All content @ by Franklin Nolla

Internacional

O Papa deve ser Brasileiro. Porque? The Pope must be Brazilian. Why?

vaticano.rafael belicanta:terraPorque somos 123 milhões de seguidores da religião  católica apostólica romana. Porque Dom Odilo Scherer tem 63 anos, e é  um dos mais jovens cardeais do conclave. Porque pode trazer uma “modernidade” a caquética e obsoleta visão política e teológica  do Vaticano.Porque a América Latina é o maior baluarte da fé católica cristã. Porque Roma não está com “nada” e  com apenas 56 milhões de fiéis.  Porque somos mais numerosos e isso tem que ser levado em conta e  porque essa é a modesta opinião de um fiel seguidor que se orgulha de ser Cristão.

Picture by Rafael Belicanta/Terra.

ps- 1 O texto é um pequeno desabafo de um mero fiel da igreja católica e “punto”.

ps-2 Vejam o filme Habemus Papam do diretor italiano Nanni Moretti. Muito bom e  interessante .

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Um tributo fotográfico aos Novaiorquinos. A Photographic Tribute to New Yorkers.


 As últimas previsões metereológicas apontam para uma possível nova tempestade atingir  New York e New Jersey ainda nessa semana. Tomara que não.

O motivo deste post é prestar um tributo fotográfico aos habitantes de Nova Iorque e Nova Jersey.

Esse local, Battery Park,  em “Lower Manhattan” foi praticamente arrasado pelo furacão Sandy. Uma pena. Aí vai  a minha homenagem aos  cidadãos comuns que fazem parte de  uma grande cidade.

Battery Park/ Lower Manhattan

Mulher dirigindo  ônibus em Manhattan. Bus driver.

Em cima do ônibus turístico. Sightseeing bus.

Trabalhador recolhendo entulhos. American worker/Debris.

“Camelô”  chinês. Chinese worker.

“Loiraça”. Beautiful lady.

Simpática moça trabalhando feliz da vida na divulgação da peça da Broadway/ Priscilla , a Rainha do Deserto. Happy woman working at Broadway.

Amy Winehouse style.

Com um pouco de humor, uma  criança examina “as partes” da estátua  de Marylin Monroe  no museu de cera de Mme Tussaud.

Oopss!. What about Marylin underwears?

All pictures by Franklin Nolla.


Onde você estava em 20 de Julho de 1969 ?

Provavelmente a maioria de vocês ainda estavam no projeto  da engenharia da criação……….Nessa data eu estava na frente de um televisor  preto e branco ,Invictus de 21 polegadas, na casa da minha avó ( a primeira pessoa  da rua a ter uma tv no ano de  1957 ) , impaciente , nervoso, roendo as unhas e torcendo  para que esse cara que está sorrindo na foto, desse o primeiro passo de um ser humano na superfície da Lua. Neil Armstrong , o pioneiro astronauta a pisar na Lua, doou aos homens uma célebre frase  ” um pequeno passo para um homem e um grande passo para a humanidade “.  Enquanto eu estiver por aqui , eu jamais me esquecerei desse mágico dia.O mundo inteiro parou para ver  ao vivo as imagens  geradas pela NASA. Eu me sentia  como se o Brasil tivesse ganho mais um campeonato mundial de futebol. Pura felicidade. Pareceu  uma premonição , porque em 1970 , o Brasil faturava o tri no México, com a melhor seleção de futebol da História.

Sempre fui um menino ligado `as aventuras espaciais. Desde o primeiro voô sub-orbital , quando eu já era alfabetizado, não parei mais  de ler e de me informar sobre a saga humana no espaço . Batman, Fantasma,Superman,Capitão América e outros que tais , jamais pertenceram ao meu pequeno panteão de heróis. Os meus heróis são de carne e osso. Yuri Gagarin e Neil Armstrong, que foram rivais na corrida espacial para colocar o primeiro humano na Lua, agora devem estar juntos , em outro plano, contando os segredos de cada programa espacial e saboreando o imenso bem que fizeram para pequenos sonhadores  como eu,  que gostariam e dariam todos os bens materiais em troca de um singelo passeio na Lua e  no espaço sideral.

