All content @ by Franklin Nolla

Cotidiano

Apagando incêndios / Fireman.

Como se diz no “popular” , estive apagando “incêndios” (enfrentando grandes problemas). Graças a Deus já está tudo resolvido e da melhor maneira possível.

Aproveitei a  imagem abaixo para ilustrar a analogia com os problemas. Na realidade  eu participei de um  treinamento de uma empresa que precisava criar uma brigada de incêndio e cheguei a conclusão que é apavorante enfrentar o fogo . Tá certo que estava tudo simulado e que a segurança era total, mas é muito complicado enfrentar os diversos cenários dos locais em chamas. Cada tipo de situação exige extintores de tipos diferentes e isso já é um grande problema, pois é necessário identificar  se o fogo será apagado com água ou  com pó químico. Depois tem que se usar equipamentos adequados para situações externas ou internas, como  máscaras,  capacetes ,roupas especiais ,luvas, botas e um monte de “traquitanas ” à prova de fogo. O difícil é ter sangue frio na hora do aperto. O instrutor fica “doido”com os procedimentos errados na hora do “vamo vê”, porque não é natural você ir de encontro as chamas. Em uma sala com vários focos de fogo,  fumaça total que não se enxerga nada, eu perdi a noção do espaço e da saída. Dá para entrar em pânico . É muito ruim e angustiante…… Resta torcer e rezar para que não aconteça com nenhum de nós porque  fogo é “F…ogo”!…..

Picture by Franklin Nolla.
bombeiros/firemen

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Que o céu nos proteja!

Ufa! Finalmente o ano novo começou. O meu desejo é que o Anjo da Guarda, aquele que toda pessoa tem ,  não tire folga também  nos feriados que virão e  acabe , como nós, se acostumando com a preguiça e esqueça  de  nos proteger   no ano de 2013. Venhamos e convenhamos, o Brasil é o país dos feriados e  principalmente dos impostos. Se prepare,  não será mole a quantidade de contas que você terá que pagar  e  infelizmente não existe anjo da guarda que consiga evitar  isso. Para outros assuntos, peça e tenha fé que ele estará presente,  mas insista porque talvez  esteja curtindo mais uma “semanona”de feriados.O próximo  ënforcamento” de trabalho será no Carnaval, depois na Páscoa, depois nas Festas Juninas, depois no dia das Mães e depois…….e  depois acabou o ano. Viva a ‘leseira”. Viva os “feriadões”.Viva o “Pibinho”…….. Anjinho… dá um jeito no vizinho!…Tá todo mundo “quebradinho”….

Picture by Franklin Nolla –   Gordes/France.

galeria em Gordes,Fr 72


A minha degustação das Cachaças.

Em uma manhã fria e chuvosa em Paraty ,  há um mês,  resolvi me aventurar a experimentar algumas cachaças , coisa que nunca fiz na vida. Meio timido, pedi a balconista de uma loja especializada na típica bebida brasileira, que ofertasse algumas das “boas” para mim. Primeiro ela me ofereceu umas “meias-bocas”. Depois eu cheirei uns grãos de café para neutralizar o gosto da cachaça anterior e ela me ofereceu das “boas”. A  diferença entre as normais e as especiais é absurda.As de safras selecionadas e via de regra mais antigas,  são suaves, aveludadas e descem como diz uma propaganda, “macio”. Foi uma experiência muito boa. Depois de trançar um pouco as pernas, fui a um restaurante e comi como um leão.Planejo algum dia, voltar a experimentar as “ditas cujas”.

cachaça ParatianaPicture by Franklin Nolla.


O dia que conheci o Emerson Fittipaldi.

Acho que foi em Novembro de 1966. Eu acordei bem cedo e fui para o autódromo de Interlagos,  uma pista no meio de um matagal. Eu era um garoto que havia começado os estudos no Ginasial e que já era fascinado por corrida de automóveis. Meus amigos jamais pensavam em assistir as famosas Mil Milhas Brasileiras, corrida que começava no sábado e terminava no domingo. Daí resolvi ir sózinho. Só tinha dinheiro para a condução, 4 passagens de ônibus de ida e volta, graças a uma mesada ínfima que o meu pai  me dava e que eu cuidava com muito carinho, para poder me locomover.  Nas corridas, eu passava sede e fome, mas não me importava. Eu queria ver os bólidos de perto.  Naquele dia, eu invadi a pista no começo da curva da Junção , após passar por baixo de uma cerca de arame farpado, porque não tinha grana . De repente eu estava no meio do autódromo, livre e solto para andar aonde eu bem entendesse. Acompanhei a corrida na sua fase decisiva. Vi os karmamm- ghias azuis   com  potentes motores  Porsche quebrarem. Vi as Berlinetas Alpines terem o mesmo destino , outras máquinas potentes pararem na pista, e por volta do meio dia eu torcia e todos os espectadores torciam também para um  pouco potente DKW Malzoni número 7, pilotado por dois jovens de 20 anos , Jan Balder e Emerson Fittipaldi que lideravam a corrida a menos  de 6 voltas para o final, após correrem por  longas horas atravessando a madrugada e a manhã do domingo ensolarado. Nesse momento,  poucos minutos antes da bandeira quadriculada ser agitada ,  eu estava  bem na reta  de chegada e vi o DKW se arrastando para o bóx  com o motor avariado. Foi uma frustração geral e a prova acabou sendo vencida pela lendária carretera corvette número 18 de Camilo Cristófaro e Eduardo Celidônio. Na minha frente, a dois metros de distância,  eu vi no segundo degrau do pódio,  um rapaz que chorava copiosamente e que o locutor oficial enaltecia o seu nome por quase ter ganho a corrida.- Palmas para Emerson Fittipaldi e Jan Balder. O moleque, o “Rato” que para mim é o maior piloto brasileiro de todos os tempos. Anos depois eu fiz uma saudação para ele no primeiro GP de formula 1 em 1972 e segui-o até a sua última corrida pela sua própria equipe, a brasileira  Copersucar. Ao fazer uma matéria para um jornal paulistano, eu conversei com ele, supersimpático e com  o José Carlos Pacce, em uma partida exibição de tênis entre os dois no Ginásio do Ibirapuera….(O “Rato”deu uma surra no “Moco”). Ficou para sempre na minha memória………

