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Grand Central Station – NYC

Quem é fã do Cinema Norte -Americano já viu esse lugar em inúmeros filmes de Hollywood , no século 20 e agora no 21.Cenas de gangsters, de ação e de emoção permearam esse belíssimo cenário. Amazing. That`s it.

picture by Franklin Nolla


Uma cena memorável.Mastroianni e Ekberg na Fontana di Trevi.

Assisti ontem na tv, pela quarta vez, o filme  ” La Dolce Vita” de Federico Fellini. Ele contem  uma das  cenas mais famosas da história do cinema. O célebre  “banho” de Marcelo Mastroiani e Anita Ekberg na Fontana di Trevi em Roma. Para mim, essa cena tem algo de misterioso e uma certa sincronicidade jungniana com o que ocorreu comigo no final dos anos 90s.Após um périplo rodoviario pela Italia, cheguei a Roma no entardecer. Acabei ficando em um hotelzinho meio ” mixuruca”  em uma viela escura no centro de Roma. Estava planejando conhecer a cidade , após a realização de um trabalho profissional para uma revista brasileira. Banho tomado, saí para a rua, como de costume,  para fazer um reconhecimemto da área próxima ao hotel. Confesso que não tinha a mínima noção de onde eu estava. Um certo frio na barriga demonstrava o receio de andar por aquelas vias estreitas . Mas andei uns 10 minutos e eis que surge na minha frente a Fontana di Trevi toda  feéricamente iluminada.  A atmosfera onírica tomava conta da minha alma. Não havia sequer um turista,  somente um casal de “carabinieri” montados em uma parelha de cavalos. O da mulher, branco e o do homem, marron. Estava montada a cena do filme. Só faltavam os atores. Aí ficou fácil visualizar os dois na minha imaginação. Por dois minutos  a magia tomou conta das minha emoções. Fui acordado do meu sonho real por um guia que chegava na praça com uma horda de “japas”. ” Signora, guarda a la sinistra, qui Marcelo Mastroianni…adesso Anita Ekberg………. Peguei umas moedinhas de liras italianas e joguei na fonte, para agradecer o raro  momento mágico que havia vivido.         Grazie Fellini.

Para quem  gosta de cinema autoral, vale a pena alugar o filme  em  preto e branco da década de 1960. Uma aula de cinema.

foto-google.


Olha eu aí sendo filmado em Manhattan.

Muita gente acha que sou parecido com o Tom Selleck e eu acabo concordando. Se eu der uma pintada no bigode e na cabeleira vou ficar bem parecido com ele , com alguns quilos a menos e milhares de “verdes” também.  Essa foto é uma leve brincadeira para animar o  fim-de-semana.

Photo by Franklin Nolla.


Una giornata particolare. Larguei a mamma no quarto e fui ao cinema.

 Ontem eu não estava mais aguentando a rotina hospital/casa/hospital. Resolvi deixar um pouco de lado as agruras da vida e resolvi ir ao cinema. Fui ver o filme “Um dia muito especial ” da retrospectiva do grande diretor italiano Ettore Scola, na Cinemateca Paulista. No caminho, enquanto estava no táxi, comecei a ler matérias sobre o  festival de Cannes.No final de 2010 estive fotografando por lá e lembrei dos bons momentos de um jantar  a beira mar, perto do Palácio das Exposições onde acontece o famoso festival. Comi em um bistrô muito charmoso, com boa comida e preços razoáveis para a Riviera Francesa. Em algum momento, durante o dia, fiz algumas fotos da Gabi  em frente ao Palácio do Cinema. Por alguns minutos, senti o frisson causado pelas tietes e fãs da sétima arte. Uma quantidade enorme de pessoas vieram perguntar quem era aquela “artista” que eu estava fotografando. “Tres belle”, “tres jollie” eram os constantes adjetivos endereçados a bela Gabriela. Como se fossem formigas no mel, a “muvuca” se formou em um piscar de olhos. Tratei de clicar rápidamente e sai  ligeiro de cena”a francesa”, pois ainda tinha um bom pedaço de dia para trabalhar ( no verão, no sul da França, escurece por volta das 22 hs) . De repente o motorista do táxi falou um palavrão para um outro motorista e voltei a realidade de Sampa. Pouco tempo depois, fiquei imaginando como deve ser o assédio do público aos artistas  na entrada do Festival de Cinema de Cannes. Robert de Niro, Woody Allen, Penélope Cruz, Brad Pritt , para citar os mais importantes, devem passar por maus bocados quando desfilam em frente a turba consumista. Histeria,  flashes, gritos, risadas nervosas, tentativas de toque, devem molestar bastante os caras. Chôôôô… Prefiro estar atrás das câmeras.

