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Que o céu nos proteja!

Ufa! Finalmente o ano novo começou. O meu desejo é que o Anjo da Guarda, aquele que toda pessoa tem ,  não tire folga também  nos feriados que virão e  acabe , como nós, se acostumando com a preguiça e esqueça  de  nos proteger   no ano de 2013. Venhamos e convenhamos, o Brasil é o país dos feriados e  principalmente dos impostos. Se prepare,  não será mole a quantidade de contas que você terá que pagar  e  infelizmente não existe anjo da guarda que consiga evitar  isso. Para outros assuntos, peça e tenha fé que ele estará presente,  mas insista porque talvez  esteja curtindo mais uma “semanona”de feriados.O próximo  ënforcamento” de trabalho será no Carnaval, depois na Páscoa, depois nas Festas Juninas, depois no dia das Mães e depois…….e  depois acabou o ano. Viva a ‘leseira”. Viva os “feriadões”.Viva o “Pibinho”…….. Anjinho… dá um jeito no vizinho!…Tá todo mundo “quebradinho”….

Picture by Franklin Nolla –   Gordes/France.

galeria em Gordes,Fr 72


Una giornata particolare. Larguei a mamma no quarto e fui ao cinema.

 Ontem eu não estava mais aguentando a rotina hospital/casa/hospital. Resolvi deixar um pouco de lado as agruras da vida e resolvi ir ao cinema. Fui ver o filme “Um dia muito especial ” da retrospectiva do grande diretor italiano Ettore Scola, na Cinemateca Paulista. No caminho, enquanto estava no táxi, comecei a ler matérias sobre o  festival de Cannes.No final de 2010 estive fotografando por lá e lembrei dos bons momentos de um jantar  a beira mar, perto do Palácio das Exposições onde acontece o famoso festival. Comi em um bistrô muito charmoso, com boa comida e preços razoáveis para a Riviera Francesa. Em algum momento, durante o dia, fiz algumas fotos da Gabi  em frente ao Palácio do Cinema. Por alguns minutos, senti o frisson causado pelas tietes e fãs da sétima arte. Uma quantidade enorme de pessoas vieram perguntar quem era aquela “artista” que eu estava fotografando. “Tres belle”, “tres jollie” eram os constantes adjetivos endereçados a bela Gabriela. Como se fossem formigas no mel, a “muvuca” se formou em um piscar de olhos. Tratei de clicar rápidamente e sai  ligeiro de cena”a francesa”, pois ainda tinha um bom pedaço de dia para trabalhar ( no verão, no sul da França, escurece por volta das 22 hs) . De repente o motorista do táxi falou um palavrão para um outro motorista e voltei a realidade de Sampa. Pouco tempo depois, fiquei imaginando como deve ser o assédio do público aos artistas  na entrada do Festival de Cinema de Cannes. Robert de Niro, Woody Allen, Penélope Cruz, Brad Pritt , para citar os mais importantes, devem passar por maus bocados quando desfilam em frente a turba consumista. Histeria,  flashes, gritos, risadas nervosas, tentativas de toque, devem molestar bastante os caras. Chôôôô… Prefiro estar atrás das câmeras.

Voltando a Cinemateca, assisti ao filme e fiquei pasmo com a aula de interpretação dada pelo Marcello Mastroianni e pela Sophia Loren. Praticamente atuaram em um Cineteatro, segurando a atenção do espectador , do principio ao fim , isso sem contar com a beleza dos dois atores. E por falar nisso, duvido que o casal Smith, Angelina Jollie e Brad Pitt , consigam segurar um filme só no talento da interpretação…Never… A direção do Scola é também magistral. Para mim, ele é  um dos grandes mestres. Reunir esses “monstros do cinema” , com tanto talento,  acredito que nunca mais será possível. É como a dobradinha Pelé e Coutinho, Lennon e McCartney.

Para os  que gostam  de cinema, ainda restam 4 raras oportunidades para  se ver a grande obra de Ettore Scola. Duas sessões hoje e duas amanhã (sábado) na Cinemateca Paulista.Consultem os horários.

foto-Franklin Nolla.


Degustando o nectar dos deuses.

