All content @ by Franklin Nolla

Vida

Oooooô a inspiração voltou a inspiração voltou a inspiração voltou ooooô….

São Paulo by air 72 dpi

Após 100 dias sem motivação para escrever, fiz um sobrevôo sobre o centro da cidade de São Paulo. Dia gelado de inverno, céu azul de Brigadeiro , aeronave sem portas , mãos e nariz quase congelados , olhos lacrimejando de frio e  emoções revividas….enfim uma alegria infantil no coração e um calorzinho feliz na alma. Crises na reta final, inferno astral acabado e renovadas esperanças para o futuro. Qual o cenário ideal para acabar com a maré descendente ?  O mais simples  possível….. ver a cidade onde nasci pelo alto, realizar a paixão de voar,  a sensação de plena liberdade , o êxtase de ver o mundo de outra forma, de  outro ponto de vista,  os sentidos acelerados.  Um grande tesão…. . Bem, estou aqui de novo ,  de volta  para  poder compartilhar  com vocês as belezas da vida.

Obrigado, minha amada cidade!

picture by Franklin Nolla.


Beautiful Planet. Beleza de Planeta.

 

18.vale verde.Ladakh.India Judiado, Devastado, Poluído. Em  processo de extermínio, com clima que gera catástrofes e muitas palavras negativas  a mais que eu nem consigo lembrar, mas  para mim o que vale  mesmo é que o pequeno planeta  é o Senhor do Universo, a jóia rara e maravilhosa , a  Terra, o planeta azul  que me comove . Eu peço a ajuda de Deus que me dê saúde , um pouco de  grana e  mais um razoável tempo de vida, de lucidez , de boa locomoção,  para que eu possa   ainda ver as maravilhas da natureza  que estão se extinguindo devido a  ganância e a ignorância  de muitos  imbecis  que infelizmente  destroem  esse lindo planeta…

Do jeito que as coisas estão, só resta correr e conhecer antes que acabe.

Picture by Franklin Nolla- Norte da Índia/Ladhak/Himalayas


O último a sair… apague a luz.

get

Sem comentários. Um papa italiano…. nascido na Argentina…… velho…. e ..conservador… não dá, né!

picture by AP/Associate Press.

ps-  Continuo Cristão.  Que frustração.


É aqui que eu encontro a paz absoluta.

no cume-passoQuando eu estava no hospital, eu aproveitei um cochilo da minha filha e dei uma “zappeada”na TV. Parei acho que na Globonews  no exato momento em que  o personagem de um documentário,  o grande jornalista  Joel Silveira, já falecido,   disse que uma das maiores imbecilidades da vida é uma  pessoa ser um  alpinista. Balancei a cabeça e não concordei, mesmo não sendo um alpinista, mas sendo apenas um admirador das montanhas de grande altitude . É que ele  não teve a felicidade de sentir o Divino, de se deixar levar pela emoção de conquistar o cume de uma  montanha ,de andar no passo sagrado em cima de um cume ( -La-) ,de  conviver com os  povos que moram perto do céu. Nessas ocasiões eu me afasto das pessoas e de tudo que me faça lembrar  a civilização  e por mais ou menos meia hora, como em uma meditação,  me deixo levar pelas ondas energéticas e vibrações emanadas pelos gigantes de pedra. (não é a toa que os sherpas chamam o Everest de Sagarmatha ou Chomonlugma (Deusa Mãe Terra). A sensação é indescritível. Ouvir as nuances dos sons  dos ventos,  cheirar os humores da terra,  acompanhar os rasantes dos falcões e se tiver sorte,  se maravilhar com faisões imperiais. Pisar no gelo, tirar as botas , deixar os pés respirarem, comer um delicioso sonho de valsa e sonhar com uma vida melhor. Simples, muito simples. Depois fotografar, fotografar e  fotografar  e finalmente  chamar o guia e retomar a caminhada. Existe preço para isso?  Para mim, não. Aprendi  a amar e a respeitar as montanhas.Em troca, elas  me dão a paz que eu preciso.

Text and Picture by Franklin Nolla- Ladhak-Índia-Himalayas


Apagando incêndios / Fireman.