Adeus Neil Armstrong. Sua família fez um pedido muito singular. Que cada ser humano que observar a Lua, dê uma piscadela com os olhos em homenagem a Armstrong . Eu sugiro mais um pouco. Que cada um de nós ao observarmos uma  linda noite de céu estrelado, passemos a dar também uma  piscadinha para Gagarin, pois ele foi o cara que abriu as portas do céu para o infinito.

Pictures by NASA.


A saga do povo tibetano pelo Tibete livre.Free Tibet.

O grande mérito do filme “7 anos no Tibete”  é contar  como o povo Tibetano foi subjugado pelas hordas militares chinesas de Mao Tse Tung. A ocupação chinesa do território Tibetano prevalece até hoje  e os esforços diplomáticos internacionais dos governos do ocidente e os dos  movimentos pró Free Tibet,  praticamente não sensibilizam  o governo chinês e no meu entender será difícil de sensibilizar, já que o Tibet é rico em recursos naturais minerais e os chineses não irão querer abrir  mão dessa riqueza a céu aberto. Uma pena.

Hoje, Lhasa é uma cidade totalmente tomada pelos chineses da etnia Han, que foi patrocinada pelo governo central da China e incentivada  a “colonizar”  a cidade,  tomando o lugar dos originais habitantes da etnia tibetana. Pouco pode se ver da antiga Lhasa de antes da dominação chinesa. Os pontos mais preservados são o portentoso e monumental Palácio Potala (antiga residência dos Dalai Lamas – hoje museu) o belo e místico Monastério Budista de Jokhang, o pequeno gueto do bairro Tibetano e o Palácio de Verão do Dalai Lama (museu) de onde ele iniciou a fuga para o  exílio em Dharamsala  na Índia e o Monastério de Drepung,uma cidadela afastada do centro de Lhasa. Todos os locais  levam a uma viagem ao passado glorioso dos Tibetanos. O povo  do Tibete  é dócil, simpático, amável e hospitaleiro… Já  os chineses de Lhasa… é melhor não comentar…

Vale a pena assistir ao filme ”  7 anos no Tibete ” do cineasta francês Jean Jacques Annaud, de 1997, estrelado por Brad Pitt e David Thewlis. Alem do enredo ser  emocionante, aprende-se muito sobre a história atual dos dois países.

Picture by Franklin Nolla –  vista do Palácio Potala de cima do teto do Monastério Jokhang/Lhasa/Tibet.


“God Save the Queen”.

No próximo sábado, dia 02/06/2012, começam em Londres , Inglaterra , as festividades de celebração do Jubileu de Diamantes que comemora os 6o anos de reinado da Rainha Elisabeth II .  Todo o mundo já sabe ou vai ficar sabendo….. Para mim é  um evento marcante , pois me sinto como uma testemunha ocular da História, ao fotografar  na década de 70,  a Rainha Elisabeth II  e o Duque Philip  de Edimburgo, nas escadarias do Masp, Museu de Arte de São Paulo, em uma visita oficial ao Brasil.Essas  fotos e negativos , infelizmente se perderam  no  jornal de Porto Alegre, Correio do Povo  , que foi vendido para o bispo Edir Macedo, cujo representante  não sabe o que  aconteceu com o acervo iconográfico do jornal. Uma pena! Na época eu era um garotão  free-lancer que fazia coberturas fotográficas para a a sucursal paulista do jornal gaúcho e que infantilmente  bobeei a não tirar cópias para a posteridade. Coisas  da juventude de um iniciante no jornalismo.

Picture by Google.


Uma mulher memorável.

