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Oooooô a inspiração voltou a inspiração voltou a inspiração voltou ooooô….

São Paulo by air 72 dpi

Após 100 dias sem motivação para escrever, fiz um sobrevôo sobre o centro da cidade de São Paulo. Dia gelado de inverno, céu azul de Brigadeiro , aeronave sem portas , mãos e nariz quase congelados , olhos lacrimejando de frio e  emoções revividas….enfim uma alegria infantil no coração e um calorzinho feliz na alma. Crises na reta final, inferno astral acabado e renovadas esperanças para o futuro. Qual o cenário ideal para acabar com a maré descendente ?  O mais simples  possível….. ver a cidade onde nasci pelo alto, realizar a paixão de voar,  a sensação de plena liberdade , o êxtase de ver o mundo de outra forma, de  outro ponto de vista,  os sentidos acelerados.  Um grande tesão…. . Bem, estou aqui de novo ,  de volta  para  poder compartilhar  com vocês as belezas da vida.

Obrigado, minha amada cidade!

picture by Franklin Nolla.

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Uma tragédia difícil de ser entendida.

O helicóptero que caiu em Goiás é da  marca Agusta-Westland, fabricante do modelo da foto abaixo. O que caiu é um Koala AW 119MK2 . Não sou perito e nem estudioso de acidentes aéreos, mas tem algo que  me intriga no acidente que ceifou a vida de 8 pessoas, a maioria delegados de Polícia. Como pode acontecer a queda de uma aeronave em bom estado, com poucas horas de voô , voando em um céu “azul de brigadeiro”?  Imagino que as respostas mais fáceis sejam ” Foi uma fatalidade”, “Foi imperícia do piloto”, “Foi uma falha mecânica”, ” Foi uma falha na manutenção” e mais uma fieira de “Foi ..sss”. Um pouco do que conheço e algo dentro de mim  sinaliza que  foi um pouco a mais do que uma fatalidade. Acho que algo extra aconteceu e não tenho a menor idéia do que teria ocorrido. Já voei a trabalho em várias aeronaves e nunca senti medo ou achei que a “cadeira voadora pudesse cair”. A  responsabilidade e a competência dos pilotos em checar as normas de segurança de uma aeronave é bem grande e nesse caso, por ser um agente de segurança, mais ainda. Eu sempre tive a sorte de voar com pilotos extremamente competentes (esmagadora maioria) que primavam pela segurança e como leigo, eu sempre senti que as máquinas sempre estavam ” bem a mão” dos pilotos e  os  rotores  delas soavam sempre bem afinados. No meu último vôo, que foi no ano passado, o piloto viu a aproximação de vários urubus e  habilmente mudou de rota.  Foi difícil para mim enxergá-los, mesmo ele apontando onde os ditos cujos estavam. Para ele, foi uma coisa rotineira, demonstrando uma boa acuidade visual.  O estado da maioria das aeronaves que voei eram impecáveis. Via de regra, a maioria dos  pilotos não arriscam a própria vida e a vida dos passageiros por algum fator de  negligência. O imponderável só entra em ação quando as normas de segurança são  desrespeitadas em qualquer procedimento para realizar um vôo, desde a manutenção preventiva , o plano de vôo e  até as  condições meteorológicas.  Daí, para o acidente é só um passo.   Por isso… ainda quero voar muito na minha vida…..  fazer muitos vídeos e muitas fotos…..dependo só de me contratarem e de que as aeronaves e pilotos estejam de acordo com as normas de segurança, porque voar é o máximo….

Picture by Franklin Nolla.


A imaginação não está voando.

Até 1973, as companhias aéreas mundiais tinham um padrão de pintura das aeronaves em que o azul e o prata predominavam (  utilizavam a base metálica da fuselagem e acrescentavam  a cor azul) . Era difícil identificar a qual companhia eles pertenciam. A cia americana Braniff International Airlines quebrou o padrão utilizado ao pintar seus aviões de diversas cores. Para isso contratou o genial artista plástico Alexander Calder  que personalizou cada aeronave. Foi um rebuliço e um enorme sucesso. O céu ficou mais alegre e mais jovem. A liberdade de opções de “design”  prevalece até hoje. Menos no Brasil, onde a mesmice continua, com uma ou duas exceções. Vocês já repararam que a Tam, a Gol ,a Avianca tem quase as mesmas cores. Todos os aviões são brancos com aplicações que vão do vermelho ao laranja .Parece que a lider de mercado gera tendência e as outras só copiam. Que falta de imaginação. O Brasil tem grandes artistas plásticos, grandes “designers”, grandes desenhistas e  grandes ilustradores. Pega uma verba e paga os caras pra fazerem um trabalho diferenciado, com a cara do Brasil, já  que a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas estão aí  e   vão demandar talento e criatividade. Capitalizem isso e tenham bons lucros. A minha idéia é de graça. Tenho certeza que os anjos agradecem e que o  céu será mais feliz.

foto:Franklin Nolla.


Maior que Manhattan.

Como um piloto frustrado, só me resta parabenizar a cidade de São Paulo que ultrapassou Manhattan, NY, USA na quantidade de helicópteros utilizados  na Capital Paulista. São mais de 500 aeronaves circulando sobre as nossas cabeças. Como sou apaixonado pelas cadeiras voadoras, que custam entre R$ 700 mil a R$ 3 milhões, e não tenho grana sequer para trocar o carro, fico cavando sempre uma oportunidade para voar, visto que sou um especialista em clicar fotos aéreas profissionais. Graças a Deus , tenho clientes  que me contratam para fotografar e filmar  as suas empresas. Para mim , é sempre um prazer e divertimento, trabalhar com esse tipo de imagem. As vezes pratico uma relação custo-benefício muito favorável aos empresários, só para poder ter o imenso prazer de voar. Para mim duas coisas não tem limites- o céu e as as altas montanhas. O som do motor/rotor  da aeronave e os sinais de “fasten seat belts” sempre causam  um grande “frisson”…. A cadeira voadora saindo do solo de lado, é um grande barato… Pena que acabe tão rápido. (geralmente 1 hora)…

foto-Franklin Nolla.