All content @ by Franklin Nolla

Posts com tag “Escola

A bola cai no cesto ou não?

Se for arremessada pelo American Dream Team de basketball, sim, com certeza. Se for arremessada pela seleção brasileira de basquete,  não. O que me leva a crer nisso?  Simplesmente o complexo de “Viralatas”. Os atletas olimpicos brasileiros estão pecando pelo complexo de inferioridade , titubeando e vacilando na hora decisiva nas competições esportivas ante os rivais americanos , europeus e asiaticos, sem falar nos “muchachos”  mexicanos que humilharam  os “pipoqueiros” brasileiros no futebol. Tudo por causa de uma mentalidade de país colonizado que acha bacana e bonito tudo o que vem do exterior.  Historicamente fomos colonizados pelos portugueses e colonizados culturalmente depois pelos franceses e ingleses e mais recentemente pelos americanos.Será  que os “chinas” começarão a imperar por aqui também? O Comitê Olimpico Brasileiro gastou uma fortuna nessa Olimpiada e o resultado foi pífio, vigésimo segundo  lugar. A Australia  investiu a mesma quantia e ficou com a décima colocação. Como pode?  São seres superiores a nós?  São superatletas superdotados ? Nada disso . Simplesmente eles apostam na educação esportiva junto com a educação formal, investindo nas escolas públicas , onde as crianças  desenvolvem o conhecimento, a cultura e o esporte. Se  houver investimentos maciços e mudanças na política esportiva brasileira, agregando-a `as  escolas,  desde o ensino fundamental ,  teremos campeões em todas as áreas. “Educação sim , Corrupção  não”, esse é o mote que dá certo. Infelizmente prepare o bolso, porque você vai pagar a conta da Copa do Mundo de Futebol  e da Olimpiada e  esportivamente , o Brasil do jeito que vai, não vai ganhar nada.

picture by Franklin Nolla.


A Capitu dos meus sonhos.

É muito difícil que alguém ao ler um livro, não tenha associado a imagem que faz de um personagem com a imagem real de uma pessoa. Pois é. Tive uma grata surpresa. Há alguns dias eu estive  fotografando em Paraty , RJ, . O “job” era um catálogo de publicidade para uma renomada empresa de Cama&Mesa&Banho&Underware de São Paulo. A maioria das pessoas envolvidas no projeto formam um time fixo de profissionais de alta qualidade que trabalham em conjunto faz um bom tempo. As pessoas que trocam são os modelos e eventualmente os maquiadores.Antes do ínicio das viagens, todo mundo se reúne e são feitas as apresentações necessárias. Ao entrar no micro-ônibus da produção eu vi a modelo escolhida,  que estava “devorando”  um livro. Fui apresentado a ela que me deu um sorriso levemente tímido. Para  quebrar o gelo, perguntei o que estava lendo. Ela disse o nome  do livro , que eu já esqueci e o  nome da autora “Nora” e eu respondi de bate-pronto “Ephron”. Na hora senti uma grande simpatia por ela, uma familiaridade pouco comum com alguém que acabara  de conhecer. Horas e intermináveis horas depois, chegamos em Paraty, a noite. “Daqui a meia hora na recepção” era o ” mini boss ” convocando o pessoal para o jantar. Depois de rodar a cidade em busca de um bom restaurante aberto naquela hora, só achamos barzinhos, acabamos em uma pizzaria  com decoração charmosa e pizzas horrorosas. Após mastigar cimento de construção com queijo, fomos dar um giro pelo pier da cidade antes do “goodnight” sem “birinight”.  No dia seguinte,  as 6 da matina, hora de levantar para tomar o café da manhã  e depois sair para a maratona de fotos. Chegamos em uma casa legal bem na beira-mar. O dia estava lindo, ensolarado sem uma nuvem no céu. Pensei que o trabalho seria uma dureza e foi mesmo, mas os resultados compensaram o grande esforço. Depois de algumas centenas de fotos,  demos um pequeno “brake” para o almoço, aliás muito bom,  providenciado pela empresária que acompanhava as fotos. Sem tempo para “jiboiar”, reiniciamos o trabalho, agora com modelos,  já que anteriormente haviamos clicados só os produtos. O maquiador/cabeleireiro entra em cena e de repente começa a grande metamorfose. A tímida e simpática moça se transforma na Capitu do meu imaginário, óbvio que só eu percebi.  Conforme o casal de modelos começou a desempenhar melhor, a bela morena ia se tornando cada vez mais a Capitolina, a Capitu  do célebre livro “Don Casmurro” de Machado de Assis. Esses clicks dela me remeteram a minha juventude, mais precisamente na quarta série ginasial, quando tive a obrigação e o prazer  de ler o livro, graças ao meu  professor de Português, o Barbosão. Clicks e mais clicks e a morena desabrochando, cada vez mais a vontade. Na minha frente uma beleza Machadiana dissimulada , uma beleza Brasileira. A morena sestrosa do  Ary Barroso. A morena ingênua e sensual do Jorge Amado. A presença africana forte nos seus traços.  Enfim a materialização da personagem na minha frente. Tive vergonha de contar a ela e a equipe o “barato” que estava vivenciando. Hoje, mais tranquilo posso dizer ” Obrigado moça bonita. Você resgatou um pouco da minha adolescência  em pequeníssimos intervalos  entre uma foto e outra no bucólico cenário de Paraty”. Agora vou continuar na busca de Bentinho e Escobar, quiçá em outro cantinho  do Brasil.É isso aí.