All content @ by Franklin Nolla

Viagens

É aqui que eu encontro a paz absoluta.

no cume-passoQuando eu estava no hospital, eu aproveitei um cochilo da minha filha e dei uma “zappeada”na TV. Parei acho que na Globonews  no exato momento em que  o personagem de um documentário,  o grande jornalista  Joel Silveira, já falecido,   disse que uma das maiores imbecilidades da vida é uma  pessoa ser um  alpinista. Balancei a cabeça e não concordei, mesmo não sendo um alpinista, mas sendo apenas um admirador das montanhas de grande altitude . É que ele  não teve a felicidade de sentir o Divino, de se deixar levar pela emoção de conquistar o cume de uma  montanha ,de andar no passo sagrado em cima de um cume ( -La-) ,de  conviver com os  povos que moram perto do céu. Nessas ocasiões eu me afasto das pessoas e de tudo que me faça lembrar  a civilização  e por mais ou menos meia hora, como em uma meditação,  me deixo levar pelas ondas energéticas e vibrações emanadas pelos gigantes de pedra. (não é a toa que os sherpas chamam o Everest de Sagarmatha ou Chomonlugma (Deusa Mãe Terra). A sensação é indescritível. Ouvir as nuances dos sons  dos ventos,  cheirar os humores da terra,  acompanhar os rasantes dos falcões e se tiver sorte,  se maravilhar com faisões imperiais. Pisar no gelo, tirar as botas , deixar os pés respirarem, comer um delicioso sonho de valsa e sonhar com uma vida melhor. Simples, muito simples. Depois fotografar, fotografar e  fotografar  e finalmente  chamar o guia e retomar a caminhada. Existe preço para isso?  Para mim, não. Aprendi  a amar e a respeitar as montanhas.Em troca, elas  me dão a paz que eu preciso.

Text and Picture by Franklin Nolla- Ladhak-Índia-Himalayas


A minha degustação das Cachaças.

Em uma manhã fria e chuvosa em Paraty ,  há um mês,  resolvi me aventurar a experimentar algumas cachaças , coisa que nunca fiz na vida. Meio timido, pedi a balconista de uma loja especializada na típica bebida brasileira, que ofertasse algumas das “boas” para mim. Primeiro ela me ofereceu umas “meias-bocas”. Depois eu cheirei uns grãos de café para neutralizar o gosto da cachaça anterior e ela me ofereceu das “boas”. A  diferença entre as normais e as especiais é absurda.As de safras selecionadas e via de regra mais antigas,  são suaves, aveludadas e descem como diz uma propaganda, “macio”. Foi uma experiência muito boa. Depois de trançar um pouco as pernas, fui a um restaurante e comi como um leão.Planejo algum dia, voltar a experimentar as “ditas cujas”.

cachaça ParatianaPicture by Franklin Nolla.


Viva a cachaça brasileira.

Na minha família, a maioria dos meus tios eram cachaceiros, gente do interior chegada numa “mardita”. Eu tentei várias vezes, gostar delas, mas as “bombas” que eles me ofereciam eram ïntomáveis”(segundo o ex ministro Magri). Depois de uma viagem recente a Paraty, eu mudei de idéia. Amanhã conto como foi a minha experiência.

Picture by Franklin Nolla

Cachaças Brasileiras


A morada de Macunaíma (Mt Roraima)

Para os índios da tríplice fronteira, Brasil, Venezuela e Guiana, o monte Roraima é a morada do deus Macunaíma. O local é sagrado , místico e repleto de lendas, e como em  todo lugar mágico , como nos contos dos irmãos Grimm, há sempre uma luta  entre o bem e o mal. Este foi o meu  último e dificílimo trekking ,  repleto de  “perrenques”  horríveis …… Mas …….o que passou, passou …..e hoje  sinto saudades do misterioso Mt Roraima, com suas chuvas repentinas e calor escaldante, com sua beleza estonteante e sua natureza peculiar e primitiva, com as nuvens entremeando os paredões, ora belos e ora sombrios, que parecem evidenciar que a qualquer momento pode haver uma aparição do deus deles, o Macunaíma.


