiro. Foi um Carnaval na platéia. Entre uma pausa nas músicas, ela disse que Deus havia brindado-a com cordas vocais iguais a de um contrabaixo. Eu ratifico plenamente , porque é impressionante o alcance da vóz rouca e grave da “fabulosa” Elza. De quebra, uma aparição de uma  cantora paraense,  Gabi Amaranto, que  cantou duas músicas e foi se juntar a dona da vóz , a grande artista, na apoteose final  do show .

Picture by Odeon/Google

BE-elzasoares


O último a sair… apague a luz.

get

Sem comentários. Um papa italiano…. nascido na Argentina…… velho…. e ..conservador… não dá, né!

picture by AP/Associate Press.

ps-  Continuo Cristão.  Que frustração.


O Papa deve ser Brasileiro. Porque? The Pope must be Brazilian. Why?

vaticano.rafael belicanta:terraPorque somos 123 milhões de seguidores da religião  católica apostólica romana. Porque Dom Odilo Scherer tem 63 anos, e é  um dos mais jovens cardeais do conclave. Porque pode trazer uma “modernidade” a caquética e obsoleta visão política e teológica  do Vaticano.Porque a América Latina é o maior baluarte da fé católica cristã. Porque Roma não está com “nada” e  com apenas 56 milhões de fiéis.  Porque somos mais numerosos e isso tem que ser levado em conta e  porque essa é a modesta opinião de um fiel seguidor que se orgulha de ser Cristão.

Picture by Rafael Belicanta/Terra.

ps- 1 O texto é um pequeno desabafo de um mero fiel da igreja católica e “punto”.

ps-2 Vejam o filme Habemus Papam do diretor italiano Nanni Moretti. Muito bom e  interessante .


É aqui que eu encontro a paz absoluta.

no cume-passoQuando eu estava no hospital, eu aproveitei um cochilo da minha filha e dei uma “zappeada”na TV. Parei acho que na Globonews  no exato momento em que  o personagem de um documentário,  o grande jornalista  Joel Silveira, já falecido,   disse que uma das maiores imbecilidades da vida é uma  pessoa ser um  alpinista. Balancei a cabeça e não concordei, mesmo não sendo um alpinista, mas sendo apenas um admirador das montanhas de grande altitude . É que ele  não teve a felicidade de sentir o Divino, de se deixar levar pela emoção de conquistar o cume de uma  montanha ,de andar no passo sagrado em cima de um cume ( -La-) ,de  conviver com os  povos que moram perto do céu. Nessas ocasiões eu me afasto das pessoas e de tudo que me faça lembrar  a civilização  e por mais ou menos meia hora, como em uma meditação,  me deixo levar pelas ondas energéticas e vibrações emanadas pelos gigantes de pedra. (não é a toa que os sherpas chamam o Everest de Sagarmatha ou Chomonlugma (Deusa Mãe Terra). A sensação é indescritível. Ouvir as nuances dos sons  dos ventos,  cheirar os humores da terra,  acompanhar os rasantes dos falcões e se tiver sorte,  se maravilhar com faisões imperiais. Pisar no gelo, tirar as botas , deixar os pés respirarem, comer um delicioso sonho de valsa e sonhar com uma vida melhor. Simples, muito simples. Depois fotografar, fotografar e  fotografar  e finalmente  chamar o guia e retomar a caminhada. Existe preço para isso?  Para mim, não. Aprendi  a amar e a respeitar as montanhas.Em troca, elas  me dão a paz que eu preciso.

Text and Picture by Franklin Nolla- Ladhak-Índia-Himalayas


Tô voltando.I`ll come back.

heaven 72

Para mim, 2013 começou hoje. Comemoro com  alegria ao ver os meus familiares  recuperando a saúde. Viva Fevereiro. Bye bye horrível Janeiro….Tô de volta ..

Picture by Franklin Nolla


Off line again.

To all my  readers. I am taking care of my parents and relatives. I do not have time to write. Sorry.


Apagando incêndios / Fireman.

Como se diz no “popular” , estive apagando “incêndios” (enfrentando grandes problemas). Graças a Deus já está tudo resolvido e da melhor maneira possível.