Voltando a Cinemateca, assisti ao filme e fiquei pasmo com a aula de interpretação dada pelo Marcello Mastroianni e pela Sophia Loren. Praticamente atuaram em um Cineteatro, segurando a atenção do espectador , do principio ao fim , isso sem contar com a beleza dos dois atores. E por falar nisso, duvido que o casal Smith, Angelina Jollie e Brad Pitt , consigam segurar um filme só no talento da interpretação…Never… A direção do Scola é também magistral. Para mim, ele é  um dos grandes mestres. Reunir esses “monstros do cinema” , com tanto talento,  acredito que nunca mais será possível. É como a dobradinha Pelé e Coutinho, Lennon e McCartney.

Para os  que gostam  de cinema, ainda restam 4 raras oportunidades para  se ver a grande obra de Ettore Scola. Duas sessões hoje e duas amanhã (sábado) na Cinemateca Paulista.Consultem os horários.

foto-Franklin Nolla.


Flor de Lyz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na fila do caixa do supermercado , estava eu aguardando pacientemente a minha vez, quando comecei a perceber duas mulheres, a mãe – por volta de 65 e a filha – tipo 35 anos, ambas bem bonitas, conversavam  a respeito da capa da Veja dessa semana, onde tem essa foto incrível da Elisabeth Taylor. A mãe explicava que naquela época não se usava botóx, restilene, cirurgia plástica e outros artifícios para embelezar uma mulher. Era tudo ao “natural”. Maquiagem , pó- de- arroz e batom . Já era suficiente para deixar uma mulher bonita. Aí entra o bicão em cena. ” Já não se faz mais mulher como antigamente”. Bem , as duas me fuzilaram com um olhar de desprezo. Corrigi imediatamente a gafe que eu havia cometido, sorrindo “No cinema mundial, já não existem mulheres tão bonitas e glamurosas como as de  antigamente”. Daí o papo rolou. Engatei uma conversa sobre as divas do cinema nos anos 40, 50 e 60, enquanto a moça do caixa trocava a bobina de papel da caixa registradora. Por pouco tempo relembrei a Cleópatra maravilhosa interpretada por Lyz Taylor, quando eu  ainda era   jovem ,  tinha a esperança de vê-la seminua na telona ( bobagens de adolescente ). A senhora e eu começamos a desenrolar as musas do cinema. Eu fui de Brigitte Bardot, Sophia Loren, Claudia Cardinale, Gina Lollobrigida.. e ela de Ava Gardner, Katherine Hepburn, Joan Crawford , Leslie Caron e algumas  unanimidades como Audrey Hepburn , Jane Fonda e Marilyn Monroe. A filha curiosa, só sorria, com cara de quem não estava acostumada com esses nomes. De repente.. “senhor, quer nota fiscal paulista” . Cortou o barato. Paguei a conta e  fui para casa jantar…..

Em tempo. Lyz Taylor foi desfilar seus lindos olhos (e que olhos) , para outras pessoas que já não estão mais aqui .

foto – Google.


Expo Roman Polanski.

Está acontecendo na sala BNDES da Cinemateca Brasileira, a exposição Roman Polanski, ator, diretor. A mostra é uma homenagem ‘a trajetória do diretor polonês que ainda faz  filmes com grande categoria. Uma extensa programação dos filmes do diretor-ator está rolando na Cinemateca e no Centro Cultural São Paulo.  Interessante também é a mostra, no mesmo local, dos cartazes e posters dos filmes feitos por artistas gráficos de todo o mundo.

local- Cinemateca Brasileira- largo senador Raul Cardoso 207. fica até dia 26 de Junho de 2010. Grátis.