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Lazer

O primeiro filme da minha vida – Hopalong Cassidy – First movie of my life.

hopalong  Graças a um tio que trabalhava em uma fábrica  de televisores, nos longinquos  anos 50s, a minha avó foi a primeira pessoa da rua  a ter um aparelho de tv em casa. A marca , não lembro mais, talvez Invictus. As emissoras de tvs  no Brasil estavam engatinhando com  as suas programações.  As transmissões ao vivo e em Preto & Branco , começavam na parte da manhã com o o logotipo da TV Tupi canal 3 , um indiozinho parado na tela. Eu   ficava aguardando o momento da emissora  entrar no ar. Era uma ansiedade que eu  tinha  para ver o que iria acontecer,  lógico que  ficava torcendo para aparecer os desenhos animados do Pica-Pau e talvez  dos Looney Tunes. Me lembro que a noite,  juntava a maior galera para ver o repórter Esso e depois os filmes do cowboy Hopalong Cassidy, não me lembro se eram na forma  de  um seriado,  que foram os primeiros filmes que assisti na minha vida. Eu era muito pequeno e minha memória  também,  mas me lembro muito bem das correrias e perseguições a cavalo que aconteciam no velho oeste norte-americano , que me deixavam fascinado ao ver as belas paisagens montanhosas  dos territórios indígenas  americanos. Centenas de tiros pra lá… centenas pra cá…. e  não entendia muito bem o enredo,  mas adorava  a ação. Eu ficava intrigado e questionava “Como que o Hopalong  Cassidy  (que para mim,  tinha a cara de um  velho em um  corpo de  jovem) podia fazer tantas peripécias e malabarismos” , o que  me aguçava a  perguntar aos meus familiares … Porque o meu avô não podia fazer o mesmo….? Fantasias infantis a parte, os bang-bangues me deliciavam,  curtia muito  os revólveres e sempre  enchia o saco do Papai Noel com bilhetinhos  pedindo os seguintes  brinquedos de Natal:  um revolver , um cinto e uma cartucheira cheia de espoletas , cujo objetivo era o de  azucrinar os vizinhos com uma puta barulheira. O tempo foi passando , fui crescendo e cada vez mais gostando dos “Westerns”.  Audie Murphy,  John  Wayne, Alan Ladd, Clint Eastwood eram os heróis da minha pré-adolescência até que um dia apareceu um filme chamado O Dolar Furado, um bruta sucesso,  com um cara desconhecido chamado Montgomery Wood , pseudônimo  do ator italiano Giuliano Gemma (recem falecido) e que me fez  escrever esse texto para homenagear  os bons momentos que tive ao assistir os ” Spaghetti Westerns”,  filmes de  faroeste  feitos na Italia e dirigidos  na maioria das vezes  por italianos como o destacado Sergio Leone. Essa febre  de filmes de caubóis italianos  contaminou alguns produtores brasileiros que  chegaram a rodar alguns filmes na região de Cabreúva,  perto de Jundiaí,  local de  paisagem parecida com a dos filmes americanos. Depois de um tempo, os filmes  do gênero  “Westerns”  praticamente foram  banidos  dos cinemas,  sendo substituídos pelos do gênero ” agentes de espionagem ( 007 ) ” e por “filmes cabeça”,  políticos e engajados,  que ajudavam os  jovens da época,  a sonhar com a Liberdade e com os Direitos Individuais que haviam  sido subtraídos pela  ditadura militar que governava o Brasil.

Daí prá frente……muita gente já sabe a História…..Ratatatá…..

Picture by Google/homepages.rootsweb.ancestry.com         William Boyd no papel de Hopalong Cassidy.


A minha degustação das Cachaças.

