All content @ by Franklin Nolla

Posts com tag “Amy Winehouse

Um tributo fotográfico aos Novaiorquinos. A Photographic Tribute to New Yorkers.


 As últimas previsões metereológicas apontam para uma possível nova tempestade atingir  New York e New Jersey ainda nessa semana. Tomara que não.

O motivo deste post é prestar um tributo fotográfico aos habitantes de Nova Iorque e Nova Jersey.

Esse local, Battery Park,  em “Lower Manhattan” foi praticamente arrasado pelo furacão Sandy. Uma pena. Aí vai  a minha homenagem aos  cidadãos comuns que fazem parte de  uma grande cidade.

Battery Park/ Lower Manhattan

Mulher dirigindo  ônibus em Manhattan. Bus driver.

Em cima do ônibus turístico. Sightseeing bus.

Trabalhador recolhendo entulhos. American worker/Debris.

“Camelô”  chinês. Chinese worker.

“Loiraça”. Beautiful lady.

Simpática moça trabalhando feliz da vida na divulgação da peça da Broadway/ Priscilla , a Rainha do Deserto. Happy woman working at Broadway.

Amy Winehouse style.

Com um pouco de humor, uma  criança examina “as partes” da estátua  de Marylin Monroe  no museu de cera de Mme Tussaud.

Oopss!. What about Marylin underwears?

All pictures by Franklin Nolla.

Anúncios

Considerações sobre Amy Winehouse, Adele , Duffy, Zimbo trio, Fabiana Cozza e Michel Teló.

Enquanto trabalho, eu ouço um cd da Amy Winehouse. Ela canta prá ca…….. Depois dela, o vazio se instalou…….Vieram Adele , Duffy e outras na mesma vertente ,  mas que não chegam nem aos pés do talento da Amy. Polêmicas a parte, ela  cantava divinamente. E por falar em divina, fui ver um show muito bom ontem com o Zimbo trio e a cantora Fabiana Cozza,  que prestou  uma homenagem mais que merecida  aos 30 anos da morte  da genial Elis Regina. Essa Fabiana tem uma baita vóz e canta muito , muito bem… Uma hora e pouco de excelência musical. Não entendo como uma cantora desse naipe, não estoura com enorme sucesso  no Brasil e no mundo também , porque talento ela tem de sobra. Enquanto isso nessa Terra de mudos e surdos, um cantor  de quinta categoria faz sucesso no mundo inteiro, com uma meleca  de música , Ai que te pego,  alavancada  porque um jogador de futebol,  metrosexual , que  não entende nada de música, gostou de requebrar no balanço da música baiana brega…… Vai tentar entender…. Sem nexo e sem explicação…. Vou dormir ao som de “Black”……

picture by Franklin Nolla.( sobre influencia fashion da Amy Winehouse )


O céu é o limite.

A  primeira vez que tive essa sensação faz mais de 40 anos. Eu era um jovem que vivia na época da ditadura militar e que odiava o regime imposto ao povo brasileiro. Como não podia manifestar o que eu sentia, porque se falasse alguma coisa contra o regime, seria preso. Não era engajado em nenhum movimento que lutava pela libertação do jugo dos militares. Alias , era contra qualquer ato de violência de qualquer natureza. Mas de alguma forma tinha que dar vazão aos meus sentimentos de uma maneira solitária, ou seja , era simpatizante dos hippyes, do flower power e da liberdade incondicional extensiva a qualquer habitante do planeta.Através da música, muitos jovens mudavam a cara do mundo como aconteceu no festival de Woodstock. A partir daí, houve uma revolução nos costumes e uma maior conscientização política. Os meus arautos eram Bob Dylan, Joan Baez, Chico Buarque, Caetano e Gil, Geraldo Vandré  e outros mais.Na minha cabeça também entravam outros jovens cantores e artistas, misturando-se com os cantores de música de protesto. De repente o cenário começou a mudar. O primeiro baque, a primeira sensação ruim, de quebra do sonho da liberdade veio com a morte de Janis Joplin, logo depois, a morte de Jimmy Hendrix. Em seguida Jim Morrison dos Doors. Todos mortos aos 27 anos.Depois a prisão e exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil. A prisão de Vandré. Vários baques causados pela ditadura. O maior de todos os males causados a juventude. O assassinato de John Lennon. The dream is over. O sonho acabou. Depois disso a ditadura, arre, acabou também. Viva a Democracia. Novos ares varrendo de liberdade o país inteiro. O tempo foi passando, a visão do mundo mudando e as minhas crianças tornando-se adultas, fazendo com que eu seja hoje um jovem senhor. Do alto dos meus cabelos semi-grisalhos, hoje eu tive um novo baque, que me lembrou os baques do passado. A morte de uma cantora, Amy Winehouse, que não cantava músicas de protesto, mas encantava jovens e velhos com seu jeito diferente de cantar, suas músicas com batida de soul, a música negra com ares de modernidade. Uma carreira promissora ceifada mais uma vez pelas drogas e problemas existenciais.

foto-Terra.