A seleção brasileira de futebol é “freguesa ” da seleção francesa. Faz 19 anos que não ganhamos deles. Quem sabe um dia ,esses ridículos que nos representam, tenham vergonha na cara e acabem com esse tabu grotesco. Já a seleção francesa de vinhos é praticamente imbatível em todos os quesitos, principalmente a qualidade. Como exemplo, cito os pequenos produtores do vale do Loire. As vinícolas tem as “maisons”  de degustação mais charmosas e bonitas que eu visitei. A Domaine de Valdition é uma delas. Tem uma bela adega, um balcão para degustação de óleo de oliva e um bocado de delicatessens espalhados por mesas e prateleiras, aguçando a vontade de comprar e experimentar tudo. É  só se deixar levar pelo modo de vida da Provence e curtir cada minuto passado nesse  simpático  ambiente.Vale a pena bebericar e jogar conversa fora. Difícil é pegar a estrada depois de algumas horas de puro deleite.

fotos:Franklin Nolla.


Abaixo os racionados e caros restaurantes franceses no Brasil.

Primeiro eu gostaria de contar com a simpatia de vocês que me prestigiam lendo o Rang Birangi. Estou em um período de mudanças nesse início de ano em Sampa. Mudei o estúdio, retomei a musculação mesmo com dores e agora estou reformulando o blog e o site com um novo template e uma nova formatação. Em breve, estará no ar. Por favor,  aguardem mais um pouco.

Bem , estava para postar quando li em uma revista de grande circulação uma dica de restaurante francês em São Paulo. Parece que todos os leitores  são millionaires. O jornalista , depois de tecer e enaltecer a culinária européia escreveu  o preço e desembainhou a faca para a  facada. É impressionante o valor cobrado. Aí me lembrei dos almoços e jantares desfrutados fartamente em Aix-en-Provence. Por apenas 16 euros pode-se comer e beber um bom vinho de garrafa  dos pequenos produtores da região,  como o da foto acima. Eu pedi uma  mousse de salmão com uma assiete de folhas verdes `a Provençal, com bastante  copa , tomates secos e pedaços de baguettes torradas. Foi bom demais e custou pouco.. Que tal esses chefs franceses daqui  maneirarem um pouco nos preços  e aumentarem um pouco a quantidade?

foto-Franklin Nolla.


Gordes. A cidade Superb.

Este é o último post da minha viagem `a França. Para encerrar com chave de ouro, a cidade escolhida e  por coincidência cronológica também, é  Gordes. O “creme de la creme”. Para quem chega pela estrada , a visão das construções no alto da colina é estupenda. No topo  da cidade há uma rotonda  (rotatória) que é o centro . Olhe para a direita-ateliers de pintura e mini-galerias de arte. Olhe para a esquerda-uma apetitosa boulangerie. Olhe para a frente- uma bela igreja cristã. Olhe para trás-simpáticos bistrós. No meio de tudo isso- gente bonita. Criatividade, cultura  e charme são as essências dessa cidade.  Vejam as imagens abaixo.

 

Aqui vale um comentário. As pessoas  estão sentadas em uma laje circular projetada sobre um abismo de no mínimo 100 metros de altura. Que mêda, mas é muito legal.

Bem …… um dos melhores prazeres da vida são os doces , principalmente o das patisseries francesas.  Esses são simplesmente de dar água na boca.  O  meu anjinho do bem me deixou comer apenas dois …. prá quem tem colesterol alto…. tá de bom tamanho.

Uma dica-  A cidade é citada no filme ” Um bom ano ” de Ridley Scott,  rodado na Provence e estrelado por Russel Crowe e a talentosa e bonita Marion Coutrillard. Vale a pena ver e apreciar a beleza da grand maison e das vinhas da região do Luberon……..

Santé….

Adieu France…

fotos – Franklin Nolla.


A frustração na bela paisagem.