Em uma manhã fria e chuvosa em Paraty ,  há um mês,  resolvi me aventurar a experimentar algumas cachaças , coisa que nunca fiz na vida. Meio timido, pedi a balconista de uma loja especializada na típica bebida brasileira, que ofertasse algumas das “boas” para mim. Primeiro ela me ofereceu umas “meias-bocas”. Depois eu cheirei uns grãos de café para neutralizar o gosto da cachaça anterior e ela me ofereceu das “boas”. A  diferença entre as normais e as especiais é absurda.As de safras selecionadas e via de regra mais antigas,  são suaves, aveludadas e descem como diz uma propaganda, “macio”. Foi uma experiência muito boa. Depois de trançar um pouco as pernas, fui a um restaurante e comi como um leão.Planejo algum dia, voltar a experimentar as “ditas cujas”.

cachaça ParatianaPicture by Franklin Nolla.


Voar é preciso ou no meio dos prédios (Between Buildings).

Para mim , voar é o máximo. Sou afortunado por isso. Deus me deu a chance de trabalhar com fotos aéreas e realizar um dos meus maiores sonhos da minha vida. Voar. Antes do feriado eu sobrevoei São Paulo por duas rápidas horas, talvez para os clientes , duas longas horas. Para  mim nem bem subi e já desci. Agora é  esperar  por uma nova oportunidade. Medo?  Sim, tenho um pouco antes de entrar no helicóptero, minutos depois…eu relaxo. Aí é só prazer. Quer em uma linda paisagem, quer na periferia, quer no centro da cidade, quer no campo …o local não importa porque o que importa é voar e voar é preciso.

Essa foto acima é simplesmente documental,  mas com uma enorme força e representatividade para mim.Estou sobrevoando alguns prédios na zona oeste de São Paulo e a aeronave está  voando em uma altitude mais baixa  do que alguns edifícios . O barato é  que esse momento me relembrou as cenas de perseguição das naves em conflito no filme “Guerra nas Estrelas” -Stars Wars. Puro deleite. Onde se sente isso?  Na vida real em um helicóptero ou então só nos simuladores de companhias aéreas , ou na  Disney ou em  vídeo-games….. ( meio artificial , né ). Já disse que , para quem tem um pouco de grana, vá ao Campo de Marte  e divirta-se.

Picture by Franklin Nolla –

Informações via Google . Minha indicação – Helimarte – vôos panorâmicos sobre a cidade .


Quem quer ser um milionário?

Uma dica para fazer a maior farra em Nova Iorque. Vem aí a quina de São João. São R$ 80 milhões para os ganhadores. Vale a pena tentar. Eu já fiz a minha “fézinha”. Não me importo em dividir com você !  Boa sorte.

Picture by Franklin Nolla.


Fotos – Manhã de Sábado em Manhattan. Manhattan`s Saturday Morning Shots.

Porque escrever ou postar fotos  sobre Nova Iorque? Simplesmente porque tenho fotos bem legais da capital do mundo . É isso.

Why NYC posts? Because i have nice pictures about it.

‘PROUD’

‘WHAT DOES IT MEANS”

‘LIBERTY’

“WAITING…”

“HEY MAN. WHAT TIME IS IT”

“SING BOB! SING”

All pictures by Franklin Nolla.


Calor humano na serra.

O que faz as pessoas serem especiais?

Nesse fim de semana estive arejando um pouco a minha cabeça em Cunha. Alem de resolver alguns problemas pessoais, tive a oportunidade de conhecer um casal que são  os proprietários da Pousada Recanto das Girafas, onde fiquei hospedado. As  instalações da pousada  são simples e charmosas, primando pelo bom gosto e pelo carinho dado pelos donos aos detalhes da decoração nos diversos chalés.  O que eu quero falar  é  da simpatia e  da hospitalidade que o casal proporciona aos hóspedes, integrando-os ao modo de vida da pequena cidade do interior.  No comecinho da noite fui convidado para um happy hour que acabou se transformando em uma ótima refeição. Junto com alguns hóspedes estavam alguns amigos  da Marisa e do Renato. Em uma mesa enorme, a comida e os acepipes que a Marisa havia preparado,esperavam para serem degustados. Prá começar um carpaccio de abóbrinha italiana com pesto e parmesão. Depois tabule, kibe crú, coalhada seca, alface americana e tomate caqui.Depois shitake e shimeji com molho a base de shoyu ( empapelados ao forno )… patês  e torradinhas… Para arrematar, uma deliciosa pizza de anchovas. É tudo que eu adoro. O sabor do tempero da Marisa é leve e delicioso.Horas e horas depois de boas conversas sobre a região com as dicas  e ensinamentos do Renato, o ” gran finale “. Um pavê  estupendo dos sonhos feito pela Marisa. Para quem não gosta de doces, jabuticabas colhidas na hora nas árvores da pousada.Quase me “enfartei” de tanto comer. O Renato que é  um bom pianista não deu uma “canja” para os presentes pelo adiantado da hora. Mas ficou a promessa de tocar em uma outra oportunidade . Esses são os diferenciais que atraem as pessoas e que infelizmente não são comuns em outras pousadas ou pequenos hotéis. Charme,  elegância,  simplicidade,  descontração ,atenção , educação e principalmente simpatia, fazem parte do “menu” do Recanto das Girafas.