Aproveitei a  imagem abaixo para ilustrar a analogia com os problemas. Na realidade  eu participei de um  treinamento de uma empresa que precisava criar uma brigada de incêndio e cheguei a conclusão que é apavorante enfrentar o fogo . Tá certo que estava tudo simulado e que a segurança era total, mas é muito complicado enfrentar os diversos cenários dos locais em chamas. Cada tipo de situação exige extintores de tipos diferentes e isso já é um grande problema, pois é necessário identificar  se o fogo será apagado com água ou  com pó químico. Depois tem que se usar equipamentos adequados para situações externas ou internas, como  máscaras,  capacetes ,roupas especiais ,luvas, botas e um monte de “traquitanas ” à prova de fogo. O difícil é ter sangue frio na hora do aperto. O instrutor fica “doido”com os procedimentos errados na hora do “vamo vê”, porque não é natural você ir de encontro as chamas. Em uma sala com vários focos de fogo,  fumaça total que não se enxerga nada, eu perdi a noção do espaço e da saída. Dá para entrar em pânico . É muito ruim e angustiante…… Resta torcer e rezar para que não aconteça com nenhum de nós porque  fogo é “F…ogo”!…..

Picture by Franklin Nolla.
bombeiros/firemen


OFF LINE/FORA DO AR

CAROS AMIGOS, AMIGAS,LEITORES,ADMIRADORES, CURIOSOS.

INFELIZMENTE ESTAREI AUSENTE ALGUNS DIAS POR PROBLEMAS FAMILIARES.OBRIGADO.

DEAR FRIENDS AND READERS. I’LL BE OUT OF MY  OFFICE FOR A FEW DAYS.

TROUBLE WITH MY RELATIVES.THANK YOU.


Que o céu nos proteja!

Ufa! Finalmente o ano novo começou. O meu desejo é que o Anjo da Guarda, aquele que toda pessoa tem ,  não tire folga também  nos feriados que virão e  acabe , como nós, se acostumando com a preguiça e esqueça  de  nos proteger   no ano de 2013. Venhamos e convenhamos, o Brasil é o país dos feriados e  principalmente dos impostos. Se prepare,  não será mole a quantidade de contas que você terá que pagar  e  infelizmente não existe anjo da guarda que consiga evitar  isso. Para outros assuntos, peça e tenha fé que ele estará presente,  mas insista porque talvez  esteja curtindo mais uma “semanona”de feriados.O próximo  ënforcamento” de trabalho será no Carnaval, depois na Páscoa, depois nas Festas Juninas, depois no dia das Mães e depois…….e  depois acabou o ano. Viva a ‘leseira”. Viva os “feriadões”.Viva o “Pibinho”…….. Anjinho… dá um jeito no vizinho!…Tá todo mundo “quebradinho”….

Picture by Franklin Nolla –   Gordes/France.

galeria em Gordes,Fr 72


A nave está pousada na Baia da Guanabara. O comandante ficou no céu. Tribute to Oscar Niemeyer.

Mac Niterói a 72Como sou apaixonado por Espaço Sideral, Naves,  Ovnis, Ufos , Discos Voadores, em 30 de Dezembro de 2010 eu fiz um post no Rangi Birangi  intitulado “Flying Saucer in the Blue Sky” saudando o ano novo de 2011 com uma imagem e uma homenagem  ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói, projetado por Oscar Niemeyer. Praticamente dois anos se passaram e o genial arquiteto não está mais na Terra.Fiz um “teaser” brincando que havia sido abduzido por uma nave, mas na verdade fui arrebatado pela beleza das linhas curvas do disco voador do Niemeyer, que para mim é uma das obras primas do “mestre”. Tudo já foi falado e escrito pela imprensa quando da morte recente do arquiteto, mas a leitura iconográfica que eu fiz da construção, ninguém viu. Agora vejam abaixo e em primeira mão um pequeno ensaio fotográfico sobre o Mac de Niterói.

All Pictures by Franklin Nolla/ Copyright Reserved/dar créditos nas fotos.

Mac Niterói 72

acervo mac niterói 72

espelho mac niterói 72
escadas int mac niterói 72

Mac Niterói e mar 72

 

 


A nave que me abduziu!

disco voadorFui visitar o mestre.( Continua amanhã ).

picture by myself-Franklin Nolla


A minha degustação das Cachaças.

