All content @ by Franklin Nolla

Natureza

Beautiful Planet. Beleza de Planeta.

 

18.vale verde.Ladakh.India Judiado, Devastado, Poluído. Em  processo de extermínio, com clima que gera catástrofes e muitas palavras negativas  a mais que eu nem consigo lembrar, mas  para mim o que vale  mesmo é que o pequeno planeta  é o Senhor do Universo, a jóia rara e maravilhosa , a  Terra, o planeta azul  que me comove . Eu peço a ajuda de Deus que me dê saúde , um pouco de  grana e  mais um razoável tempo de vida, de lucidez , de boa locomoção,  para que eu possa   ainda ver as maravilhas da natureza  que estão se extinguindo devido a  ganância e a ignorância  de muitos  imbecis  que infelizmente  destroem  esse lindo planeta…

Do jeito que as coisas estão, só resta correr e conhecer antes que acabe.

Picture by Franklin Nolla- Norte da Índia/Ladhak/Himalayas

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É aqui que eu encontro a paz absoluta.

no cume-passoQuando eu estava no hospital, eu aproveitei um cochilo da minha filha e dei uma “zappeada”na TV. Parei acho que na Globonews  no exato momento em que  o personagem de um documentário,  o grande jornalista  Joel Silveira, já falecido,   disse que uma das maiores imbecilidades da vida é uma  pessoa ser um  alpinista. Balancei a cabeça e não concordei, mesmo não sendo um alpinista, mas sendo apenas um admirador das montanhas de grande altitude . É que ele  não teve a felicidade de sentir o Divino, de se deixar levar pela emoção de conquistar o cume de uma  montanha ,de andar no passo sagrado em cima de um cume ( -La-) ,de  conviver com os  povos que moram perto do céu. Nessas ocasiões eu me afasto das pessoas e de tudo que me faça lembrar  a civilização  e por mais ou menos meia hora, como em uma meditação,  me deixo levar pelas ondas energéticas e vibrações emanadas pelos gigantes de pedra. (não é a toa que os sherpas chamam o Everest de Sagarmatha ou Chomonlugma (Deusa Mãe Terra). A sensação é indescritível. Ouvir as nuances dos sons  dos ventos,  cheirar os humores da terra,  acompanhar os rasantes dos falcões e se tiver sorte,  se maravilhar com faisões imperiais. Pisar no gelo, tirar as botas , deixar os pés respirarem, comer um delicioso sonho de valsa e sonhar com uma vida melhor. Simples, muito simples. Depois fotografar, fotografar e  fotografar  e finalmente  chamar o guia e retomar a caminhada. Existe preço para isso?  Para mim, não. Aprendi  a amar e a respeitar as montanhas.Em troca, elas  me dão a paz que eu preciso.

Text and Picture by Franklin Nolla- Ladhak-Índia-Himalayas


Devastar não é preciso (2) ou até a extinção.

“Era uma vez uma linda floresta …… ”         Esse é o começo tradicional de uma linda estória infantil  que sempre acaba bem.             ” Era uma vez uma linda mata……”     Esse é o começo de uma estória em que os adultos protagonizam e  que nunca acaba bem . Esse é o início fatídico da extinção de uma pequena floresta que o “homo sapiens” devasta……devasta…. até que um dia, com o passar dos séculos…………..,  seremos analisados   pelos ETs como a espécie extinta  que se chamava  “homo imbecilis” e que devastou um lindo Planeta Azul chamado Terra.

“Finito”.

Picture by Franklin Nolla.

PS- Escrevi isso como um desabafo após assistir um vídeo sobre gratidão no you tube.   http://www.youtube.com/watch_popup?v=Pr085LDIvEA&feature=youtu.be


Devastar não é preciso.

Na foto acima, vemos como  começa o processo de devastação da  Natureza.

Picture by Franklin Nolla.


Aberta a temporada do Caqui.

Essa é a época do ano que eu mais como frutas. O motivo – Caquis. Fico babando pela variedade “rama forte”. Depois de comer uns 5 por dia, no dia seguinte eu como um “fuyu”  e um  “chocolate”, para dar uma maneirada e não enjoar. Dois dias depois a coisa se repete até o final da safra. Afinal, um ano passa rápido e dá mais vontade ainda de comer no próximo . É isso.  Caqui- o néctar dos deuses. E alem do mais, faz superbem para a saúde.

Picture by Franklin Nolla.


1 HP fora do motor.

  Essa é a minha foto autoral da semana. Eu estava montando os equipamentos para uma sessão de fotos em Paraty quando o Caio, filho da minha cliente, me deu uma dica de fazer uma foto através da janela do portão da casa. Curioso , fui dar uma olhada e vi uma cena cena legal . Um puta jipão de 200 hps e um cavalo de 1 Hp, tendo ao fundo a baia de Paraty. Fiz uma foto tecno- romantica. Valeu a pena. Um mimo para uma segunda-feira de sol.

foto Franklin Nolla.


Sob intervenção divina. Mt Roraima 2.

Caros leitores,  convido vocês a compartilharem  um breve “remake” da minha viagem ao Mt.Roraima. Em abril de 2010, escolhi a mística montanha para fazer um trekking especial para comemorar o meu  último ano cronológico da minha meia idade . Não  podia supor que hoje comemoro meu primeiro ano de vida após ter sobrevivido `a  árdua caminhada. Graças a Jesus Cristo, ao meu fiel anjo da guarda e a minha querida filha, estou vivo e ileso, depois de passar por  maus momentos causados por questões paralelas com os nativos  venezuelanos. Deixando de lado as agruras da expedição, o que eu quero é contar a ótima sensação de ter conseguido chegar ao topo da montanha e de ter visto as belezas naturais exóticas da grande  “mesa”  dos 3 países – Venezuela,Brasil e Guiana.