Uma boa pedida.

   contato: http://www.recantodasgirafas.com.br, pousada@recantodasgirafas.com.br

foto- divulgação.


Passear com a “Maria Fumaça”.

Êpa!Êpa! “Maria Fumaça” não é uma “Periguéte” que anda por aí apertando uns “fininhos” que se encontra em qualquer esquina?. Tampouco é prima da “Maria Gasolina” que vive  emoldurando os carrões importados da “Cidade Jardim”?. Nem é um “mulherão”?. Nnnão… Como diz o caipira ” Ara! É um trem fumacento danado de bão”.

Cena 1- Estação Ferroviária de Jaguariúna – partida.

Piuuuuí.Piuuuuí.

A velha locomotiva a vapor  Baldwin de 1895, impecavelmente restaurada, começa a se deslocar vagarosamente , puxando alguns carros de passageiros em direção a estação ferroviária de Anhumas em Campinas, interior do Estado de São Paulo. O trem está lotado de turistas – velhos, moços e crianças. Quem alguma vez na vida não sonhou em andar em um trem  romântico do século 19, igual aos dos filmes de Faroeste ou dos filmes de guerras na Europa? Ou então do filme de animação digital “Expresso Polar”?  No olhar de cada passageiro, vê-se o sonho se materializando. A felicidade estampada nos sorrisos e na nostalgia dos casais de idosos, carinhosamente apertando entre si, as mãos. No olhar do meu pequeno filho de 3 anos, descobrindo um mundo novo e antigo, através das paisagens das centenárias fazendas de café. Para mim , um momento especial. Há mais ou menos vinte anos, eu havia feito a mesma viagem com as minhas filhas. Agora eu faço de novo com o meu pequeno. Que ótima sensação. Sem perceber o passar do tempo, rapidamente chegamos a Anhumas.

cena 2 – Estação de Anhumas- a volta

Depois de 45 minutos parado, para reabastecimento de madeira e água, o trem está pronto para a volta. Agora temos a companhia de um guia que conta a história da antiga ferrovia Mogiana, como funciona a locomotiva a vapor, como foram feitos os restauros pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, como eram as antigas fazendas de café e etc…. Também no percurso de volta, temos uma simpática ferromoça que vende “souvenirs” alusivos ao passeio. Mas o melhor estava por vir. E veio. Uma agradável bandinha caipira (com sanfoneiro) que tocava e cantava  sucessos da música popular sertaneja do passado como “O menino da Porteira” “Ó Minas Gerais”  e outras que não lembro mais o nome.Um barato. Meia hora de viagem e paramos para uma baldeação (troca) de trens na estação Tanquinho. Mais explicações do guia  e blablablá e vejo uma outra Baldwin mais bonita ainda , se aproximando para nos levar até Jaguariúna…..Fim do sonho.

Moral da estória – Um belo passeio de trem caipira que alegrou as almas dos que estiveram presentes , sem luxo e sem frescura.

Photo by Franklin Nolla.


Está com grana, então voe!