Como se diz no “popular” , estive apagando “incêndios” (enfrentando grandes problemas). Graças a Deus já está tudo resolvido e da melhor maneira possível.

Aproveitei a  imagem abaixo para ilustrar a analogia com os problemas. Na realidade  eu participei de um  treinamento de uma empresa que precisava criar uma brigada de incêndio e cheguei a conclusão que é apavorante enfrentar o fogo . Tá certo que estava tudo simulado e que a segurança era total, mas é muito complicado enfrentar os diversos cenários dos locais em chamas. Cada tipo de situação exige extintores de tipos diferentes e isso já é um grande problema, pois é necessário identificar  se o fogo será apagado com água ou  com pó químico. Depois tem que se usar equipamentos adequados para situações externas ou internas, como  máscaras,  capacetes ,roupas especiais ,luvas, botas e um monte de “traquitanas ” à prova de fogo. O difícil é ter sangue frio na hora do aperto. O instrutor fica “doido”com os procedimentos errados na hora do “vamo vê”, porque não é natural você ir de encontro as chamas. Em uma sala com vários focos de fogo,  fumaça total que não se enxerga nada, eu perdi a noção do espaço e da saída. Dá para entrar em pânico . É muito ruim e angustiante…… Resta torcer e rezar para que não aconteça com nenhum de nós porque  fogo é “F…ogo”!…..

Picture by Franklin Nolla.
bombeiros/firemen


A nave está pousada na Baia da Guanabara. O comandante ficou no céu. Tribute to Oscar Niemeyer.

Mac Niterói a 72Como sou apaixonado por Espaço Sideral, Naves,  Ovnis, Ufos , Discos Voadores, em 30 de Dezembro de 2010 eu fiz um post no Rangi Birangi  intitulado “Flying Saucer in the Blue Sky” saudando o ano novo de 2011 com uma imagem e uma homenagem  ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói, projetado por Oscar Niemeyer. Praticamente dois anos se passaram e o genial arquiteto não está mais na Terra.Fiz um “teaser” brincando que havia sido abduzido por uma nave, mas na verdade fui arrebatado pela beleza das linhas curvas do disco voador do Niemeyer, que para mim é uma das obras primas do “mestre”. Tudo já foi falado e escrito pela imprensa quando da morte recente do arquiteto, mas a leitura iconográfica que eu fiz da construção, ninguém viu. Agora vejam abaixo e em primeira mão um pequeno ensaio fotográfico sobre o Mac de Niterói.

All Pictures by Franklin Nolla/ Copyright Reserved/dar créditos nas fotos.

Mac Niterói 72

acervo mac niterói 72

espelho mac niterói 72
escadas int mac niterói 72

Mac Niterói e mar 72

 

 


Viva a cachaça brasileira.

Na minha família, a maioria dos meus tios eram cachaceiros, gente do interior chegada numa “mardita”. Eu tentei várias vezes, gostar delas, mas as “bombas” que eles me ofereciam eram ïntomáveis”(segundo o ex ministro Magri). Depois de uma viagem recente a Paraty, eu mudei de idéia. Amanhã conto como foi a minha experiência.

Picture by Franklin Nolla

Cachaças Brasileiras


O dia que conheci o Emerson Fittipaldi.