A Tribute to New Yorkers/ part 2

Domingo no parque. Enjoying the Park.

As famosas charretes do Central Park. Tourists Tour around Central Park.\

Bar e Café perto do Harlem. Bar e Café near Harlem.

 

Malas.Bags.

Skatistas da noite. Night Skaters.

 

O Fantasma da Ópera. Um fenômeno da Broadway, The Phantom of the Opera. Broadway`s fenomenum.

All pictures by Franklin Nolla.

 


A saga do povo tibetano pelo Tibete livre.Free Tibet.

O grande mérito do filme “7 anos no Tibete”  é contar  como o povo Tibetano foi subjugado pelas hordas militares chinesas de Mao Tse Tung. A ocupação chinesa do território Tibetano prevalece até hoje  e os esforços diplomáticos internacionais dos governos do ocidente e os dos  movimentos pró Free Tibet,  praticamente não sensibilizam  o governo chinês e no meu entender será difícil de sensibilizar, já que o Tibet é rico em recursos naturais minerais e os chineses não irão querer abrir  mão dessa riqueza a céu aberto. Uma pena.

Hoje, Lhasa é uma cidade totalmente tomada pelos chineses da etnia Han, que foi patrocinada pelo governo central da China e incentivada  a “colonizar”  a cidade,  tomando o lugar dos originais habitantes da etnia tibetana. Pouco pode se ver da antiga Lhasa de antes da dominação chinesa. Os pontos mais preservados são o portentoso e monumental Palácio Potala (antiga residência dos Dalai Lamas – hoje museu) o belo e místico Monastério Budista de Jokhang, o pequeno gueto do bairro Tibetano e o Palácio de Verão do Dalai Lama (museu) de onde ele iniciou a fuga para o  exílio em Dharamsala  na Índia e o Monastério de Drepung,uma cidadela afastada do centro de Lhasa. Todos os locais  levam a uma viagem ao passado glorioso dos Tibetanos. O povo  do Tibete  é dócil, simpático, amável e hospitaleiro… Já  os chineses de Lhasa… é melhor não comentar…

Vale a pena assistir ao filme ”  7 anos no Tibete ” do cineasta francês Jean Jacques Annaud, de 1997, estrelado por Brad Pitt e David Thewlis. Alem do enredo ser  emocionante, aprende-se muito sobre a história atual dos dois países.

Picture by Franklin Nolla –  vista do Palácio Potala de cima do teto do Monastério Jokhang/Lhasa/Tibet.


Uma mulher memorável.

    Os predicados são muitos para indicar o quanto Aung San Suu Kii é uma “superstar” da Democracia. Só o prêmio Nobel da Paz já a credencia para isso. Não tive a felicidade de conhece-la, mas acompanho a sua vida e trajetória no cenário político internacional  desde 1990. No ínicio  daquele ano,  fui ao cinema ver um filme  a esmo, sem nenhuma indicação e sem saber do que se  tratava . Fui ver  “Beyond Rangoon” , ” Muito alem de Rangum”  que contava sobre o golpe militar impetrado contra a Democracia na Birmânia, atual Mianmar,  e especialmente sobre o sofrimento do povo birmanês com o violento e ditatorial regime militar. A grande protagonista desse episódio da história do simpático país asiático é Aung San Suu Kii, que ficou por mais de 20 anos presa pelos militares, em prisão do governo e em prisão domiciliar. A história dela e da sua luta pela liberdade , democracia e direitos humanos você pode acompanhar pelo Google e pela Wikipedia. Naquela época a imprensa brasileira não sabia e nem sequer tomava conhecimento do que acontecia na Birmânia. Depois do filme,  eu  pesquisei sobre o país e cheguei a conclusão que queria ir para lá de qualquer jeito. Raspei o tacho do meu pouquísssimo dinheirinho ( uma mulher canalha havia confiscado toda a minha grana) e através  de aviões caindo aos pedaços, finalmente cheguei a Birmânia. Foi um êxtase para mim pisar em solo asiático. Conheci um país atrasado, anacrônico e quebrado economicamente, mas de uma beleza impressionante com  um povo prá lá de acolhedor e hospitaleiro, (de maioria budista) e,  apesar do massacre  opressivo da ditadura, de bem com a vida. O país sofria com o boicote internacional contra o regime militar, não se via estrangeiros, só eu e a minha mulher  e uma meia dúzia de gatos pingados espalhados pela ex-colonia inglesa. Foi o lugar que eu mais me identifiquei com o meu passado, quando o Brasil era um país viável, livre, não violento ,  socialmente evoluído e repleto de pessoas de bem que representavam 99% da população;  que perdurou até  que os golpistas militares  brasileiros assumissem  o poder. Daí deu no que deu e f…….É isso.