Se você estiver com um pouco de grana sobrando, tenha uma experiência fantástica. Faça um vôo de helicóptero sobre a cidade de São Paulo. Leve uma boa câmera e se delicie. É bárbaro ter a oportunidade de conhecer melhor a sua cidade,  vista do alto e sem congestionamento de automóveis. Faz bem para o corpo e para a alma. Informações no Campo de Marte via Google.

Photo by Franklin Nolla da série “São Paulo também é linda”- Ferrorama.


Escasses do estresse !

Estou como um compositor que não compõe por absoluta falta de imaginacão. Como um centro-avante que não acha o caminho do gol devido a uma fase ruim. Como um barítono com problemas nas cordas vocais que o impede de cantar. Estou bem estressado e precisando urgentemente de uma praia, uma caipirinha  e uns bons cafunés  de uma bela mulher. Para mim, hoje, só o ócio é um bom negócio. Recarrego as baterias e volto turbinado. byeeee.

photo by Franklin Nolla.


Una giornata particolare. Larguei a mamma no quarto e fui ao cinema.

 Ontem eu não estava mais aguentando a rotina hospital/casa/hospital. Resolvi deixar um pouco de lado as agruras da vida e resolvi ir ao cinema. Fui ver o filme “Um dia muito especial ” da retrospectiva do grande diretor italiano Ettore Scola, na Cinemateca Paulista. No caminho, enquanto estava no táxi, comecei a ler matérias sobre o  festival de Cannes.No final de 2010 estive fotografando por lá e lembrei dos bons momentos de um jantar  a beira mar, perto do Palácio das Exposições onde acontece o famoso festival. Comi em um bistrô muito charmoso, com boa comida e preços razoáveis para a Riviera Francesa. Em algum momento, durante o dia, fiz algumas fotos da Gabi  em frente ao Palácio do Cinema. Por alguns minutos, senti o frisson causado pelas tietes e fãs da sétima arte. Uma quantidade enorme de pessoas vieram perguntar quem era aquela “artista” que eu estava fotografando. “Tres belle”, “tres jollie” eram os constantes adjetivos endereçados a bela Gabriela. Como se fossem formigas no mel, a “muvuca” se formou em um piscar de olhos. Tratei de clicar rápidamente e sai  ligeiro de cena”a francesa”, pois ainda tinha um bom pedaço de dia para trabalhar ( no verão, no sul da França, escurece por volta das 22 hs) . De repente o motorista do táxi falou um palavrão para um outro motorista e voltei a realidade de Sampa. Pouco tempo depois, fiquei imaginando como deve ser o assédio do público aos artistas  na entrada do Festival de Cinema de Cannes. Robert de Niro, Woody Allen, Penélope Cruz, Brad Pritt , para citar os mais importantes, devem passar por maus bocados quando desfilam em frente a turba consumista. Histeria,  flashes, gritos, risadas nervosas, tentativas de toque, devem molestar bastante os caras. Chôôôô… Prefiro estar atrás das câmeras.

Voltando a Cinemateca, assisti ao filme e fiquei pasmo com a aula de interpretação dada pelo Marcello Mastroianni e pela Sophia Loren. Praticamente atuaram em um Cineteatro, segurando a atenção do espectador , do principio ao fim , isso sem contar com a beleza dos dois atores. E por falar nisso, duvido que o casal Smith, Angelina Jollie e Brad Pitt , consigam segurar um filme só no talento da interpretação…Never… A direção do Scola é também magistral. Para mim, ele é  um dos grandes mestres. Reunir esses “monstros do cinema” , com tanto talento,  acredito que nunca mais será possível. É como a dobradinha Pelé e Coutinho, Lennon e McCartney.

Para os  que gostam  de cinema, ainda restam 4 raras oportunidades para  se ver a grande obra de Ettore Scola. Duas sessões hoje e duas amanhã (sábado) na Cinemateca Paulista.Consultem os horários.

foto-Franklin Nolla.


Palau de la Música Catalana – Barcelona.