Em uma manhã fria e chuvosa em Paraty ,  há um mês,  resolvi me aventurar a experimentar algumas cachaças , coisa que nunca fiz na vida. Meio timido, pedi a balconista de uma loja especializada na típica bebida brasileira, que ofertasse algumas das “boas” para mim. Primeiro ela me ofereceu umas “meias-bocas”. Depois eu cheirei uns grãos de café para neutralizar o gosto da cachaça anterior e ela me ofereceu das “boas”. A  diferença entre as normais e as especiais é absurda.As de safras selecionadas e via de regra mais antigas,  são suaves, aveludadas e descem como diz uma propaganda, “macio”. Foi uma experiência muito boa. Depois de trançar um pouco as pernas, fui a um restaurante e comi como um leão.Planejo algum dia, voltar a experimentar as “ditas cujas”.

cachaça ParatianaPicture by Franklin Nolla.


Viva a cachaça brasileira.

Na minha família, a maioria dos meus tios eram cachaceiros, gente do interior chegada numa “mardita”. Eu tentei várias vezes, gostar delas, mas as “bombas” que eles me ofereciam eram ïntomáveis”(segundo o ex ministro Magri). Depois de uma viagem recente a Paraty, eu mudei de idéia. Amanhã conto como foi a minha experiência.

Picture by Franklin Nolla

Cachaças Brasileiras


O dia que conheci o Emerson Fittipaldi.

Acho que foi em Novembro de 1966. Eu acordei bem cedo e fui para o autódromo de Interlagos,  uma pista no meio de um matagal. Eu era um garoto que havia começado os estudos no Ginasial e que já era fascinado por corrida de automóveis. Meus amigos jamais pensavam em assistir as famosas Mil Milhas Brasileiras, corrida que começava no sábado e terminava no domingo. Daí resolvi ir sózinho. Só tinha dinheiro para a condução, 4 passagens de ônibus de ida e volta, graças a uma mesada ínfima que o meu pai  me dava e que eu cuidava com muito carinho, para poder me locomover.  Nas corridas, eu passava sede e fome, mas não me importava. Eu queria ver os bólidos de perto.  Naquele dia, eu invadi a pista no começo da curva da Junção , após passar por baixo de uma cerca de arame farpado, porque não tinha grana . De repente eu estava no meio do autódromo, livre e solto para andar aonde eu bem entendesse. Acompanhei a corrida na sua fase decisiva. Vi os karmamm- ghias azuis   com  potentes motores  Porsche quebrarem. Vi as Berlinetas Alpines terem o mesmo destino , outras máquinas potentes pararem na pista, e por volta do meio dia eu torcia e todos os espectadores torciam também para um  pouco potente DKW Malzoni número 7, pilotado por dois jovens de 20 anos , Jan Balder e Emerson Fittipaldi que lideravam a corrida a menos  de 6 voltas para o final, após correrem por  longas horas atravessando a madrugada e a manhã do domingo ensolarado. Nesse momento,  poucos minutos antes da bandeira quadriculada ser agitada ,  eu estava  bem na reta  de chegada e vi o DKW se arrastando para o bóx  com o motor avariado. Foi uma frustração geral e a prova acabou sendo vencida pela lendária carretera corvette número 18 de Camilo Cristófaro e Eduardo Celidônio. Na minha frente, a dois metros de distância,  eu vi no segundo degrau do pódio,  um rapaz que chorava copiosamente e que o locutor oficial enaltecia o seu nome por quase ter ganho a corrida.- Palmas para Emerson Fittipaldi e Jan Balder. O moleque, o “Rato” que para mim é o maior piloto brasileiro de todos os tempos. Anos depois eu fiz uma saudação para ele no primeiro GP de formula 1 em 1972 e segui-o até a sua última corrida pela sua própria equipe, a brasileira  Copersucar. Ao fazer uma matéria para um jornal paulistano, eu conversei com ele, supersimpático e com  o José Carlos Pacce, em uma partida exibição de tênis entre os dois no Ginásio do Ibirapuera….(O “Rato”deu uma surra no “Moco”). Ficou para sempre na minha memória………

No último domingo,  ele fez um depoimento no Fantástico  que  emocionou a mim e ao meu pai. O meu velho (91 anos)  contou que carregou o Emerson no colo em uma festa na casa do antigo piloto Chico Marques, grande amigo dele .Foi quando resolvi escrever esse texto.

photos-google. No pódio, vemos o  Camilo e  o Eduardo segurando um “mug” e abaixo o Emerson chorando. Na foto acima, o DKW Malzoni de Emerson seguindo o KG Porsche.


