All content @ by Franklin Nolla

Viagens

É aqui que eu encontro a paz absoluta.

no cume-passoQuando eu estava no hospital, eu aproveitei um cochilo da minha filha e dei uma “zappeada”na TV. Parei acho que na Globonews  no exato momento em que  o personagem de um documentário,  o grande jornalista  Joel Silveira, já falecido,   disse que uma das maiores imbecilidades da vida é uma  pessoa ser um  alpinista. Balancei a cabeça e não concordei, mesmo não sendo um alpinista, mas sendo apenas um admirador das montanhas de grande altitude . É que ele  não teve a felicidade de sentir o Divino, de se deixar levar pela emoção de conquistar o cume de uma  montanha ,de andar no passo sagrado em cima de um cume ( -La-) ,de  conviver com os  povos que moram perto do céu. Nessas ocasiões eu me afasto das pessoas e de tudo que me faça lembrar  a civilização  e por mais ou menos meia hora, como em uma meditação,  me deixo levar pelas ondas energéticas e vibrações emanadas pelos gigantes de pedra. (não é a toa que os sherpas chamam o Everest de Sagarmatha ou Chomonlugma (Deusa Mãe Terra). A sensação é indescritível. Ouvir as nuances dos sons  dos ventos,  cheirar os humores da terra,  acompanhar os rasantes dos falcões e se tiver sorte,  se maravilhar com faisões imperiais. Pisar no gelo, tirar as botas , deixar os pés respirarem, comer um delicioso sonho de valsa e sonhar com uma vida melhor. Simples, muito simples. Depois fotografar, fotografar e  fotografar  e finalmente  chamar o guia e retomar a caminhada. Existe preço para isso?  Para mim, não. Aprendi  a amar e a respeitar as montanhas.Em troca, elas  me dão a paz que eu preciso.

Text and Picture by Franklin Nolla- Ladhak-Índia-Himalayas

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A minha degustação das Cachaças.

Em uma manhã fria e chuvosa em Paraty ,  há um mês,  resolvi me aventurar a experimentar algumas cachaças , coisa que nunca fiz na vida. Meio timido, pedi a balconista de uma loja especializada na típica bebida brasileira, que ofertasse algumas das “boas” para mim. Primeiro ela me ofereceu umas “meias-bocas”. Depois eu cheirei uns grãos de café para neutralizar o gosto da cachaça anterior e ela me ofereceu das “boas”. A  diferença entre as normais e as especiais é absurda.As de safras selecionadas e via de regra mais antigas,  são suaves, aveludadas e descem como diz uma propaganda, “macio”. Foi uma experiência muito boa. Depois de trançar um pouco as pernas, fui a um restaurante e comi como um leão.Planejo algum dia, voltar a experimentar as “ditas cujas”.

cachaça ParatianaPicture by Franklin Nolla.


Viva a cachaça brasileira.

Na minha família, a maioria dos meus tios eram cachaceiros, gente do interior chegada numa “mardita”. Eu tentei várias vezes, gostar delas, mas as “bombas” que eles me ofereciam eram ïntomáveis”(segundo o ex ministro Magri). Depois de uma viagem recente a Paraty, eu mudei de idéia. Amanhã conto como foi a minha experiência.

Picture by Franklin Nolla

Cachaças Brasileiras


A morada de Macunaíma (Mt Roraima)

Para os índios da tríplice fronteira, Brasil, Venezuela e Guiana, o monte Roraima é a morada do deus Macunaíma. O local é sagrado , místico e repleto de lendas, e como em  todo lugar mágico , como nos contos dos irmãos Grimm, há sempre uma luta  entre o bem e o mal. Este foi o meu  último e dificílimo trekking ,  repleto de  “perrenques”  horríveis …… Mas …….o que passou, passou …..e hoje  sinto saudades do misterioso Mt Roraima, com suas chuvas repentinas e calor escaldante, com sua beleza estonteante e sua natureza peculiar e primitiva, com as nuvens entremeando os paredões, ora belos e ora sombrios, que parecem evidenciar que a qualquer momento pode haver uma aparição do deus deles, o Macunaíma.


A Tribute to New Yorkers/ part 2

Domingo no parque. Enjoying the Park.

As famosas charretes do Central Park. Tourists Tour around Central Park.\

Bar e Café perto do Harlem. Bar e Café near Harlem.

 

Malas.Bags.

Skatistas da noite. Night Skaters.