 Eu não consigo  entender  a atitude de poder que certas instituições utilizam para cercear o trabalho de um fotógrafo profissional ou de um mero amador, proibindo que tirem fotos (sem flash) de  locais públicos como museus, galerias de arte,  salas de espetáculo,  teatros,  locais disseminadores de Cultura e etc… no mundo todo. Os mantenedores desses locais alegam que não deixam bater fotos por motivo de segurança. Que burrice. Com a internet e principalmente o nosso oráculo Google, você não só vê os locais “proibidos” como pode ainda passear virtualmente por eles. Isso aconteceu comigo quando fui visitar o Palau de la Música Catalana. Só pude fotografar a área externa,  ao ar livre, pois fui proibido de fotografar a parte interna (maravilhosa) que se esvanece na minha memória. Que lástima.

Graças ao Google, a foto interna tá aí…. Não é puro nonsense?

O Palau (Palácio) foi construído em 1908 pelo arquiteto catalão Lluis Domeneche i Montaner para ser um ponto de referência da música  Catalã e depois de anos , da música Internacional . Por lá passaram grandes nomes da música clássica, ópera e popular, como  Pavarotti, Montsserat  Cabalé, Plácido Domingo…… até o nosso Gilberto Gil , Adriana Calcanhoto e inúmeros brazucas…. .O lugar é  uma beleza, misturando charme, cores fortes e bom gosto. Os atributos de acústica são um dos melhores do mundo. Uma gama muito grande de excelências habilitam o Palau a  ser um dos melhores lugares   para se ouvir qualquer tipo de música.

Para saber mais, consultem o oráculo.

texto- Franklin Nolla

foto 1 – Franklin Nolla , foto 2 -Google.


Degustando o nectar dos deuses.

A seleção brasileira de futebol é “freguesa ” da seleção francesa. Faz 19 anos que não ganhamos deles. Quem sabe um dia ,esses ridículos que nos representam, tenham vergonha na cara e acabem com esse tabu grotesco. Já a seleção francesa de vinhos é praticamente imbatível em todos os quesitos, principalmente a qualidade. Como exemplo, cito os pequenos produtores do vale do Loire. As vinícolas tem as “maisons”  de degustação mais charmosas e bonitas que eu visitei. A Domaine de Valdition é uma delas. Tem uma bela adega, um balcão para degustação de óleo de oliva e um bocado de delicatessens espalhados por mesas e prateleiras, aguçando a vontade de comprar e experimentar tudo. É  só se deixar levar pelo modo de vida da Provence e curtir cada minuto passado nesse  simpático  ambiente.Vale a pena bebericar e jogar conversa fora. Difícil é pegar a estrada depois de algumas horas de puro deleite.

fotos:Franklin Nolla.


Rio com sol é igual a morango com chantilly.

Sem tapar os olhos e os ouvidos em relação a  grande tragédia , vou escrever um pouco sobre a vida na cidade maravilhosa .É só dar um pouco de sol e todo o esplendor e irreverência do Rio aparece. Nada melhor que um dia de praia quase vazia  no meio da semana. Beldades e bruacas são mais facilmente  identificadas. Sarados e  abarrilzados também. É uma festa nas areias e um frenesi nas águas frias do mar ainda nesse começo de verão. A alegria rola um pouco travada, mas vale a pena usufruir um pouco, até que a chuva forte venha. Aí é um Deus nos acuda. O biscoito em forma de leque que adorna os sorvetes da Confeitaria  Colombo no centro do Rio  é uma delicia de comer  e se for com morangos e chantilly, melhor ainda. A tradicional e legendária confeitaria esbanja a beleza e o charme da decoração do século passado. Os sanduíches são bons e de grande proporção, substituindo um almoço ou um jantar. Os salgadinhos e quitutes são especiais, mas o espetáculo acontece com os doces que são de dar água na boca . Muito bem apresentados nos balcões refrigerados  que ficam situados quando se adentra no salão principal, provocam e  seduzem os passantes quando se dirigem `as mesas. Bom, todo esse pecado custa um pouco caro e o doce tem que ser bem escolhido, senão você morre com uma bela grana se quiser experimentar tudo. Viva a gula.