No último domingo,  ele fez um depoimento no Fantástico  que  emocionou a mim e ao meu pai. O meu velho (91 anos)  contou que carregou o Emerson no colo em uma festa na casa do antigo piloto Chico Marques, grande amigo dele .Foi quando resolvi escrever esse texto.

photos-google. No pódio, vemos o  Camilo e  o Eduardo segurando um “mug” e abaixo o Emerson chorando. Na foto acima, o DKW Malzoni de Emerson seguindo o KG Porsche.


Devastar não é preciso (2) ou até a extinção.

“Era uma vez uma linda floresta …… ”         Esse é o começo tradicional de uma linda estória infantil  que sempre acaba bem.             ” Era uma vez uma linda mata……”     Esse é o começo de uma estória em que os adultos protagonizam e  que nunca acaba bem . Esse é o início fatídico da extinção de uma pequena floresta que o “homo sapiens” devasta……devasta…. até que um dia, com o passar dos séculos…………..,  seremos analisados   pelos ETs como a espécie extinta  que se chamava  “homo imbecilis” e que devastou um lindo Planeta Azul chamado Terra.

“Finito”.

Picture by Franklin Nolla.

PS- Escrevi isso como um desabafo após assistir um vídeo sobre gratidão no you tube.   http://www.youtube.com/watch_popup?v=Pr085LDIvEA&feature=youtu.be


Uma tragédia difícil de ser entendida.

O helicóptero que caiu em Goiás é da  marca Agusta-Westland, fabricante do modelo da foto abaixo. O que caiu é um Koala AW 119MK2 . Não sou perito e nem estudioso de acidentes aéreos, mas tem algo que  me intriga no acidente que ceifou a vida de 8 pessoas, a maioria delegados de Polícia. Como pode acontecer a queda de uma aeronave em bom estado, com poucas horas de voô , voando em um céu “azul de brigadeiro”?  Imagino que as respostas mais fáceis sejam ” Foi uma fatalidade”, “Foi imperícia do piloto”, “Foi uma falha mecânica”, ” Foi uma falha na manutenção” e mais uma fieira de “Foi ..sss”. Um pouco do que conheço e algo dentro de mim  sinaliza que  foi um pouco a mais do que uma fatalidade. Acho que algo extra aconteceu e não tenho a menor idéia do que teria ocorrido. Já voei a trabalho em várias aeronaves e nunca senti medo ou achei que a “cadeira voadora pudesse cair”. A  responsabilidade e a competência dos pilotos em checar as normas de segurança de uma aeronave é bem grande e nesse caso, por ser um agente de segurança, mais ainda. Eu sempre tive a sorte de voar com pilotos extremamente competentes (esmagadora maioria) que primavam pela segurança e como leigo, eu sempre senti que as máquinas sempre estavam ” bem a mão” dos pilotos e  os  rotores  delas soavam sempre bem afinados. No meu último vôo, que foi no ano passado, o piloto viu a aproximação de vários urubus e  habilmente mudou de rota.  Foi difícil para mim enxergá-los, mesmo ele apontando onde os ditos cujos estavam. Para ele, foi uma coisa rotineira, demonstrando uma boa acuidade visual.  O estado da maioria das aeronaves que voei eram impecáveis. Via de regra, a maioria dos  pilotos não arriscam a própria vida e a vida dos passageiros por algum fator de  negligência. O imponderável só entra em ação quando as normas de segurança são  desrespeitadas em qualquer procedimento para realizar um vôo, desde a manutenção preventiva , o plano de vôo e  até as  condições meteorológicas.  Daí, para o acidente é só um passo.   Por isso… ainda quero voar muito na minha vida…..  fazer muitos vídeos e muitas fotos…..dependo só de me contratarem e de que as aeronaves e pilotos estejam de acordo com as normas de segurança, porque voar é o máximo….

Picture by Franklin Nolla.


Um casamento, duas nações, vários convidados e um intruso.

O casamento era de uma francesa com um rapaz da Costa do Marfim. Os convidados, na maior estica, eram  europeus e africanos. O intruso, off course, era eu. O cenário ideal – a vila de Mougins.

Estava eu andando pelas vielas de Mougins em direção a uma locacão para clicar  para o meu cliente, quando ouvi cada vez mais perto, uma música barroca que me atraia para perto de uma igreja. De repente vi uma porção de pessoas esperando por uma noiva defronte da  porta principal. Vi mulheres negras bem bonitas e exóticas com vestidos multicoloridos e uma profusão de chapéus esquisitos , mas de bom gosto , que davam  o ar de excentricidade  e amplificavam  o colorido daquela bela manhã.Comecei a clicar  e percebi que as cenas do casamento davam um mini-ensaio fotográfico. Em 10 minutos disparei vários clicks e o resultado sucinto está aqui. Tive que ir embora rapidamente porque a equipe já estava me esperando, mas consegui reter na minha camera e na minha retina, alguns momentos bacanas de um casamento multiracial e multinacional. Em tempo, os participantes da cerimonia, foram bastante simpáticos com o intruso brasileiro. Merci .

fotos-Franklin Nolla.