Acho que foi em Novembro de 1966. Eu acordei bem cedo e fui para o autódromo de Interlagos,  uma pista no meio de um matagal. Eu era um garoto que havia começado os estudos no Ginasial e que já era fascinado por corrida de automóveis. Meus amigos jamais pensavam em assistir as famosas Mil Milhas Brasileiras, corrida que começava no sábado e terminava no domingo. Daí resolvi ir sózinho. Só tinha dinheiro para a condução, 4 passagens de ônibus de ida e volta, graças a uma mesada ínfima que o meu pai  me dava e que eu cuidava com muito carinho, para poder me locomover.  Nas corridas, eu passava sede e fome, mas não me importava. Eu queria ver os bólidos de perto.  Naquele dia, eu invadi a pista no começo da curva da Junção , após passar por baixo de uma cerca de arame farpado, porque não tinha grana . De repente eu estava no meio do autódromo, livre e solto para andar aonde eu bem entendesse. Acompanhei a corrida na sua fase decisiva. Vi os karmamm- ghias azuis   com  potentes motores  Porsche quebrarem. Vi as Berlinetas Alpines terem o mesmo destino , outras máquinas potentes pararem na pista, e por volta do meio dia eu torcia e todos os espectadores torciam também para um  pouco potente DKW Malzoni número 7, pilotado por dois jovens de 20 anos , Jan Balder e Emerson Fittipaldi que lideravam a corrida a menos  de 6 voltas para o final, após correrem por  longas horas atravessando a madrugada e a manhã do domingo ensolarado. Nesse momento,  poucos minutos antes da bandeira quadriculada ser agitada ,  eu estava  bem na reta  de chegada e vi o DKW se arrastando para o bóx  com o motor avariado. Foi uma frustração geral e a prova acabou sendo vencida pela lendária carretera corvette número 18 de Camilo Cristófaro e Eduardo Celidônio. Na minha frente, a dois metros de distância,  eu vi no segundo degrau do pódio,  um rapaz que chorava copiosamente e que o locutor oficial enaltecia o seu nome por quase ter ganho a corrida.- Palmas para Emerson Fittipaldi e Jan Balder. O moleque, o “Rato” que para mim é o maior piloto brasileiro de todos os tempos. Anos depois eu fiz uma saudação para ele no primeiro GP de formula 1 em 1972 e segui-o até a sua última corrida pela sua própria equipe, a brasileira  Copersucar. Ao fazer uma matéria para um jornal paulistano, eu conversei com ele, supersimpático e com  o José Carlos Pacce, em uma partida exibição de tênis entre os dois no Ginásio do Ibirapuera….(O “Rato”deu uma surra no “Moco”). Ficou para sempre na minha memória………

No último domingo,  ele fez um depoimento no Fantástico  que  emocionou a mim e ao meu pai. O meu velho (91 anos)  contou que carregou o Emerson no colo em uma festa na casa do antigo piloto Chico Marques, grande amigo dele .Foi quando resolvi escrever esse texto.

photos-google. No pódio, vemos o  Camilo e  o Eduardo segurando um “mug” e abaixo o Emerson chorando. Na foto acima, o DKW Malzoni de Emerson seguindo o KG Porsche.


A Tribute to New Yorkers/ part 2

Domingo no parque. Enjoying the Park.

As famosas charretes do Central Park. Tourists Tour around Central Park.\

Bar e Café perto do Harlem. Bar e Café near Harlem.

 

Malas.Bags.

Skatistas da noite. Night Skaters.

 

O Fantasma da Ópera. Um fenômeno da Broadway, The Phantom of the Opera. Broadway`s fenomenum.

All pictures by Franklin Nolla.

 


Devastar não é preciso (2) ou até a extinção.

“Era uma vez uma linda floresta …… ”         Esse é o começo tradicional de uma linda estória infantil  que sempre acaba bem.             ” Era uma vez uma linda mata……”     Esse é o começo de uma estória em que os adultos protagonizam e  que nunca acaba bem . Esse é o início fatídico da extinção de uma pequena floresta que o “homo sapiens” devasta……devasta…. até que um dia, com o passar dos séculos…………..,  seremos analisados   pelos ETs como a espécie extinta  que se chamava  “homo imbecilis” e que devastou um lindo Planeta Azul chamado Terra.

“Finito”.

Picture by Franklin Nolla.

PS- Escrevi isso como um desabafo após assistir um vídeo sobre gratidão no you tube.   http://www.youtube.com/watch_popup?v=Pr085LDIvEA&feature=youtu.be


Paisagem Amazônica bem perto de São Paulo.

Alguns poucos quilômetros  depois de Alphaville, mais precisamente perto da cidade de Pirapora, o rio Tietê serpenteia a mata ainda intocada, proporcionando um micro sistema parecido com os dos arquipélagos fluviais Amazônicos. Visto de cima é muito bonito e  o cheiro desagradável , velho conhecido dos Paulistanos, não se faz notar. Mais alguns kms e o rio fica um mar de espumas  de detergentes que afloram na superfície da água. Um horror que eu conheço há mais de 50 anos. Antigamente , os jornais da capital sempre faziam matéria a respeito desse assunto. Hoje o problema persiste e a midia não toma conhecimento, porque tudo está sendo banalizado, porque isso não dá Ibope

Picture by Franklin Nolla – da série de fotos  “São Paulo também é linda”.