Fotos-Franklin Nolla.


Roussilon, uma cidade toda em terracota.

Como pode essa foto….

virar essa…

Roussilon é  uma cidade de uma mesma cor. Lá você constrói uma casa e vai buscar os pigmentos de pintura  na natureza,  a menos de 500 mts de sua casa. Isso faz  com que ela seja simplesmente  a única no sul da França. Andando por lá você nota todos os matizes e variações que sua imaginação permite dentro do mesmo tema, o terracota. Para os arquitetos e decoradores deve ser  pirante,( não precisa  tomar LSD), tamanha é  a beleza e o visual do lugar. Dezenas  de ateliers de pinturas  e lojinhas de artesanato, que vendem  os pigmentos já preparados, contribuem para a beleza e o charme da pequena cidade incrustada nos morros do contraforte da cadeia de montanhas  do Luberon. O barato é  que essas cores mediterrâneas  estão bem longe do mar,  se ele  estivesse ali,  nossa,  o lugar seria imbativel. Agora dá uma espiada na cor que rolou no meu prato de almoço.

Terracota né.

fotos-Franklin Nolla.


Châteauneuf-du-Pape.

No alto da pequena cidade de Châteauneuf  tem -se uma esplendida vista dos campos  do  Vallée  du  Rhône onde  centenas de produtores cultivam as boas cepas das uvas que permitem fazer os excelentes vinhos da região . Nem tudo que se produz lá atinge o grau de excelência, mas alguns deles são muitos bons como o  Baronnie d’ Estouard . O legal é você  fazer uma degustação nas várias vinícolas e levar umas garrafas da favorita. Para se deliciar,  compre uns  queijos da Provence, umas baguettes e …..hic….. bon voyage.

Olha só que “uva” de uva.

fotos-Franklin Nolla.


Dentro do mundo dos perfumes.

Foi uma breve visita a Molinard. Uma pena. Vruuum para a Galimard.

Na Galimard , os mestres e assistentes perfumeiros  atendem o público com  o intuito de desenvolver um perfume personalizado para quem  quiser pagar uma determinada quantia  e usufruir de um atendimento nota 10 na escolha da melhor fragrância. O  objetivo total é  de lhe agradar. O mestre começa perguntando qual é o tipo de odor da sua preferencia e vai adicionando pouco a pouco as notas das essências que combinam com a sua personalidade. É um vaievem de perguntas e  respostas e alquimias até que o seu perfume, que tem nome e número, fica pronto. Depois o perfume tem que descansar por uma serie de dias até que tenha a maturação necessária para poder ser utilizado. Aí é só  usar e abafar.

Já no Brasil você vai em uma festa e alguém pergunta- Que perfume é esse que  você está  usando?  Vc responde- É da minha grife…. feito em Grasse…

Chique, né…

 

Parfum Grecco.

fotos- Franklin Nolla.

 

 


Algumas fotos a mais do mini-ensaio de casamento em Mougins.

Bacana foi ter rolado um chiaroscuro no casamento. Só a luz natural com sombras profundas.É isso.

fotos-Franklin Nolla.


Finalmente Cannes e Monaco.

Um pouco antes de Cannes, fiz uns clicks de umas formações rochosas interessantes, quase no lusco-fusco, aproveitando os últimos raios de sol de um lindo dia.  O visual é muito bonito e se tivesse tempo, ficaria contemplando  no mínimo por uma hora. Ainda tinha que rodar um bocado para chegar na cidade. Acabei chegando a noite e fui jantar na avenida que beira o mar, onde se situam um monte de simpáticos e aconchegantes restaurantes. Após a boa comida, dormi muito bem.

Após  un petit dejeuner, fiz uns clicks no palais de festivals e peguei a rota  rumo a Monaco.