 

A vista  do campo de lavandas em frente a Abadia  de Sénanque é praticamente o mais famoso cartão postal  da Provence. Quando estive lá,  as flores tinham sido  recem-colhidas , e o campo mostrava uma desolação pós-colheita. Fazendo uma analogia com o Rio de Janeiro, seria como ver o morro do Corcovado sem a imagem do Cristo Redentor. Uma frustração.  Dali segui em direção a Gordes, o último local que visitei na Provence. Antes disso,  parei no caminho, para dar uma espiada no museu da Lavanda. O lugar é muito legal. Pode-se  conhecer todo o processo de beneficiamento  (destilação) para se obter  os valiosos óleos . O final da visita acaba desembocando em uma simpática lojinha que vende todos os produtos derivados da simpática  florzinha azul violeta.  Difícil é escolher alguma coisa no meio da profusão de odores deliciosamente perfumados . O preço é convidativo se comparado ao praticado no Brasil, mas  não muito, devido a valorização do Euro.          fotos- Franklin Nolla.             


Lavanda, o ouro azul da Provence.

Os Romanos no apogeu do império, utilizavam a lavanda para  perfumar os seus banhos e  suas roupas de cama. Hoje,  alem de ser uma das matérias primas principais no preparo dos perfumes, a lavanda também é reconhecida pelas suas propriedades medicinais e terapêuticas. Existem 3 tipos de lavanda. A lavanda fina, catalogada como lavanda angustifolia ou vera ou offcinalis é encontrada em altitudes maiores  que  800 mts e principalmente nas colinas de  Valcluse, na Provence. A lavanda spica, floresce em altitudes de 0 a 600mts , e é pouco utilizada na França , devido ao forte perfume que exala. Na Espanha e Portugal , ela é utilizada como diluente de tintas para pintura artística e para pintura em porcelana. A lavanda hibrida, ou Lavandine , é  um cruzamento da lavanda fina com a lavanda spica  e floresce em todos os continentes na altitude de 0 a 800 mts, sendo utilizada em larga escala pelas indústrias de cosméticos , mas o seu óleo não pode ser utilizado para fins medicinais ou terapêuticos.

A Lavanda fina é  a tal .Para se produzir  1 litro de óleo puro , necessita-se de 130 kg de flores in natura. Só que esse óleozinho é super poderoso. Em gotas ou spray, ele cura insonia, irritabilidade, stress, dor de cabeça, queimaduras, mordida de insetos,resfriados, sinusites,dores de garganta, parasitas intestinais,reumatismo, ferimentos e queimaduras de sol. Todo esse benefício é obtido só na variedade angustifolia .

foto- Franklin Nolla.


Roussilon, uma cidade toda em terracota.

Como pode essa foto….

virar essa…

Roussilon é  uma cidade de uma mesma cor. Lá você constrói uma casa e vai buscar os pigmentos de pintura  na natureza,  a menos de 500 mts de sua casa. Isso faz  com que ela seja simplesmente  a única no sul da França. Andando por lá você nota todos os matizes e variações que sua imaginação permite dentro do mesmo tema, o terracota. Para os arquitetos e decoradores deve ser  pirante,( não precisa  tomar LSD), tamanha é  a beleza e o visual do lugar. Dezenas  de ateliers de pinturas  e lojinhas de artesanato, que vendem  os pigmentos já preparados, contribuem para a beleza e o charme da pequena cidade incrustada nos morros do contraforte da cadeia de montanhas  do Luberon. O barato é  que essas cores mediterrâneas  estão bem longe do mar,  se ele  estivesse ali,  nossa,  o lugar seria imbativel. Agora dá uma espiada na cor que rolou no meu prato de almoço.

Terracota né.

fotos-Franklin Nolla.


Passeio no Jardim do Alquimista.

O Le Mas de la Brune, é uma jóia única da arquitetura Renascentista nos campos da Provence. Misto de casarão medieval com um castelo ( sem a forma), ele abriga dois interessantes jardins. O das Plantas Mágicas e o dos Alquimistas.

O Jardim dos Alquimistas  faz uma analogia das plantas com o processo das Alquimias, cujo tópico das cores –  preto, branco e vermelho – desencadeiam alguns significados paralelos ao desenvolvimento do ser humano, desde o nascimento, a plenitude e  o fim da vida.