Voar é preciso ou no meio dos prédios (Between Buildings).

Para mim , voar é o máximo. Sou afortunado por isso. Deus me deu a chance de trabalhar com fotos aéreas e realizar um dos meus maiores sonhos da minha vida. Voar. Antes do feriado eu sobrevoei São Paulo por duas rápidas horas, talvez para os clientes , duas longas horas. Para  mim nem bem subi e já desci. Agora é  esperar  por uma nova oportunidade. Medo?  Sim, tenho um pouco antes de entrar no helicóptero, minutos depois…eu relaxo. Aí é só prazer. Quer em uma linda paisagem, quer na periferia, quer no centro da cidade, quer no campo …o local não importa porque o que importa é voar e voar é preciso.

Essa foto acima é simplesmente documental,  mas com uma enorme força e representatividade para mim.Estou sobrevoando alguns prédios na zona oeste de São Paulo e a aeronave está  voando em uma altitude mais baixa  do que alguns edifícios . O barato é  que esse momento me relembrou as cenas de perseguição das naves em conflito no filme “Guerra nas Estrelas” -Stars Wars. Puro deleite. Onde se sente isso?  Na vida real em um helicóptero ou então só nos simuladores de companhias aéreas , ou na  Disney ou em  vídeo-games….. ( meio artificial , né ). Já disse que , para quem tem um pouco de grana, vá ao Campo de Marte  e divirta-se.

Picture by Franklin Nolla –

Informações via Google . Minha indicação – Helimarte – vôos panorâmicos sobre a cidade .


Continuo off line

Espero resolver tudo na próxima semana.


AOS MEUS QUERIDOS LEITORES.

Estou passando por uma fase turbulenta com muitos transtornos na minha vida privada. Os esotéricos a  classificam como “inferno astral”, visto que o meu aniversário está próximo.No popular, estou meio sem eira nem beira, aguardando definições em uma fase de incertezas.

Logo, bem logo, voltarei a postar.

Obrigado aos amigos e amigas  que me tem prestigiado.

um grande abraço.


Back from the past.

Estive ausente por um bom tempo, aparando arestas  para  melhorar  o meu futuro….Problems? Yes,  No Problems.

I`m back again.

Picture by Franklin  Nolla.  Old train station.


Uma mulher memorável.

    Os predicados são muitos para indicar o quanto Aung San Suu Kii é uma “superstar” da Democracia. Só o prêmio Nobel da Paz já a credencia para isso. Não tive a felicidade de conhece-la, mas acompanho a sua vida e trajetória no cenário político internacional  desde 1990. No ínicio  daquele ano,  fui ao cinema ver um filme  a esmo, sem nenhuma indicação e sem saber do que se  tratava . Fui ver  “Beyond Rangoon” , ” Muito alem de Rangum”  que contava sobre o golpe militar impetrado contra a Democracia na Birmânia, atual Mianmar,  e especialmente sobre o sofrimento do povo birmanês com o violento e ditatorial regime militar. A grande protagonista desse episódio da história do simpático país asiático é Aung San Suu Kii, que ficou por mais de 20 anos presa pelos militares, em prisão do governo e em prisão domiciliar. A história dela e da sua luta pela liberdade , democracia e direitos humanos você pode acompanhar pelo Google e pela Wikipedia. Naquela época a imprensa brasileira não sabia e nem sequer tomava conhecimento do que acontecia na Birmânia. Depois do filme,  eu  pesquisei sobre o país e cheguei a conclusão que queria ir para lá de qualquer jeito. Raspei o tacho do meu pouquísssimo dinheirinho ( uma mulher canalha havia confiscado toda a minha grana) e através  de aviões caindo aos pedaços, finalmente cheguei a Birmânia. Foi um êxtase para mim pisar em solo asiático. Conheci um país atrasado, anacrônico e quebrado economicamente, mas de uma beleza impressionante com  um povo prá lá de acolhedor e hospitaleiro, (de maioria budista) e,  apesar do massacre  opressivo da ditadura, de bem com a vida. O país sofria com o boicote internacional contra o regime militar, não se via estrangeiros, só eu e a minha mulher  e uma meia dúzia de gatos pingados espalhados pela ex-colonia inglesa. Foi o lugar que eu mais me identifiquei com o meu passado, quando o Brasil era um país viável, livre, não violento ,  socialmente evoluído e repleto de pessoas de bem que representavam 99% da população;  que perdurou até  que os golpistas militares  brasileiros assumissem  o poder. Daí deu no que deu e f…….É isso.