Picture- Google.


Grand Central Station – NYC

Quem é fã do Cinema Norte -Americano já viu esse lugar em inúmeros filmes de Hollywood , no século 20 e agora no 21.Cenas de gangsters, de ação e de emoção permearam esse belíssimo cenário. Amazing. That`s it.

picture by Franklin Nolla


NEW YORK GRAPHIC PICTURES part 2 – Windows

What are you looking for?

Through the window.

Pictures by Franklin Nolla.


Fotos – Manhã de Sábado em Manhattan. Manhattan`s Saturday Morning Shots.

Porque escrever ou postar fotos  sobre Nova Iorque? Simplesmente porque tenho fotos bem legais da capital do mundo . É isso.

Why NYC posts? Because i have nice pictures about it.

‘PROUD’

‘WHAT DOES IT MEANS”

‘LIBERTY’

“WAITING…”

“HEY MAN. WHAT TIME IS IT”

“SING BOB! SING”

All pictures by Franklin Nolla.


Os sons do céu. Sky sounds.

Essa é a banda que toca mais alto na Terra. Totalmente surreal.  Estavam tocando músicas tibetanas a 4.600 mts de altitude quando eu voltava do Mt. Everest. Estava eu andando isolado na trilha quando de repente apareceram essas “ets” batendo tambores e cantando mantras tibetanos. Após a performance musical mais alta do mundo, passaram um chapéu pedindo  uma grana. Foi a gorjeta mais “alta” que eu dei na minha vida.  Com essa imagem acima das nuvens,  quero brindar com vocês o novo ano que está chegando.

FELIZ 2012 PARA TODOS. HAPPY NEW YEAR.

Muito obrigado por terem visitado o meu blog. Thank you for having visited my blog.

Picture by Franklin Nolla .

ps- Essa simples foto foi muito marcante para mim na ocasião do trekking ao Campo Base do Monte Everest- Nepal. Foi um dia feliz e  de glória.


Uma nação de obesos. Fat USA.

Vou inventar um ditado novo – ” Uma imagem  vale centenas de quilos”…….  Todo mundo já sabe o poder maligno da “Junk Food”, mas nos EUA, a coisa tá preta. A quantidade de obesos é impressionante. Aqui no Brasil, estamos seguindo os mesmos passos. Vamos evitar as gorduras saturadas, vamos tomar cuidado com a nossa alimentação.

photos by Franklin Nolla da série “New York comments” — foto acima ” Only friends” (sic)  —foto abaixo ” Beautiful  ladies”.


Olha eu aí sendo filmado em Manhattan.

Muita gente acha que sou parecido com o Tom Selleck e eu acabo concordando. Se eu der uma pintada no bigode e na cabeleira vou ficar bem parecido com ele , com alguns quilos a menos e milhares de “verdes” também.  Essa foto é uma leve brincadeira para animar o  fim-de-semana.

Photo by Franklin Nolla.