A essência do Alquimista está em buscar os processos químicos que visam transformar o chumbo em ouro, cujos mistérios atravessam séculos e séculos. Para quem caminha entre os meandros do jardim, há placas  explicativas de como se desenvolve o processo e a filosofia da Alquimia e como isso é representado pelas plantas. É muito interessante e leva um bocado de tempo para entender  porque está escrito em Francês (não domino completamente) , mas vale muito a pena, porque é lindo e fascinante.

Au Revoir.

fotos- Franklin Nolla.


Os Calissons d’Aix.

Esse é o Calisson de Aix-en-Provence, o doce mais famoso do sul da França e para mim um dos mais legais que eu comi. Eu nunca tive ouro na minha vida, só na boca, agora eu posso dizer que já comi pó de ouro do Calisson que iria para os Emirados Árabes (são os marronzinhos que parecem chocolates). A dona Renê ( proprietária)  me deixou  comer apenas 3 e fiquei com gosto de quero mais.  O Calisson é feito de uma massa de frutas, geralmente  de melões,  com amêndoas amassadas e escaldadas e recoberta de merengue real (tipo hóstia). Essa mistura é assada ao forno e depois colocadas nos moldes que vão dar o aspecto final. Daí vai para o setor das belas embalagens para enfim correr mundo afora. A origem da receita vem da época  do Renascimento, sendo que no tempo da grande Peste Negra  em 1630 , dizia-se que quem comesse o Calisson ficaria livre da peste. Lendas a parte, acho que muita gente morreu de barriga cheia. Em 1874 , um patisseur suiço , Leonard Parli, desenvolveu e implantou a primeira fábrica do doce em Aix-en-Provence. e  de lá   para cá , o pequeno doce é exportado como uma rica iguaria para todos os continentes . No Brasil , não existe uma  importação regular, talvez possa ser encontrado em alguma loja de delicatessens .

fotos: Franklin Nolla.


Châteauneuf-du-Pape.

No alto da pequena cidade de Châteauneuf  tem -se uma esplendida vista dos campos  do  Vallée  du  Rhône onde  centenas de produtores cultivam as boas cepas das uvas que permitem fazer os excelentes vinhos da região . Nem tudo que se produz lá atinge o grau de excelência, mas alguns deles são muitos bons como o  Baronnie d’ Estouard . O legal é você  fazer uma degustação nas várias vinícolas e levar umas garrafas da favorita. Para se deliciar,  compre uns  queijos da Provence, umas baguettes e …..hic….. bon voyage.

Olha só que “uva” de uva.

fotos-Franklin Nolla.


Castelo mágico.

Dessa região sai um dos melhores vinhos do mundo. Amanhã  o  comentário no blog Rang Birangi.

foto: Franklin Nolla


Avignon, a cidade dos papas na Provence.

O papado cristão em Avignon durou aproximadamente um século. Começou com Clement V em 1309 e terminou com Benoit XIII em 1409.Neste periodo foi construído o colossal Palácio dos Papas, o maior monumento gótico da Europa. A beleza arquitetonica da grande construção está preservada até hoje.  Para quem gosta de história como eu ,  a visita ao pálacio consome dois dias completos ,  uma verdadeira  viagem no tempo, onde o visitante consegue imaginar  e sentir como era viver entre os poderosos religiosos  da igreja na Idade Média. Um grande barato.

Nos próximos posts vou contar um pouco sobre o interior do Palácio.

foto- Franklin Nolla.


Aos mestres, com carinho.

Quando eu era um menino que estava começando a descobrir o mundo, uma das coisas que mais  me encantava era ver e rever diversas vezes as mesmas fotografias que retratavam o cotidiano da minha família. Com o tempo, cresci  e fui estudar finalmente o processo da fotografia. As minhas principais referencias vinham de  Cartier Bresson, Lartigue e Robert Doisneau, este  com um enorme  senso de humor. Esses franceses nortearam a minha vocação para o fotojornalismo.Mais tarde migrei para a publicidade que também me encanta bastante. Mas o vicio do fotojornalismo me contagia até hoje. Sempre que posso, no meio de uma sessão de fotografia publicitária, faço alguns clicks extras para o meu deleite pessoal .  Quando eu fotografo para mim, eu abro mão dos recursos de laboratório, tanto convencional como o digital (Photoshop).O que eu vejo no visor é o que eu preservo para que as pessoas sintam o que eu senti naquele momento do click, com todas as virtudes e com todas a s imperfeições da cena registrada, tudo sem manipulação e sem   corte (edição). Bem, chega de blá blá bláh. Quando eu fiz estas fotos em Vince, eu me senti um pouco viajando no tempo, me coloquei como Bresson ou Doisneau, clicando os garotos brincando de pentear o cabelo  a a moda punk. Tudo em centésimos de segundo e sem armação da cena.O menorzinho quando ouviu o motor da camera, saiu correndo vexado , num passo de pinguinzinho.Eu cai na gargalhada e fiquei muito feliz de ter conseguido  registrar o momento decisivo. No mesmo instante lembrei dos dois ilustres mestres, aos quais humildemente dedico  as duas fotos.