Picture- Google.


Colírio de Outono- Autumn Flowers.

Oba!   As noites já estão começando a ficarem frias. Os dias  mais claros, mais limpos. O céu  de brigadeiro logo, logo vai surgir . Vivas ao Outono.

Picture by Franklin Nolla/yesterday.


Melancolia – Melancholy .

Essa é uma foto bonita e com um grafismo  bem interessante.   Só que também é  bem triste porque mostra a solidão do funcionário da galeria. Ele não aguenta o passar das intermináveis  horas e tem que  ficar em pé  a maior parte da sua jornada de trabalho  e ao mesmo tempo   manter uma vigília constante para evitar que algum  desmiolado  possa estragar a obra de arte que está sendo  exposta. Para o homem da foto,  deve ser   um verdadeiro martírio….. Infelizmente, alguém tem que fazer isso……

Picture by Franklin Nolla.


EU CELEBRO A VIDA.EU AMO A VIDA.EU FOTOGRAFO A VIDA !!!!!!!

ou, COMO EU DEIXEI DE SER UM CORRESPONDENTE DE GUERRA.

Ontem  eu assisti a um doc na TV Cultura sobre um fotojornalista  sensacional que cobre as guerras  e os conflitos étnicos ao redor do mundo  para a revista alemã “Stern”. James Nachtwey ,de um modo peculiar,  fotografa as atrocidades das guerras  e  denúncia ao mundo  a imbecilidade  e a insensatez dos envolvidos nos conflitos. Suas fotos são de arrepiar e de deixar o espectador atônito. Eu fiquei muito chocado com o que eu vi. As imagens ficaram na minha cabeça o dia inteiro…Um pesadelo acordado…    Isto me fez refletir um pouco sobre o meu passado…..Eu era um  jovem com ideais e  concepcões libertárias ( Chê era meu ídolo). Eu tinha o sonho de ser um correspondente de guerra no Vietnã . O meu orientador  nas artes fotográficas , Jean Solari, era um dos grandes fotógrafos da extinta revista Realidade . O seu colega , o jornalista e repórter  José Hamilton Ribeiro, fazia dupla com ele e  era  muito conceituado na época. Um belo dia, José Hamilton, resolveu junto com a Editora Abril, ir cobrir a guerra do Vietnã. Na sua chegada ao “front” de batalha, ele pisou em uma mina terrestre que explodiu , levando um pedaço da sua perna que  infelizmente  teve que  ser amputada. Para mim e para uma grande parcela dos leitores da revista, foi um trauma tremendo. Meu sonho acabara de ruir. Eu definitivamente não queria morrer ou ser mutilado em uma guerra. Daquele dia em diante, eu me voltei contra as tragédias  e o lado negro da vida. Eu passei a fotografar a vida e a enaltece-la. Tenho a consciência de ser um positivista e de preferir fotografar o lado branco da vida, o lado da luz…. A foto acima representa bem o meu estado de ser. Ela foi clicada em  um rio de degelo na Cachemira, no território de guerra entre a Índia e o Paquistão, nos contrafortes dos Himalaias.Naquele dia, no intervalo de um armistício, indo contra os meus princípios,  tentei várias vezes mirar a minha câmera para fotografar os blindados do exército da Índia que se camuflavam no meio da vegetação, mas vislumbrava de viés pela minha teleobjetiva que era eu que estava sendo mirado pelas metralhadoras e pelos fuzis AR 15.Algo falou dentro de mim para desistir disso porque poderia me dar mal nessa situação. Virei as costas para o arsenal bélico e caminhei até o pequeno riacho e vi a alegria da molecada brincando nas águas geladas. Fiz alguns cliques e escolhi esse para homenagear `a vida,`as crianças e a mim mesmo…. É isso.

