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O Papa deve ser Brasileiro. Porque? The Pope must be Brazilian. Why?

vaticano.rafael belicanta:terraPorque somos 123 milhões de seguidores da religião  católica apostólica romana. Porque Dom Odilo Scherer tem 63 anos, e é  um dos mais jovens cardeais do conclave. Porque pode trazer uma “modernidade” a caquética e obsoleta visão política e teológica  do Vaticano.Porque a América Latina é o maior baluarte da fé católica cristã. Porque Roma não está com “nada” e  com apenas 56 milhões de fiéis.  Porque somos mais numerosos e isso tem que ser levado em conta e  porque essa é a modesta opinião de um fiel seguidor que se orgulha de ser Cristão.

Picture by Rafael Belicanta/Terra.

ps- 1 O texto é um pequeno desabafo de um mero fiel da igreja católica e “punto”.

ps-2 Vejam o filme Habemus Papam do diretor italiano Nanni Moretti. Muito bom e  interessante .

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Uma mulher memorável.

    Os predicados são muitos para indicar o quanto Aung San Suu Kii é uma “superstar” da Democracia. Só o prêmio Nobel da Paz já a credencia para isso. Não tive a felicidade de conhece-la, mas acompanho a sua vida e trajetória no cenário político internacional  desde 1990. No ínicio  daquele ano,  fui ao cinema ver um filme  a esmo, sem nenhuma indicação e sem saber do que se  tratava . Fui ver  “Beyond Rangoon” , ” Muito alem de Rangum”  que contava sobre o golpe militar impetrado contra a Democracia na Birmânia, atual Mianmar,  e especialmente sobre o sofrimento do povo birmanês com o violento e ditatorial regime militar. A grande protagonista desse episódio da história do simpático país asiático é Aung San Suu Kii, que ficou por mais de 20 anos presa pelos militares, em prisão do governo e em prisão domiciliar. A história dela e da sua luta pela liberdade , democracia e direitos humanos você pode acompanhar pelo Google e pela Wikipedia. Naquela época a imprensa brasileira não sabia e nem sequer tomava conhecimento do que acontecia na Birmânia. Depois do filme,  eu  pesquisei sobre o país e cheguei a conclusão que queria ir para lá de qualquer jeito. Raspei o tacho do meu pouquísssimo dinheirinho ( uma mulher canalha havia confiscado toda a minha grana) e através  de aviões caindo aos pedaços, finalmente cheguei a Birmânia. Foi um êxtase para mim pisar em solo asiático. Conheci um país atrasado, anacrônico e quebrado economicamente, mas de uma beleza impressionante com  um povo prá lá de acolhedor e hospitaleiro, (de maioria budista) e,  apesar do massacre  opressivo da ditadura, de bem com a vida. O país sofria com o boicote internacional contra o regime militar, não se via estrangeiros, só eu e a minha mulher  e uma meia dúzia de gatos pingados espalhados pela ex-colonia inglesa. Foi o lugar que eu mais me identifiquei com o meu passado, quando o Brasil era um país viável, livre, não violento ,  socialmente evoluído e repleto de pessoas de bem que representavam 99% da população;  que perdurou até  que os golpistas militares  brasileiros assumissem  o poder. Daí deu no que deu e f…….É isso.

Picture- Google.


Uma cena memorável.Mastroianni e Ekberg na Fontana di Trevi.

Assisti ontem na tv, pela quarta vez, o filme  ” La Dolce Vita” de Federico Fellini. Ele contem  uma das  cenas mais famosas da história do cinema. O célebre  “banho” de Marcelo Mastroiani e Anita Ekberg na Fontana di Trevi em Roma. Para mim, essa cena tem algo de misterioso e uma certa sincronicidade jungniana com o que ocorreu comigo no final dos anos 90s.Após um périplo rodoviario pela Italia, cheguei a Roma no entardecer. Acabei ficando em um hotelzinho meio ” mixuruca”  em uma viela escura no centro de Roma. Estava planejando conhecer a cidade , após a realização de um trabalho profissional para uma revista brasileira. Banho tomado, saí para a rua, como de costume,  para fazer um reconhecimemto da área próxima ao hotel. Confesso que não tinha a mínima noção de onde eu estava. Um certo frio na barriga demonstrava o receio de andar por aquelas vias estreitas . Mas andei uns 10 minutos e eis que surge na minha frente a Fontana di Trevi toda  feéricamente iluminada.  A atmosfera onírica tomava conta da minha alma. Não havia sequer um turista,  somente um casal de “carabinieri” montados em uma parelha de cavalos. O da mulher, branco e o do homem, marron. Estava montada a cena do filme. Só faltavam os atores. Aí ficou fácil visualizar os dois na minha imaginação. Por dois minutos  a magia tomou conta das minha emoções. Fui acordado do meu sonho real por um guia que chegava na praça com uma horda de “japas”. ” Signora, guarda a la sinistra, qui Marcelo Mastroianni…adesso Anita Ekberg………. Peguei umas moedinhas de liras italianas e joguei na fonte, para agradecer o raro  momento mágico que havia vivido.         Grazie Fellini.

Para quem  gosta de cinema autoral, vale a pena alugar o filme  em  preto e branco da década de 1960. Uma aula de cinema.

foto-google.