A morada de Macunaíma (Mt Roraima)

Para os índios da tríplice fronteira, Brasil, Venezuela e Guiana, o monte Roraima é a morada do deus Macunaíma. O local é sagrado , místico e repleto de lendas, e como em  todo lugar mágico , como nos contos dos irmãos Grimm, há sempre uma luta  entre o bem e o mal. Este foi o meu  último e dificílimo trekking ,  repleto de  “perrenques”  horríveis …… Mas …….o que passou, passou …..e hoje  sinto saudades do misterioso Mt Roraima, com suas chuvas repentinas e calor escaldante, com sua beleza estonteante e sua natureza peculiar e primitiva, com as nuvens entremeando os paredões, ora belos e ora sombrios, que parecem evidenciar que a qualquer momento pode haver uma aparição do deus deles, o Macunaíma.


A Tribute to New Yorkers/ part 2

Domingo no parque. Enjoying the Park.

As famosas charretes do Central Park. Tourists Tour around Central Park.\

Bar e Café perto do Harlem. Bar e Café near Harlem.

 

Malas.Bags.

Skatistas da noite. Night Skaters.

 

O Fantasma da Ópera. Um fenômeno da Broadway, The Phantom of the Opera. Broadway`s fenomenum.

All pictures by Franklin Nolla.

 


Um tributo fotográfico aos Novaiorquinos. A Photographic Tribute to New Yorkers.


 As últimas previsões metereológicas apontam para uma possível nova tempestade atingir  New York e New Jersey ainda nessa semana. Tomara que não.

O motivo deste post é prestar um tributo fotográfico aos habitantes de Nova Iorque e Nova Jersey.

Esse local, Battery Park,  em “Lower Manhattan” foi praticamente arrasado pelo furacão Sandy. Uma pena. Aí vai  a minha homenagem aos  cidadãos comuns que fazem parte de  uma grande cidade.

Battery Park/ Lower Manhattan

Mulher dirigindo  ônibus em Manhattan. Bus driver.

Em cima do ônibus turístico. Sightseeing bus.

Trabalhador recolhendo entulhos. American worker/Debris.

“Camelô”  chinês. Chinese worker.

“Loiraça”. Beautiful lady.

Simpática moça trabalhando feliz da vida na divulgação da peça da Broadway/ Priscilla , a Rainha do Deserto. Happy woman working at Broadway.

Amy Winehouse style.

Com um pouco de humor, uma  criança examina “as partes” da estátua  de Marylin Monroe  no museu de cera de Mme Tussaud.

Oopss!. What about Marylin underwears?

All pictures by Franklin Nolla.


Devastar não é preciso (2) ou até a extinção.

“Era uma vez uma linda floresta …… ”         Esse é o começo tradicional de uma linda estória infantil  que sempre acaba bem.             ” Era uma vez uma linda mata……”     Esse é o começo de uma estória em que os adultos protagonizam e  que nunca acaba bem . Esse é o início fatídico da extinção de uma pequena floresta que o “homo sapiens” devasta……devasta…. até que um dia, com o passar dos séculos…………..,  seremos analisados   pelos ETs como a espécie extinta  que se chamava  “homo imbecilis” e que devastou um lindo Planeta Azul chamado Terra.

“Finito”.

Picture by Franklin Nolla.

PS- Escrevi isso como um desabafo após assistir um vídeo sobre gratidão no you tube.   http://www.youtube.com/watch_popup?v=Pr085LDIvEA&feature=youtu.be


Devastar não é preciso.

Na foto acima, vemos como  começa o processo de devastação da  Natureza.

Picture by Franklin Nolla.