O dia que Nova York tremeu.

Fui fazer um trabalho nos States e aproveitei alguns dias para passear na Big Apple. Naquele dia, o calor  não estava tão intenso e resolvi fazer um programa de índio. Peguei o ônibus vermelho e fui fazer um sight seeing em Manhattan Uptown. Passei pelo Central Park e  fomos ( eu e um monte de turistas) ao Harlem e logo depois cruzamos a ponte em direção ao Brooklin. Foi um passeio meio  chato mas em contrapartida muito barato pois pude   conhecer outros lugares da cidade fora do circuito Mid Town mais Broadway, gastando pouca grana. De táxi ia sair uma nota.Depois da longa jornada, desci em Times Square e fui caminhando e fotografando até o meu hotel que ficava no bairro coreano de  NYC.  De repente começei a sentir uma vibração estranha entre as pessoas. Muita gente com cara preocupada e um monte de nego dormindo ao lado de  suas malas no meio das calçadas que tem mesinhas e banquinhos para descansar. Fiz alguns clicks das pessoas dormindo ou conversando e havia alguma coisa no ar que eu não estava entendendo. Por que nesse dia tinha tanta gente nas ruas e tanta gente dormindo em plena luz do dia?Fiquei cabrero. Caramba! O que está acontecendo?. Resolvi desencanar e fui comprar o ticket para ver   “Priscila, a rainha do deserto”. Fui para o hotel e liguei a tv. Comecei a assistir cenas de uma conferência na ONU e vi um monte de pessoas saindo correndo do recinto. A camera começou a mostrar o local chacoalhando muito. Terremoto em Manhattan dizia o âncora do telejornal. Não acreditei. Mudei para outro canal e vi a confirmação .Pô, eu estava na rua e não senti nada . Nada tremeu ou oscilou. Como pode um lado da cidade estar tranquilo e o outro tremendo e chacoalhando? Graças a Deus e ao meu anjo da guarda, não passei e nem presenciei nenhum reflexo do terremoto. Tomei banho, coloquei uma roupa mais formal e fui dar muitas risadas com as aventuras das drags no deserto da Austrália. Só que com uma condição : um olho no palco e o outro na saída de emergência. The show must go on e a minha  vida continua também….

foto-Franklin Nolla.


My special gift . Meu presente para vocês.


A Capitu dos meus sonhos.