Merci beaucoup.


Dentro do mundo dos perfumes.

Foi uma breve visita a Molinard. Uma pena. Vruuum para a Galimard.

Na Galimard , os mestres e assistentes perfumeiros  atendem o público com  o intuito de desenvolver um perfume personalizado para quem  quiser pagar uma determinada quantia  e usufruir de um atendimento nota 10 na escolha da melhor fragrância. O  objetivo total é  de lhe agradar. O mestre começa perguntando qual é o tipo de odor da sua preferencia e vai adicionando pouco a pouco as notas das essências que combinam com a sua personalidade. É um vaievem de perguntas e  respostas e alquimias até que o seu perfume, que tem nome e número, fica pronto. Depois o perfume tem que descansar por uma serie de dias até que tenha a maturação necessária para poder ser utilizado. Aí é só  usar e abafar.

Já no Brasil você vai em uma festa e alguém pergunta- Que perfume é esse que  você está  usando?  Vc responde- É da minha grife…. feito em Grasse…

Chique, né…

 

Parfum Grecco.

fotos- Franklin Nolla.

 

 


Uma homenagem as mulheres.

Existe alguma coisa melhor do que uma mulher suavemente perfumada? Para mim não. E para Jean -Baptiste Grenouille, o personagem bizarro  do romance   O Perfume de Patrick Suskind ? Também não. A combinação perfeita entre o  cheiro de uma bela mulher e o da fragrância de um perfume é  de  uma  pura magia irresistível, arrebatadora….. Caindo na real, vou contar um pouco da magia da pequena  cidade de Grasse. Situada entre os contrafortes das montanhas do Estérel e dos Maures (mouros), Grasse é simplesmente a capital mundial da perfumaria. Uma flor chamada popularmente de Mimosa (acacia dealbata), virou uma real instituição nessa região do sul da França, ( vide a cidade de Bormes-Les Mimosas ). A Mimosa fornece ao mestre perfumeiro uma paleta de notas intensamente florais , verdes, com uma tonalidade ligeiramente adocicada de mel. Seus ricos odores fazem parte de uma gama enorme  de produtos como perfumes ,  colonias e etctera. Na cidade se encontram os maiores e melhores fabricantes de essências para perfumarias no  mundo. Grifes como Fragonard, Galimard, Molinard e outros , se destacam como excelências na arte de produzirem  as melhores  essências para todo o planeta. Visitar uma delas é uma experiência formidável. Amanhã eu conto.

Para quem não leu ou viu o filme, vale a pena tentar. É muito denso, tenso e bom.

foto-Franklin Nolla.


Algumas fotos a mais do mini-ensaio de casamento em Mougins.

Bacana foi ter rolado um chiaroscuro no casamento. Só a luz natural com sombras profundas.É isso.

fotos-Franklin Nolla.


Um casamento, duas nações, vários convidados e um intruso.

O casamento era de uma francesa com um rapaz da Costa do Marfim. Os convidados, na maior estica, eram  europeus e africanos. O intruso, off course, era eu. O cenário ideal – a vila de Mougins.