A ida para  Monte Carlo foi muito demorada, uma lesmeira, filas infindáveis de carros de turistas. Cheguei com o tempo muito nublado, demos um rolê e aí deu para sentir o real valor do rico dinheirinho. Fiz uns clicks externos do Cassino e dei uma volta pelas ruas e avenidas do circuito da F 1. Na parte baixa da cidade, junto ao mar, fiquei pasmado com o tamanho dos iates que ficam ancorados quase que constantemente, servindo de ponto de apoio e moradia, lazer e divertimento,  para os milionários do primeiro mundo. A quantidade de mulheres bonitas é muito grande. Onde a grana rola solta, a qualidade de tudo aumenta proporcionalmente. Precisava comprar um Hd externo e fomos parar em um Carrefour e para surpresa geral, o preço foi mais barato do que aqui. Tem produtos  no Brasil que são estupidamente caros, principalmente os  de grifes, onde os comerciantes aproveitam para enfiar a faca. Monte Carlo tem tudo para agradar  os ricos, os  esportistas , principalmente no quesito dos baixos impostos , que acabam atraindo os Massas, Barrichelos e Butons da vida para irem morar  lá.

Vi, senti e gostei .    Não muito….. e nem deixa saudades……

Aqui acaba a parte da Riviera Francesa. Agora vou para o interior da Provence, onde está o creme de la creme da viagem. Uh la lá.

fotos- Franklin Nolla.


Pampelonne Beach – o hit de St-Tropez.

Depois de horas na estreita estrada  que leva  a  praia de  Pampelonne , por causa do  congestionamento assustador,  finalmente chegamos a badalada praia de St. Tropez. Paramos o carro no estacionamento do Nick bar, atravessamos o requintado bar para acessar a praia. Não pude fotografar internamente,  mas vi mulheres estonteantemente lindas , se dourando  ao  sol do verão,  em confortáveis  espreguiçadeiras de praia , rodeadas por panos brancos como se fossem tendas árabes.  Todas eram exóticas, principalmente as africanas e asiáticas, em poses prá  lá de  blases e  irradiando um irresistível charme.  Parei um pouco  e fiquei curtindo aquela visão onírica de luxo e beleza. Alguns caras vinham e falavam algumas coisas para  elas e caiam fora rapidamente, sem afetar aquela atmosfera de sonho. Aí alguém me  chamou e acabou com  o meu barato. Vamos trabalhar, pô.OK. Bola pra frente. Ao adentrar a praia,  vi um outro bar estiloso,  o new Coco. Me disseram que uma prosaica Coca em lata custa por volta de 40 euros. Nem fui checar. É muito duro ganhar em Reais e gastar em Euros.

Acabei entrando de bermuda no mar até a altura da minha cintura. A temperatura da água estava ótima, a minha Nikon impediu que eu mergulhasse, e esse foi o meu breve momento de felicidade no mar de St. Tropez.  Vi iates e barcos enormes ancorados defronte a praia .A ostentação  é  muita. No estacionamento do Nick só se via Bugattis, Ferraris, Porsches,Maserattis, Lamborghinis e uma solitária Traffic alugada ( a nossa).  Saquei que o barato do local é ver e ser visto. Puro voyeur. Engraçado também  foi ver o contraste entre o caviar beluga (dos millionaires) e a farofa francesa (do povão).

Encerro o post com a foto dos plebeus se divertindo democraticamente na Pampelonne plage.

Vive  la Liberté, l’Egalité, la Fraternité.

Fotos- Franklin Nolla.


As “calanques” de Cassis.


Achei o máximo a ousadia dos jovens franceses  ao saltarem do penhasco para o mar verde esmeralda de Cassis , região das famosas calanques (cavernas escavadas pelo mar), que compõem  um dos cenários marítimos mais bonitos  que eu já havia visto nas minhas andanças mundo afora. O braço de  mar que contorna Cassis é de uma extrema beleza e mexe com os meus arroubos juvenis de tentar saltar também , mas o lado do bom senso prevaleceu e grazia a dio eu não encarei essa. Fiquei só na vontade. Dê uma espiada na foto abaixo e veja se náo dá vontade de pular. É isso aí.Amanhã vou postar Cannes.

fotos- Franklin Nolla.