É muito difícil que alguém ao ler um livro, não tenha associado a imagem que faz de um personagem com a imagem real de uma pessoa. Pois é. Tive uma grata surpresa. Há alguns dias eu estive  fotografando em Paraty , RJ, . O “job” era um catálogo de publicidade para uma renomada empresa de Cama&Mesa&Banho&Underware de São Paulo. A maioria das pessoas envolvidas no projeto formam um time fixo de profissionais de alta qualidade que trabalham em conjunto faz um bom tempo. As pessoas que trocam são os modelos e eventualmente os maquiadores.Antes do ínicio das viagens, todo mundo se reúne e são feitas as apresentações necessárias. Ao entrar no micro-ônibus da produção eu vi a modelo escolhida,  que estava “devorando”  um livro. Fui apresentado a ela que me deu um sorriso levemente tímido. Para  quebrar o gelo, perguntei o que estava lendo. Ela disse o nome  do livro , que eu já esqueci e o  nome da autora “Nora” e eu respondi de bate-pronto “Ephron”. Na hora senti uma grande simpatia por ela, uma familiaridade pouco comum com alguém que acabara  de conhecer. Horas e intermináveis horas depois, chegamos em Paraty, a noite. “Daqui a meia hora na recepção” era o ” mini boss ” convocando o pessoal para o jantar. Depois de rodar a cidade em busca de um bom restaurante aberto naquela hora, só achamos barzinhos, acabamos em uma pizzaria  com decoração charmosa e pizzas horrorosas. Após mastigar cimento de construção com queijo, fomos dar um giro pelo pier da cidade antes do “goodnight” sem “birinight”.  No dia seguinte,  as 6 da matina, hora de levantar para tomar o café da manhã  e depois sair para a maratona de fotos. Chegamos em uma casa legal bem na beira-mar. O dia estava lindo, ensolarado sem uma nuvem no céu. Pensei que o trabalho seria uma dureza e foi mesmo, mas os resultados compensaram o grande esforço. Depois de algumas centenas de fotos,  demos um pequeno “brake” para o almoço, aliás muito bom,  providenciado pela empresária que acompanhava as fotos. Sem tempo para “jiboiar”, reiniciamos o trabalho, agora com modelos,  já que anteriormente haviamos clicados só os produtos. O maquiador/cabeleireiro entra em cena e de repente começa a grande metamorfose. A tímida e simpática moça se transforma na Capitu do meu imaginário, óbvio que só eu percebi.  Conforme o casal de modelos começou a desempenhar melhor, a bela morena ia se tornando cada vez mais a Capitolina, a Capitu  do célebre livro “Don Casmurro” de Machado de Assis. Esses clicks dela me remeteram a minha juventude, mais precisamente na quarta série ginasial, quando tive a obrigação e o prazer  de ler o livro, graças ao meu  professor de Português, o Barbosão. Clicks e mais clicks e a morena desabrochando, cada vez mais a vontade. Na minha frente uma beleza Machadiana dissimulada , uma beleza Brasileira. A morena sestrosa do  Ary Barroso. A morena ingênua e sensual do Jorge Amado. A presença africana forte nos seus traços.  Enfim a materialização da personagem na minha frente. Tive vergonha de contar a ela e a equipe o “barato” que estava vivenciando. Hoje, mais tranquilo posso dizer ” Obrigado moça bonita. Você resgatou um pouco da minha adolescência  em pequeníssimos intervalos  entre uma foto e outra no bucólico cenário de Paraty”. Agora vou continuar na busca de Bentinho e Escobar, quiçá em outro cantinho  do Brasil.É isso aí.


O sonho acabou.

No ano de 1980, John Lennon foi assassinado por um imbecil norte-americano. Os jornais da época estampavam em suas manchetes ” O sonho acabou”. Eu relembrei o fato do sonho acabar exatamente na quinta-feira próxima passada quando o ônibus espacial Discovery  retornou de sua última viagem, ao fazer o trecho de volta da ISS- Estação Espacial Internacional para a Terra. A espaçonave vai virar péça de museu após longos anos de serviço prestados a NASA. Os próximos a serem aposentados serão o Atlantis e o Endeavour. O Discovery foi o recordista com 39 missões, 238 milhões de quilômetros e 27 anos consecutivos de serviço.

Então por que o sonho acabou ?

Quando eu era um adolescente, acompanhei e vibrei com a corrida espacial entre os EUA e a URSS para ver quem levaria o primeiro homem `a lua. Os americanos chegaram lá com  Neil Armstrong. Foi um grande momento para a humanidade. Eu fiquei imaginando que um dia poderia estar lá também . A empresa aérea Pan Am – Panamerican Airlines chegou a vender vários tiquetes para viagens espaciais.Muita gente acreditou nisso. Tive um cunhado que comprou o bilhete do sonho da vida dele.Infelizmente a Pan Am faliu. Um enorme rombo no sonho. Depois a URSS se desintegrou e o programa espacial soviético foi para o “espaço”. Posteriormente com a chegada dos ônibus espaciais, um alento me fez sonhar de novo. Imaginei que com a nova tecnologia , quem sabe um dia poderia estar abordo de uma espaçonave. Ledo engano. As crises econômicas e as guerras atrapalharam o desenvolvimento dos programas espaciais norte- americanos. A NASA tem como objetivo levar o homem a Marte e a um asteróide em vôos interplanetários. Os ônibus espaciais então foram descartados por já estarem muito velhos e desgastados. Não houve investimento no setor. Para os astronautas americanos irem a ISS, agora terão que pegar “carona” nas “velhas latas de sardinha” Soyuz da Russia. Portanto, para mim que já estou com um bocado de  idade, não dá mais tempo para que a iniciativa privada tome o lugar da agência espacial norte-americana e lance uma nave para orbitar a Terra. The dream is over.

foto- Discovery by NASA.