O GIGANTESCO TEPUI

O monte Roraima faz parte do complexo dos Tepuis (montanhas em forma de mesas) venezuelanos, encravados no meio da estepe, características de campos gerais  com vegetação rala. A maior parte  do Mt Roraima fica na Venezuela.  O  ponto de partida para chegar ao Roraima é a cidade de Sta Helena. O acesso por terra é  feito de carro 4X4  até  o  Parque Nacional Venezuelano em pleno território  indígena. Na aldeia de Paratepuy, os aventureiros encontram os índios que irão se juntar aos guias para auxiliar na logística do trekking.

A BOTA COM BOCA

Mochila nas costas , ” sebo nas canelas” e a aventura começa na parte da manhã. Horas e horas de caminhada em trilhas com suave inclinação até que finalmente por volta das 12 horas começa o trecho de ganhar altitude. Aí o bicho pega, pois o calor intenso e o sol escaldante começam a minar a minha  resistência física. Para “ajudar” a minha bota super-special que tanto me ajudou e deu segurança em outros trekkings , abriu literalmente o bico, os dois pés descolaram o solado ao mesmo tempo, em um caminho seco e pedregoso cercado de lindas samambaias, que não pude apreciá-las como deveria. Então começou o meu drama, caminhar lentamente, sem água e  com o sol me queimando, sem protetor solar e almejando o meu  tênis reserva que estava com um índio carregador , centenas de metros a frente e que me monitorava visualmente, porque eu estava atrasado por estar fotografando a bonita flora do caminho. Eu gritava e acenava para ele e ele não me via. Até que passou um outro índio por mim e o  avisou. Coloquei o calçado e carreguei o meu cantil até o ponto de pernoite.

O QUEBRA GALHO

No dia seguinte, segui por um caminho sinuoso em uma floresta tropical , sempre subindo, onde fiz  belas fotos da vegetação e das flores que permeavam o caminho.Cheguei em um trecho extremamente pedregoso, com pedras enormes que rolaram montanha abaixo, provavelmente  causadas por chuvas torrenciais que as  levaram ao desmoronamento. Comecei a escorregar feito um sabonete em uma banheira. O meu tênis não era apropriado para chuva. O que me deu uma valiosa ajuda foram os galhos secos de pequenas árvores que margeavam a trilha e que me serviam de apoio para poder fazer uma alavanca com os braços. Finalmente atinge o cume, já bastante exausto. Comi uma barra de cereal, um pedaço de abacaxi fornecido pelo guia e então veio o dilúvio. A temperatura caiu abruptamente. Como a montanha é de forma trapeizodal, ela é enorme em extensão e largura, um mundo a parte e um ecossistema também a parte, jamais visto por mim em  viagens ou em qualquer material informativo. Daí eu vi um pouco do mundo perdido de Conan Doyle. Cheguei ao “hotel” (pequenas cavernas que servem de abrigo para se montar as barracas de acampamento) para fazer o pernoite.

O DILÚVIO E O SOL

No dia seguinte, saí bem cedo em direção a proa da montanha, debaixo ainda de uma bruta chuva. Resultado – o meu tênis começou a descolar o solado. O pior que podia acontecer, aconteceu. Dificuldade para andar. Um amigo emprestou uma silver tape e passei em volta do pé do tênis para ele não se desintegrar.Funcionou razoavelmente bem até o fim da caminhada. Arre!  De repente a chuva parou e imediatamente abriu um maior solão. A temperatura saiu dos oito graus e foi parar  nos trinta graus. A montanha se descortinou `a  minha frente. Formações rochosa vulcânicas que pareciam seres de outro planeta aguçavam a minha imaginação. Bichos , pessoas, monstros, aves eram avistados frequentemente. De repente, após uma elevação do terreno, pude apreciar uma das vistas mais bonitas da minha vida. Um jardim japonês ao natural e na escala real, fascinava os meus olhos. Enormes bonsais emolduravam pequenos riachos com mini cachoeiras formadas  pelas chuvas.Ao o redor, a  vegetação alta com folhas vermelhas, abóboras e amarelas , entremeadas de folhas verdes, davam o tom impressionista `a paisagem. Um grande barato visual. Ok. Foto aqui. Foto ali. E txantantantxamtam  – O Dilúvio outra vez. Ponho toda a roupa e 5 minutos depois tiro de novo. Toca a andar para o vale dos cristais. Inúmeros dilúvios e sol depois, chego ao vale. Uma beleza. Cristais, eu escrevi cristais, serpenteiam o caminho e a terra fica branca, como se tivesse nevado. É de babar. Lindo de novo….. Acabou o dia.

PARAÍSO X INFERNO

O inferno chegava a noite, todas as noites.. O paraíso todos os dias. El Fosso, Roraiminha, a Triplice Fronteira, Lago Gladys  e a Proa  fizeram parte dos dias restantes no cume…lugares belos e mágicos…. A volta  atribulada foi guiada por Deus. O meu corpo estava em frangalhos, a minha saúde afetada  e o meu estado psicológico também…. Foi uma longa e dolorida jornada… . Em Boa Vista,   tive a percepção que tinha passado por uma grande provação e que bravamente  havia vencido todas as mazelas da aventura.

foto-Franklin Nolla.

PS- Para quem tiver curiosidade sobre a aventura no Roraima- veja detalhes nos posts escritos de Abril de  2010 ou vejam mais fotos no   http://www.flickr.com/photos/fknolla