 

O Fantasma da Ópera. Um fenômeno da Broadway, The Phantom of the Opera. Broadway`s fenomenum.

All pictures by Franklin Nolla.

 


A saga do povo tibetano pelo Tibete livre.Free Tibet.

O grande mérito do filme “7 anos no Tibete”  é contar  como o povo Tibetano foi subjugado pelas hordas militares chinesas de Mao Tse Tung. A ocupação chinesa do território Tibetano prevalece até hoje  e os esforços diplomáticos internacionais dos governos do ocidente e os dos  movimentos pró Free Tibet,  praticamente não sensibilizam  o governo chinês e no meu entender será difícil de sensibilizar, já que o Tibet é rico em recursos naturais minerais e os chineses não irão querer abrir  mão dessa riqueza a céu aberto. Uma pena.

Hoje, Lhasa é uma cidade totalmente tomada pelos chineses da etnia Han, que foi patrocinada pelo governo central da China e incentivada  a “colonizar”  a cidade,  tomando o lugar dos originais habitantes da etnia tibetana. Pouco pode se ver da antiga Lhasa de antes da dominação chinesa. Os pontos mais preservados são o portentoso e monumental Palácio Potala (antiga residência dos Dalai Lamas – hoje museu) o belo e místico Monastério Budista de Jokhang, o pequeno gueto do bairro Tibetano e o Palácio de Verão do Dalai Lama (museu) de onde ele iniciou a fuga para o  exílio em Dharamsala  na Índia e o Monastério de Drepung,uma cidadela afastada do centro de Lhasa. Todos os locais  levam a uma viagem ao passado glorioso dos Tibetanos. O povo  do Tibete  é dócil, simpático, amável e hospitaleiro… Já  os chineses de Lhasa… é melhor não comentar…

Vale a pena assistir ao filme ”  7 anos no Tibete ” do cineasta francês Jean Jacques Annaud, de 1997, estrelado por Brad Pitt e David Thewlis. Alem do enredo ser  emocionante, aprende-se muito sobre a história atual dos dois países.

Picture by Franklin Nolla –  vista do Palácio Potala de cima do teto do Monastério Jokhang/Lhasa/Tibet.


Uma mulher memorável.

    Os predicados são muitos para indicar o quanto Aung San Suu Kii é uma “superstar” da Democracia. Só o prêmio Nobel da Paz já a credencia para isso. Não tive a felicidade de conhece-la, mas acompanho a sua vida e trajetória no cenário político internacional  desde 1990. No ínicio  daquele ano,  fui ao cinema ver um filme  a esmo, sem nenhuma indicação e sem saber do que se  tratava . Fui ver  “Beyond Rangoon” , ” Muito alem de Rangum”  que contava sobre o golpe militar impetrado contra a Democracia na Birmânia, atual Mianmar,  e especialmente sobre o sofrimento do povo birmanês com o violento e ditatorial regime militar. A grande protagonista desse episódio da história do simpático país asiático é Aung San Suu Kii, que ficou por mais de 20 anos presa pelos militares, em prisão do governo e em prisão domiciliar. A história dela e da sua luta pela liberdade , democracia e direitos humanos você pode acompanhar pelo Google e pela Wikipedia. Naquela época a imprensa brasileira não sabia e nem sequer tomava conhecimento do que acontecia na Birmânia. Depois do filme,  eu  pesquisei sobre o país e cheguei a conclusão que queria ir para lá de qualquer jeito. Raspei o tacho do meu pouquísssimo dinheirinho ( uma mulher canalha havia confiscado toda a minha grana) e através  de aviões caindo aos pedaços, finalmente cheguei a Birmânia. Foi um êxtase para mim pisar em solo asiático. Conheci um país atrasado, anacrônico e quebrado economicamente, mas de uma beleza impressionante com  um povo prá lá de acolhedor e hospitaleiro, (de maioria budista) e,  apesar do massacre  opressivo da ditadura, de bem com a vida. O país sofria com o boicote internacional contra o regime militar, não se via estrangeiros, só eu e a minha mulher  e uma meia dúzia de gatos pingados espalhados pela ex-colonia inglesa. Foi o lugar que eu mais me identifiquei com o meu passado, quando o Brasil era um país viável, livre, não violento ,  socialmente evoluído e repleto de pessoas de bem que representavam 99% da população;  que perdurou até  que os golpistas militares  brasileiros assumissem  o poder. Daí deu no que deu e f…….É isso.

Picture- Google.