A Monalisa de Varanasi.

Um presente para vocês que aguardaram  o novo template do Rang Birangi. Essa foto é de uma noiva indiana se preparando paro o casamento nos “Gaths” – escadarias `a beira do rio Ganges na cidade sagrada de Varanasi – ex- Benares.Os casamentos nas margens do rio, são um dos mais felizes rituais da consagração da vida no Hinduísmo. Dezenas de noivos se encontram nos Gaths em um determinado dia , para perpetuarem o compromisso acordado pelos seus  pais,  através de contratos familiares,  onde o noivo e a noiva não tem o livre arbítrio de escolherem os seus pares pelo resto de suas vidas. O que se vê são jovens felizes ,com algumas exceções, ávidos para se realizarem com seus parceiros. As mulheres, via de regra , são muito bonitas, adornadas pelos tecidos finos e coloridos dos seus saris  com predominância da cor vermelha. Os adornos de ouro, como brincos, colares, pulseiras, correntes, piercings são um espetáculo a parte. Essa moça me deixou fotografá-la, com a permissão do noivo, e esse click  acabou sendo uma das melhores fotos de portraits que fiz até hoje. Me lembro muito bem da atmosfera da magia e do perfume que ela  exalava de seu singelo rosto. O mistério do seu  olhar e a forma dos olhos me permitem ter a ousadia de dizer que essa moça poderia ser bem a Monalisa indiana e olha que no final das contas , ela é bem mais bonita.

creditos- Foto e têxto – Franklin Nolla.

ps- Com o novo template, é possivel migrar para o meu site/portfólio, flickr (ainda na construcão das galerias de fotos), facebook e twitter e vice-versa. Por favor, visitem. Obrigado.


A casa Batló de Gaudí em Barcelona.

No post anterior eu escrevi que iria mostrar algumas fotos da obra do Gaudí. Ei-las.


Fotos-Franklin Nolla.


Arriba Barça.

Confesso que estava engasgado com a possibilidade de não conhecer Barcelona. Há mais ou menos 15 anos atrás eu fiz uma escala em Barcelona para pegar um vôo em direção  a Sevilha , Granada e Cordoba. Tentei ficar na cidade por 2 dias , mas por um problema  de ordem pessoal/ matrimonial, não consegui… Finalmente no final de 2010 eu  realizei o antigo sonho  e visitei a cidade . Achei muito interessante o contraste entre uma cidade antiga, com seu rico patrimônio histórico e a cidade nova,  moderna,  construída para  ser  a sede das Olimpíadas na Espanha.  O grande conjunto de  obras  do arquiteto catalão, Antoni Gaudi, me fascinou. É de uma beleza e ousadia em termos arquitetônicos, inigualável. Fiquei literalmente babando com a casa Batló. Putz…. é de arrepiar. Passei  umas cinco horas visitando a casa e fotografando-a. Em nenhum momento fiquei cansado, tamanho era o meu interesse , pelas soluções que “o cara” criou. Aliás, esse sim é – “O Cara”. Amanhã mostro fotos das obras dele.

foto-Franklin Nolla.


Gordes. A cidade Superb.

Este é o último post da minha viagem `a França. Para encerrar com chave de ouro, a cidade escolhida e  por coincidência cronológica também, é  Gordes. O “creme de la creme”. Para quem chega pela estrada , a visão das construções no alto da colina é estupenda. No topo  da cidade há uma rotonda  (rotatória) que é o centro . Olhe para a direita-ateliers de pintura e mini-galerias de arte. Olhe para a esquerda-uma apetitosa boulangerie. Olhe para a frente- uma bela igreja cristã. Olhe para trás-simpáticos bistrós. No meio de tudo isso- gente bonita. Criatividade, cultura  e charme são as essências dessa cidade.  Vejam as imagens abaixo.