Riviera Francesa – Porto Grimaldi

Após dois dias sem internet (culpa da Virtua- Net), recomeço o  roteiro em direção a Cannes.  Saindo de Bormes , pegamos a litorânea e avistamos bem de perto  o Mediterrâneo pela primeira vez. A cor do mar é um desbunde, a vontade de dar um mergulho, é um castigo para quem está trabalhando. Ossos do ofício. Alguns kms a mais, chegamos em um condomínio de casas de veraneio ao estilo de Veneza, chamado Porto Grimaldi. Para uma réplica, até que é legal. O maior problema é a quantidade excessiva de turistas. O movimento de barcos nos canais , lembra um pouco  o gran canale de Venezia,  lógico que sem o charme dos gondoleiros.  Gente bonita, alguns barzinhos e bistrôs e está visto. A la direcion de la route.  Simbora que amanhã tem mais…..

fotos-Franklin Nolla.


Bormes Les Mimosas é o máximo. (com mais fotos)

A minha jornada de trabalho começou bem cedo , saindo de Aix em direção a Cannes. Alugamos um carro, a melhor maneira de conhecer o sul da França, e fomos pela route nacionale até avistarmos o mar na  região du Var,  guinamos para o interior e fomos para Bormes Les Mimosas, uma cidadezinha muito charmosa e bonita. Comecei o trabalho lá,  mas o quero contar são as minhas sensações e o  prazer de estar em um lugar incrível, cheio de atrações e de gente bonita. Os franceses e os turistas convivem em plena harmonia usufruindo a magia que envolve a cidade.Tudo é de extremo bom gosto. Lojas, restaurantes, bistrôs, ateliers de arte, pórticos, balcões, varandas, flores, muitas flores, especialmente as mimosas, tornam o ambiente bucólico e hospitaleiro. A vontade que dá é de ficar lá por vários dias, só curtindo e se deliciando com as boulangeries, patisseries e os agradáveis bistrôs. Mas como tudo que é bom dura pouco, por volta do meio dia tive que pegar a autoroute de novo e  seguir viagem para novas locações e novas fotos. Agora o que serve de bálsamo  é poder ouvir o cd do Henri Salvador cantando a doce canção  Bormes les Mimosas e rever as fotos….. olhar pausadamente …. e sonhar…. sonhar  em voltar para Bormes Les Mimosas.

fotos-Franklin Nolla.



Tô aqui na Terra Brasilis.

Olá queridos amigos (as)

Voltei…… Cheguei no fim de semana em Sampa… Estava fazendo um trabalho fotográfico para uma empresa brasileira no sul da França, mais precisamente em  Aix en Provence  e na Riviera Francesa. Eu pirei  no encanto das pequenas cidades  encravadas nas montanhas e nas praias e enseadas da Cote D`Azur. As fotos ficaram barbaras e o cliente gostou muito. Terminado o trabalho fui para Barcelona viajar no trabalho do Gaudi. É  de babar. A partir de amanhã, vou postar  as minhas  aventuras urbanas , ( dessa vez sem os pesados equipamentos  de alpinismo) , só  com um confortável par de tênis e a sensibilidade aguçada para apreciar  o que de belo e charmoso aparecer no visor da minha câmera. Au Revoir.

foto-Franklin Nolla- La Rotonde de Aix en Provence.


Que frio, que bom !

Estava com saudades do frio que faz nas grandes montanhas de altitude, mas como o clima anda bastante doidinho (basta ver a quantidade de neve que está  caindo em Sta Catarina), ele está fazendo a minha felicidade. Tenho saído muito cedo para fotografar e invariavelmente no meio da manhã e no meio da tarde dou uma pausa para um santo capuccino acompanhado de uns bons chocolates artesanais. Como Sampa é campeã em cafeterias descoladas, sempre surge no meio do caminho uma oportunidade de saciar a minha gula com alimentos energéticos. Vou aproveitar o máximo até amanhã, pois a previsão do tempo para o fim de semana é de que   a temperatura deve subir com a saída do sol.Bye. fotos-Franklin Nolla.