Picture by Franklin Nolla.

PS- Algumas horas após ter escrito esse texto, recebi  a notícia de  que dois jornalistas ocidentais haviam sido mortos na cidade sitiada de Homs na Siria pelas forças do presidente  Bashar Al-Assad.  Marie Colvin,americana, e Remi Ochlik, francês, eram veteranos repórteres de guerra no oriente Médio e em outros locais de conflitos. A casa  em que estavam abrigados em Homs fora severamente bombardeada por morteiros e mísseis. Segundo relatos da jornalista, antes de morrer , a população civil de Homs, estava  sendo massacrada  pelos  bombardeios e atiradores de elite das tropas leais ao governo.


Os sons do céu. Sky sounds.

Essa é a banda que toca mais alto na Terra. Totalmente surreal.  Estavam tocando músicas tibetanas a 4.600 mts de altitude quando eu voltava do Mt. Everest. Estava eu andando isolado na trilha quando de repente apareceram essas “ets” batendo tambores e cantando mantras tibetanos. Após a performance musical mais alta do mundo, passaram um chapéu pedindo  uma grana. Foi a gorjeta mais “alta” que eu dei na minha vida.  Com essa imagem acima das nuvens,  quero brindar com vocês o novo ano que está chegando.

FELIZ 2012 PARA TODOS. HAPPY NEW YEAR.

Muito obrigado por terem visitado o meu blog. Thank you for having visited my blog.

Picture by Franklin Nolla .

ps- Essa simples foto foi muito marcante para mim na ocasião do trekking ao Campo Base do Monte Everest- Nepal. Foi um dia feliz e  de glória.


Enjoy your life. Curta a sua vida.

Essa imagem é uma das minhas favoritas. Ela é auto-explicativa para demonstrar felicidade. A vida para essa moça é bela. E é com essa imagem que eu quero saudar todos os meus leitores e desejar um ótimo fim de semana para vocês. Viva la vida..

Picture by Franklin Nolla- NYC.


Uma flor para o meu pai.

Ontem foi um dia muito especial para mim. Meu querido pai completou 90 anos de vida e por isso foi homenageado pela escola em que  trabalha. Quase 1.500 alunos vieram dar o parabéns pessoalmente para ele. Uma missa foi celebrada em sua homenagem . Vários presentes ele ganhou, mas o que me fez marear os  olhos foi um poema feito por um jovem aluno  de 15 anos , que o recitou  com sensibilidade e eloquencia.  A emoção tomou conta da escola , desde a manhã até o final da tarde. Muitos  professores e funcionários , diretoria também, pararam para saudar o sr. Franklin. Uma honra para ele e para a minha família.

Escrever todas  as virtudes do meu pai não está muito fácil, mesmo 24 horas depois do acontecido. A emoção ainda trava os meus pensamentos.

Acho incrível um senhor de 90 anos estar trabalhando,  muito lúcido e competente,  irradiando saúde ,  simpatia e  felicidade para todos  e  todos os dias. Sinto muito orgulho dele e quero  agradecer por  ter me dado as diretrizes e os conselhos que balizaram  a minha vida… Ontem eu  disse a ele  em tom de brincadeira, que a  meta agora é alcançar o Niemeyer… e ele sorridente… concordou … Espero estar escrevendo daqui a 10 anos,  o  centésimo aniversário dele e quem sabe , ainda trabalhando, que é  o motivo maior  que o  leva  a viver .  Parabéns Babbo.


O dia que Nova York tremeu.

