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A saga do povo tibetano pelo Tibete livre.Free Tibet.

O grande mérito do filme “7 anos no Tibete”  é contar  como o povo Tibetano foi subjugado pelas hordas militares chinesas de Mao Tse Tung. A ocupação chinesa do território Tibetano prevalece até hoje  e os esforços diplomáticos internacionais dos governos do ocidente e os dos  movimentos pró Free Tibet,  praticamente não sensibilizam  o governo chinês e no meu entender será difícil de sensibilizar, já que o Tibet é rico em recursos naturais minerais e os chineses não irão querer abrir  mão dessa riqueza a céu aberto. Uma pena.

Hoje, Lhasa é uma cidade totalmente tomada pelos chineses da etnia Han, que foi patrocinada pelo governo central da China e incentivada  a “colonizar”  a cidade,  tomando o lugar dos originais habitantes da etnia tibetana. Pouco pode se ver da antiga Lhasa de antes da dominação chinesa. Os pontos mais preservados são o portentoso e monumental Palácio Potala (antiga residência dos Dalai Lamas – hoje museu) o belo e místico Monastério Budista de Jokhang, o pequeno gueto do bairro Tibetano e o Palácio de Verão do Dalai Lama (museu) de onde ele iniciou a fuga para o  exílio em Dharamsala  na Índia e o Monastério de Drepung,uma cidadela afastada do centro de Lhasa. Todos os locais  levam a uma viagem ao passado glorioso dos Tibetanos. O povo  do Tibete  é dócil, simpático, amável e hospitaleiro… Já  os chineses de Lhasa… é melhor não comentar…

Vale a pena assistir ao filme ”  7 anos no Tibete ” do cineasta francês Jean Jacques Annaud, de 1997, estrelado por Brad Pitt e David Thewlis. Alem do enredo ser  emocionante, aprende-se muito sobre a história atual dos dois países.

Picture by Franklin Nolla –  vista do Palácio Potala de cima do teto do Monastério Jokhang/Lhasa/Tibet.

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Palácio Potala

Este é o maravilhoso Potala, o palácio de inverno dos Dalai Lamas antes da ocupação chinesa. Era a sede do poder religioso e político do Tibet. No imponente edifício, a parte pintada de vermelho  era o antigo  monastério onde os lamas  e os monges budistas praticavam a religião. A parte pintada de branco era destinada às tarefas administrativas do poder político da época. Hoje o prédio todo é um museu administrado pelos governantes chineses.  O atual Dalai Lama residia no Potala e nos meses de calor ele habitava o palácio de verão em um lindo prédio cercado de jardins por todos os lados. Foi de lá que ele fugiu para o exílio na Índia, ludibriando os militares chineses que haviam ido ao Potala para prendê-lo, quando da insurgência tibetana contra a invasão chinesa.Desde então o Dalai Lama  (Kundun)  nunca mais retornou ao Tibet, proibido e proscrito pelas autoridades chinesas.  Os arredores do Potala , antigamente, eram rodeados de construções e jardins tibetanos. Hoje existe uma fria praça de concreto, parecida com a praça da Paz Celestial de Pequim, cercada de mini prédios chineses.

foto-Franklin Nolla