    Os predicados são muitos para indicar o quanto Aung San Suu Kii é uma “superstar” da Democracia. Só o prêmio Nobel da Paz já a credencia para isso. Não tive a felicidade de conhece-la, mas acompanho a sua vida e trajetória no cenário político internacional  desde 1990. No ínicio  daquele ano,  fui ao cinema ver um filme  a esmo, sem nenhuma indicação e sem saber do que se  tratava . Fui ver  “Beyond Rangoon” , ” Muito alem de Rangum”  que contava sobre o golpe militar impetrado contra a Democracia na Birmânia, atual Mianmar,  e especialmente sobre o sofrimento do povo birmanês com o violento e ditatorial regime militar. A grande protagonista desse episódio da história do simpático país asiático é Aung San Suu Kii, que ficou por mais de 20 anos presa pelos militares, em prisão do governo e em prisão domiciliar. A história dela e da sua luta pela liberdade , democracia e direitos humanos você pode acompanhar pelo Google e pela Wikipedia. Naquela época a imprensa brasileira não sabia e nem sequer tomava conhecimento do que acontecia na Birmânia. Depois do filme,  eu  pesquisei sobre o país e cheguei a conclusão que queria ir para lá de qualquer jeito. Raspei o tacho do meu pouquísssimo dinheirinho ( uma mulher canalha havia confiscado toda a minha grana) e através  de aviões caindo aos pedaços, finalmente cheguei a Birmânia. Foi um êxtase para mim pisar em solo asiático. Conheci um país atrasado, anacrônico e quebrado economicamente, mas de uma beleza impressionante com  um povo prá lá de acolhedor e hospitaleiro, (de maioria budista) e,  apesar do massacre  opressivo da ditadura, de bem com a vida. O país sofria com o boicote internacional contra o regime militar, não se via estrangeiros, só eu e a minha mulher  e uma meia dúzia de gatos pingados espalhados pela ex-colonia inglesa. Foi o lugar que eu mais me identifiquei com o meu passado, quando o Brasil era um país viável, livre, não violento ,  socialmente evoluído e repleto de pessoas de bem que representavam 99% da população;  que perdurou até  que os golpistas militares  brasileiros assumissem  o poder. Daí deu no que deu e f…….É isso.

Picture- Google.


Nem os Superheróis salvam Wall Street.

Nesse artigo, estou colocando o  meu modo de sentir Manhattan nas duas visitas que fiz a New York ao longo de duas  décadas. A primeira vez que estive lá, lembro-me bem que era na época das eleições presidenciais que elegeram Bill Clinton, mais precisamente no tempo que o candidato a presidência estava envolvido com o escândalo  Monica Lewinski. O império ianque estava no auge com muita riqueza e poder. A minha sensação ao ver Wall Street  foi grandiosa. A escala de tamanho dos edifícios era monumental, comparada a um dos  edifícios  mais alto de São Paulo, o Italia. Tudo era super, grande , pujante, com americanos circulando pelas ruas na hora do almoço.Isso denotava  que haviam americanos trabalhando. A cidade tinha “glamour”.  Pessoas  altas, bonitas e elegantes circulavam pela quinta avenida. A big Apple funcionava a todo vapor. Boas memórias do passado.

E hoje? Acho que fui contaminado pela crise econômica. Os prédios já não são fora de escala. A altura dos edifícios não mais me impressiona. As torres gêmeas que eram referência de altura, não mais existem. As pessoas nas ruas são baixas, tristes e mal vestidas. A língua dominante é o Espanhol . Ao redor de Wall Street fala-se todos os idiomas, menos o Inglês. Virou capital mundial dos estrangeiros naturalizados ou ilegais. A grana tá curta. A economia,  engessada. A crise veio para ficar. Para os brasileiros, NYC é um sonho, uma beleza, porque dá para comprar muito mais do que aqui com a mesma quantidade de dinheiro. No comercio só se vê coreanos, chineses , russos, ucranianos e cucarachos. Nos bancos e grandes corporações, idem. O americano deixou os trabalhos menores e mais pesados para os estrangeiros, só que esqueceram que os estrangeiros também podem galgar a empregos mais sofisticados e mais rentáveis. O resultado disso >  Desemprego.

Com essa crise, o Superman e seus amigos não podem fazer nada. Correm o risco de perderem os respectivos empregos.

Se quiserem entender a crise econômica de 2008 até hoje , vejam os filmes: “Trabalho interno”  documentário de Charles Ferguson, “Capitalismo: Uma história de amor” doc de Michael Moore e Margin Call- O dia antes do fim” de J.C.Chandor.

Picture by Franklin Nolla.