All content @ by Franklin Nolla

Bon Appetit

Beleza que se põe `a mesa.

No século XX , só existiam no Brasil poucas variedades de uvas. As do tipo Niagara, rosada ou verde, predominavam nas casas brasileiras. Para quem tinha um pouco mais de grana, as do tipo Itália eram um grande deleite. Só que com o passar dos anos, acabavam  enjoando. Hoje tudo mudou.Passei em um hortifruti e comprei vários cachos de diferentes tipos. As Rubis ainda são as minhas preferidas, só que as  Red Globe , estão conquistando cada vez mais o meu paladar. Antes de escrever esse texto, eu comi algumas Crimsons (sem sementes) verdes ou rosadas , chupei algumas Brasil (negras) e arrematei com  algumas Moscatel (muito doces). Aí optei pela Red Globe para me empanturrar. Cada bitelona que quando você morde ,  explode na boca. Huuumm que maravilha. Espero ter bons sonhos com a barriga supersatisfeita. Viva a diversificação. É  isso.

Picture by Franklin Nolla- Uva Rubi, extremamente gelada.


Calor humano na serra.

O que faz as pessoas serem especiais?

Nesse fim de semana estive arejando um pouco a minha cabeça em Cunha. Alem de resolver alguns problemas pessoais, tive a oportunidade de conhecer um casal que são  os proprietários da Pousada Recanto das Girafas, onde fiquei hospedado. As  instalações da pousada  são simples e charmosas, primando pelo bom gosto e pelo carinho dado pelos donos aos detalhes da decoração nos diversos chalés.  O que eu quero falar  é  da simpatia e  da hospitalidade que o casal proporciona aos hóspedes, integrando-os ao modo de vida da pequena cidade do interior.  No comecinho da noite fui convidado para um happy hour que acabou se transformando em uma ótima refeição. Junto com alguns hóspedes estavam alguns amigos  da Marisa e do Renato. Em uma mesa enorme, a comida e os acepipes que a Marisa havia preparado,esperavam para serem degustados. Prá começar um carpaccio de abóbrinha italiana com pesto e parmesão. Depois tabule, kibe crú, coalhada seca, alface americana e tomate caqui.Depois shitake e shimeji com molho a base de shoyu ( empapelados ao forno )… patês  e torradinhas… Para arrematar, uma deliciosa pizza de anchovas. É tudo que eu adoro. O sabor do tempero da Marisa é leve e delicioso.Horas e horas depois de boas conversas sobre a região com as dicas  e ensinamentos do Renato, o ” gran finale “. Um pavê  estupendo dos sonhos feito pela Marisa. Para quem não gosta de doces, jabuticabas colhidas na hora nas árvores da pousada.Quase me “enfartei” de tanto comer. O Renato que é  um bom pianista não deu uma “canja” para os presentes pelo adiantado da hora. Mas ficou a promessa de tocar em uma outra oportunidade . Esses são os diferenciais que atraem as pessoas e que infelizmente não são comuns em outras pousadas ou pequenos hotéis. Charme,  elegância,  simplicidade,  descontração ,atenção , educação e principalmente simpatia, fazem parte do “menu” do Recanto das Girafas.

Uma boa pedida.

   contato: http://www.recantodasgirafas.com.br, pousada@recantodasgirafas.com.br

foto- divulgação.


Pratos bem frugais para o verãozaço que está aí.

Nada melhor do que comer um prato bem saboroso e com alimentos bem fresquinhos para fazer frente a esse calorão  Saárico que está assolando Sampa nesse ínicio de ano. Essa foto eu fiz recentemente em Barcelona em um local chamado Taberna del Bisbe (do bispo) que fica na parte antiga da cidade, perto das ruínas romanas. Na realidade essa deliciosa salada faz parte de  um combo comercial servido para  os catalães que trabalham nos arredores da taberna. Por apenas 11 euros, quase um milagre em se tratando da Europa, pode-se comer muito bem. Primeiro é servido um pãozinho com manteiga, depois vem  essa salada que tem camarões, vieiras, mariscos e kani kama, misturados com folhas verdes, radichio, tomates, pimentões verdes, azeitonas e tirinhas de cebola, regados com um molho especial de ervas finas. Depois vem um segundo prato com uma pescadinha grelhada acompanhada por batatas sauté e cebolinhas. Finalmente um helado de melocoton (sorvete de pêssego) com calda de chocolate e de quebra para beber, uma coca bem gelada. Só posso dizer que pirei com a comida e com o serviço simpático oferecido  pelas garçonetes  que me atenderam. Tudo muito simples e de dar água na boca. Tá aí uma boa sugestão de cardápio para o nosso alto verão.

foto-Franklin Nolla.


Abaixo os racionados e caros restaurantes franceses no Brasil.

Primeiro eu gostaria de contar com a simpatia de vocês que me prestigiam lendo o Rang Birangi. Estou em um período de mudanças nesse início de ano em Sampa. Mudei o estúdio, retomei a musculação mesmo com dores e agora estou reformulando o blog e o site com um novo template e uma nova formatação. Em breve, estará no ar. Por favor,  aguardem mais um pouco.

Bem , estava para postar quando li em uma revista de grande circulação uma dica de restaurante francês em São Paulo. Parece que todos os leitores  são millionaires. O jornalista , depois de tecer e enaltecer a culinária européia escreveu  o preço e desembainhou a faca para a  facada. É impressionante o valor cobrado. Aí me lembrei dos almoços e jantares desfrutados fartamente em Aix-en-Provence. Por apenas 16 euros pode-se comer e beber um bom vinho de garrafa  dos pequenos produtores da região,  como o da foto acima. Eu pedi uma  mousse de salmão com uma assiete de folhas verdes `a Provençal, com bastante  copa , tomates secos e pedaços de baguettes torradas. Foi bom demais e custou pouco.. Que tal esses chefs franceses daqui  maneirarem um pouco nos preços  e aumentarem um pouco a quantidade?

foto-Franklin Nolla.


Os Calissons d’Aix.

Esse é o Calisson de Aix-en-Provence, o doce mais famoso do sul da França e para mim um dos mais legais que eu comi. Eu nunca tive ouro na minha vida, só na boca, agora eu posso dizer que já comi pó de ouro do Calisson que iria para os Emirados Árabes (são os marronzinhos que parecem chocolates). A dona Renê ( proprietária)  me deixou  comer apenas 3 e fiquei com gosto de quero mais.  O Calisson é feito de uma massa de frutas, geralmente  de melões,  com amêndoas amassadas e escaldadas e recoberta de merengue real (tipo hóstia). Essa mistura é assada ao forno e depois colocadas nos moldes que vão dar o aspecto final. Daí vai para o setor das belas embalagens para enfim correr mundo afora. A origem da receita vem da época  do Renascimento, sendo que no tempo da grande Peste Negra  em 1630 , dizia-se que quem comesse o Calisson ficaria livre da peste. Lendas a parte, acho que muita gente morreu de barriga cheia. Em 1874 , um patisseur suiço , Leonard Parli, desenvolveu e implantou a primeira fábrica do doce em Aix-en-Provence. e  de lá   para cá , o pequeno doce é exportado como uma rica iguaria para todos os continentes . No Brasil , não existe uma  importação regular, talvez possa ser encontrado em alguma loja de delicatessens .

fotos: Franklin Nolla.