 

Aqui vale um comentário. As pessoas  estão sentadas em uma laje circular projetada sobre um abismo de no mínimo 100 metros de altura. Que mêda, mas é muito legal.

Bem …… um dos melhores prazeres da vida são os doces , principalmente o das patisseries francesas.  Esses são simplesmente de dar água na boca.  O  meu anjinho do bem me deixou comer apenas dois …. prá quem tem colesterol alto…. tá de bom tamanho.

Uma dica-  A cidade é citada no filme ” Um bom ano ” de Ridley Scott,  rodado na Provence e estrelado por Russel Crowe e a talentosa e bonita Marion Coutrillard. Vale a pena ver e apreciar a beleza da grand maison e das vinhas da região do Luberon……..

Santé….

Adieu France…

fotos – Franklin Nolla.


Feliz Natal. Feliz 2011.

Aos queridos  leitores que prestigiaram  o meu blog, desejo  um Feliz Natal e um ótimo Ano Novo. Comecei a postar  no dia 1º de Janeiro de 2010. Até hoje já foram muitas visitas. Espero que tenham gostado e apreciado. Em 2011 virão novidades por aí.

Obrigado

Beijos e abraços para todos.

Franklin Nolla

foto- Franklin Nolla – Os vitrais do templo  da Sagrada Família ( de Antonio Gaudi ) em Barcelona, Espanha.

ps- Estou tentando fazer o link com o facebook, mas não estou conseguindo visualizar na minha página. Se alguém olhar e achar no Face, por favor me avise com um comentário no blog. obrigado.


A frustração na bela paisagem.

 

A vista  do campo de lavandas em frente a Abadia  de Sénanque é praticamente o mais famoso cartão postal  da Provence. Quando estive lá,  as flores tinham sido  recem-colhidas , e o campo mostrava uma desolação pós-colheita. Fazendo uma analogia com o Rio de Janeiro, seria como ver o morro do Corcovado sem a imagem do Cristo Redentor. Uma frustração.  Dali segui em direção a Gordes, o último local que visitei na Provence. Antes disso,  parei no caminho, para dar uma espiada no museu da Lavanda. O lugar é muito legal. Pode-se  conhecer todo o processo de beneficiamento  (destilação) para se obter  os valiosos óleos . O final da visita acaba desembocando em uma simpática lojinha que vende todos os produtos derivados da simpática  florzinha azul violeta.  Difícil é escolher alguma coisa no meio da profusão de odores deliciosamente perfumados . O preço é convidativo se comparado ao praticado no Brasil, mas  não muito, devido a valorização do Euro.          fotos- Franklin Nolla.             


Roussilon, uma cidade toda em terracota.

Como pode essa foto….

virar essa…

Roussilon é  uma cidade de uma mesma cor. Lá você constrói uma casa e vai buscar os pigmentos de pintura  na natureza,  a menos de 500 mts de sua casa. Isso faz  com que ela seja simplesmente  a única no sul da França. Andando por lá você nota todos os matizes e variações que sua imaginação permite dentro do mesmo tema, o terracota. Para os arquitetos e decoradores deve ser  pirante,( não precisa  tomar LSD), tamanha é  a beleza e o visual do lugar. Dezenas  de ateliers de pinturas  e lojinhas de artesanato, que vendem  os pigmentos já preparados, contribuem para a beleza e o charme da pequena cidade incrustada nos morros do contraforte da cadeia de montanhas  do Luberon. O barato é  que essas cores mediterrâneas  estão bem longe do mar,  se ele  estivesse ali,  nossa,  o lugar seria imbativel. Agora dá uma espiada na cor que rolou no meu prato de almoço.

Terracota né.

fotos-Franklin Nolla.