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A minha Manhattan Paulista.

Manhattan PaulistaEssa foto vai ser histórica. Tenho a certeza que daqui a 10 anos , a região de Pinheiros estará desenvolvida como o centro de Manhattan , principalmente no eixo da avenida Faria Lima. O metro quadrado construído já é um dos mais valorizados de São Paulo. Em pouco tempo será o lugar mais caro da cidade. Nasci aqui em uma casinha bem  modesta e  que em breve será engolida e posta abaixo devido a expansão imobiliária. Uma pena. Eu vi o desaparecimento do antigo Mercado de Pinheiros, que perto da sua entrada principal abrigava um bebedouro de água para cavalos,  em forma de  taça de vinho, onde eu ficava apreciando os animais com suas respectivas carroças. Vi o fim do antigo Largo da Batata, lugar de concentração de vários estabelecimentos com  galpões repletos de batatas até o teto. O  meu pai ia  visitar os amigos batateiros e ganhava  sacos de 5 quilos do alimento ,  que fazia a delícia do meu almoço e jantar , com o  feijão com  arroz , bife  e  batata  frita. Vi o fim dos bondes elétricos que faziam a volta no Largo dos Pinheiros e retornavam para o centro da cidade.Vi o fim dos ônibus elétricos. Vi o fim da Cooperativa Agrícola de Cotia, uma potência no mercado  de hortifrutigranjeiros que foi para o brejo em uma crise vertiginosa e inacreditável. Também presenciei o nascimento da avenida Faria Lima, o impulso imobiliário dado pela construção do Sesc Pinheiros e o enfim …ufa.. ínicio do serviço de Metro no bairro e que agora aguardo ansiosamente o final das obras de revitalização do Largo da Batata e do baixo Pinheiros e que verei, se Deus quiser, o nascimento da minha Manhattan Pinheirense. O Brasil cresce,  São Paulo cresce , Pinheiros cresce. Para onde eu vou?  Como dizia o meu avô… “Vou morar no mato”…

Ps: Agradeço aos persistentes leitores por terem prestigiado o meu blog em um longo período de turbulências com muitas crises , muitos dissabores e finalmente com muitas soluções.Obrigado.

Picture by Franklin Nolla.

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Essa é a Barcelona para se admirar.

Com a crise econômica solapando a Espanha e com os fiascos dos times de futebol, o orgulho da Espanha fica representado pela Barcelona que nunca perde.

Picture at Parc Guell / Antonio Gaudi.


Nem os Superheróis salvam Wall Street.

Nesse artigo, estou colocando o  meu modo de sentir Manhattan nas duas visitas que fiz a New York ao longo de duas  décadas. A primeira vez que estive lá, lembro-me bem que era na época das eleições presidenciais que elegeram Bill Clinton, mais precisamente no tempo que o candidato a presidência estava envolvido com o escândalo  Monica Lewinski. O império ianque estava no auge com muita riqueza e poder. A minha sensação ao ver Wall Street  foi grandiosa. A escala de tamanho dos edifícios era monumental, comparada a um dos  edifícios  mais alto de São Paulo, o Italia. Tudo era super, grande , pujante, com americanos circulando pelas ruas na hora do almoço.Isso denotava  que haviam americanos trabalhando. A cidade tinha “glamour”.  Pessoas  altas, bonitas e elegantes circulavam pela quinta avenida. A big Apple funcionava a todo vapor. Boas memórias do passado.

E hoje? Acho que fui contaminado pela crise econômica. Os prédios já não são fora de escala. A altura dos edifícios não mais me impressiona. As torres gêmeas que eram referência de altura, não mais existem. As pessoas nas ruas são baixas, tristes e mal vestidas. A língua dominante é o Espanhol . Ao redor de Wall Street fala-se todos os idiomas, menos o Inglês. Virou capital mundial dos estrangeiros naturalizados ou ilegais. A grana tá curta. A economia,  engessada. A crise veio para ficar. Para os brasileiros, NYC é um sonho, uma beleza, porque dá para comprar muito mais do que aqui com a mesma quantidade de dinheiro. No comercio só se vê coreanos, chineses , russos, ucranianos e cucarachos. Nos bancos e grandes corporações, idem. O americano deixou os trabalhos menores e mais pesados para os estrangeiros, só que esqueceram que os estrangeiros também podem galgar a empregos mais sofisticados e mais rentáveis. O resultado disso >  Desemprego.

Com essa crise, o Superman e seus amigos não podem fazer nada. Correm o risco de perderem os respectivos empregos.

Se quiserem entender a crise econômica de 2008 até hoje , vejam os filmes: “Trabalho interno”  documentário de Charles Ferguson, “Capitalismo: Uma história de amor” doc de Michael Moore e Margin Call- O dia antes do fim” de J.C.Chandor.

Picture by Franklin Nolla.