Fui fazer um trabalho nos States e aproveitei alguns dias para passear na Big Apple. Naquele dia, o calor  não estava tão intenso e resolvi fazer um programa de índio. Peguei o ônibus vermelho e fui fazer um sight seeing em Manhattan Uptown. Passei pelo Central Park e  fomos ( eu e um monte de turistas) ao Harlem e logo depois cruzamos a ponte em direção ao Brooklin. Foi um passeio meio  chato mas em contrapartida muito barato pois pude   conhecer outros lugares da cidade fora do circuito Mid Town mais Broadway, gastando pouca grana. De táxi ia sair uma nota.Depois da longa jornada, desci em Times Square e fui caminhando e fotografando até o meu hotel que ficava no bairro coreano de  NYC.  De repente começei a sentir uma vibração estranha entre as pessoas. Muita gente com cara preocupada e um monte de nego dormindo ao lado de  suas malas no meio das calçadas que tem mesinhas e banquinhos para descansar. Fiz alguns clicks das pessoas dormindo ou conversando e havia alguma coisa no ar que eu não estava entendendo. Por que nesse dia tinha tanta gente nas ruas e tanta gente dormindo em plena luz do dia?Fiquei cabrero. Caramba! O que está acontecendo?. Resolvi desencanar e fui comprar o ticket para ver   “Priscila, a rainha do deserto”. Fui para o hotel e liguei a tv. Comecei a assistir cenas de uma conferência na ONU e vi um monte de pessoas saindo correndo do recinto. A camera começou a mostrar o local chacoalhando muito. Terremoto em Manhattan dizia o âncora do telejornal. Não acreditei. Mudei para outro canal e vi a confirmação .Pô, eu estava na rua e não senti nada . Nada tremeu ou oscilou. Como pode um lado da cidade estar tranquilo e o outro tremendo e chacoalhando? Graças a Deus e ao meu anjo da guarda, não passei e nem presenciei nenhum reflexo do terremoto. Tomei banho, coloquei uma roupa mais formal e fui dar muitas risadas com as aventuras das drags no deserto da Austrália. Só que com uma condição : um olho no palco e o outro na saída de emergência. The show must go on e a minha  vida continua também….

foto-Franklin Nolla.


O céu é o limite.

A  primeira vez que tive essa sensação faz mais de 40 anos. Eu era um jovem que vivia na época da ditadura militar e que odiava o regime imposto ao povo brasileiro. Como não podia manifestar o que eu sentia, porque se falasse alguma coisa contra o regime, seria preso. Não era engajado em nenhum movimento que lutava pela libertação do jugo dos militares. Alias , era contra qualquer ato de violência de qualquer natureza. Mas de alguma forma tinha que dar vazão aos meus sentimentos de uma maneira solitária, ou seja , era simpatizante dos hippyes, do flower power e da liberdade incondicional extensiva a qualquer habitante do planeta.Através da música, muitos jovens mudavam a cara do mundo como aconteceu no festival de Woodstock. A partir daí, houve uma revolução nos costumes e uma maior conscientização política. Os meus arautos eram Bob Dylan, Joan Baez, Chico Buarque, Caetano e Gil, Geraldo Vandré  e outros mais.Na minha cabeça também entravam outros jovens cantores e artistas, misturando-se com os cantores de música de protesto. De repente o cenário começou a mudar. O primeiro baque, a primeira sensação ruim, de quebra do sonho da liberdade veio com a morte de Janis Joplin, logo depois, a morte de Jimmy Hendrix. Em seguida Jim Morrison dos Doors. Todos mortos aos 27 anos.Depois a prisão e exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil. A prisão de Vandré. Vários baques causados pela ditadura. O maior de todos os males causados a juventude. O assassinato de John Lennon. The dream is over. O sonho acabou. Depois disso a ditadura, arre, acabou também. Viva a Democracia. Novos ares varrendo de liberdade o país inteiro. O tempo foi passando, a visão do mundo mudando e as minhas crianças tornando-se adultas, fazendo com que eu seja hoje um jovem senhor. Do alto dos meus cabelos semi-grisalhos, hoje eu tive um novo baque, que me lembrou os baques do passado. A morte de uma cantora, Amy Winehouse, que não cantava músicas de protesto, mas encantava jovens e velhos com seu jeito diferente de cantar, suas músicas com batida de soul, a música negra com ares de modernidade. Uma carreira promissora ceifada mais uma vez pelas drogas e problemas existenciais.

foto-Terra.