Estava eu andando pelas vielas de Mougins em direção a uma locacão para clicar  para o meu cliente, quando ouvi cada vez mais perto, uma música barroca que me atraia para perto de uma igreja. De repente vi uma porção de pessoas esperando por uma noiva defronte da  porta principal. Vi mulheres negras bem bonitas e exóticas com vestidos multicoloridos e uma profusão de chapéus esquisitos , mas de bom gosto , que davam  o ar de excentricidade  e amplificavam  o colorido daquela bela manhã.Comecei a clicar  e percebi que as cenas do casamento davam um mini-ensaio fotográfico. Em 10 minutos disparei vários clicks e o resultado sucinto está aqui. Tive que ir embora rapidamente porque a equipe já estava me esperando, mas consegui reter na minha camera e na minha retina, alguns momentos bacanas de um casamento multiracial e multinacional. Em tempo, os participantes da cerimonia, foram bastante simpáticos com o intruso brasileiro. Merci .

fotos-Franklin Nolla.


La ville de Mougins est magnifique.

Saindo de Nice , pegamos a nationale e fomos em direção aos Alpes Marítimos, mais precisamente em direção a Grasse. No meio da caminho entramos na Ville de Mougins. Um lugar espetacular para quem gosta de arte e cultura. Nas pequenas ruas vê-se galerias de arte  , museus,  ateliers ,  bistrôs ,  cafés e lojinhas de souvenirs. Essa mistura  e muita gente fina e bonita compõem a atmosfera ideal para que quer se deliciar com  uma semana de férias.  Cheiros de comida, perfumes das florês, perfumes das mulheres,  música barroca oriunda  de igrejas, crianças brincando, canto dos pássaros,  carros fora da cidade, sem poluição , …….. era tudo que eu queria e sonhava… mas …. na real tinha que clicar e  trabalhar duro… mas com um  enorme prazer  que me deixava cheio de vitalidade e me  fazia sentir incansável. É muito bom trabalhar em um ambiente bonito e charmoso.  A mente cria mais e as idéias brotam com mais facilidade.

Tá tudo lá. Arte, natureza e arquitetura. Precisa mais?Sim,  é claro. A mulher. Aqui representada pela Gabi  junto com o mestre.

Obrigatório é ir ver o Museé de la Photographie André Villers, com varias fotos do  Pablo Picasso retratadas  por André e outros fotógrafos. Muito bom.Au revoir.

fotos-Franklin Nolla.


Finalmente Cannes e Monaco.

Um pouco antes de Cannes, fiz uns clicks de umas formações rochosas interessantes, quase no lusco-fusco, aproveitando os últimos raios de sol de um lindo dia.  O visual é muito bonito e se tivesse tempo, ficaria contemplando  no mínimo por uma hora. Ainda tinha que rodar um bocado para chegar na cidade. Acabei chegando a noite e fui jantar na avenida que beira o mar, onde se situam um monte de simpáticos e aconchegantes restaurantes. Após a boa comida, dormi muito bem.

Após  un petit dejeuner, fiz uns clicks no palais de festivals e peguei a rota  rumo a Monaco.

A ida para  Monte Carlo foi muito demorada, uma lesmeira, filas infindáveis de carros de turistas. Cheguei com o tempo muito nublado, demos um rolê e aí deu para sentir o real valor do rico dinheirinho. Fiz uns clicks externos do Cassino e dei uma volta pelas ruas e avenidas do circuito da F 1. Na parte baixa da cidade, junto ao mar, fiquei pasmado com o tamanho dos iates que ficam ancorados quase que constantemente, servindo de ponto de apoio e moradia, lazer e divertimento,  para os milionários do primeiro mundo. A quantidade de mulheres bonitas é muito grande. Onde a grana rola solta, a qualidade de tudo aumenta proporcionalmente. Precisava comprar um Hd externo e fomos parar em um Carrefour e para surpresa geral, o preço foi mais barato do que aqui. Tem produtos  no Brasil que são estupidamente caros, principalmente os  de grifes, onde os comerciantes aproveitam para enfiar a faca. Monte Carlo tem tudo para agradar  os ricos, os  esportistas , principalmente no quesito dos baixos impostos , que acabam atraindo os Massas, Barrichelos e Butons da vida para irem morar  lá.

Vi, senti e gostei .    Não muito….. e nem deixa saudades……

Aqui acaba a parte da Riviera Francesa. Agora vou para o interior da Provence, onde está o creme de la creme da viagem. Uh la lá.

fotos- Franklin Nolla.


Bormes Les Mimosas é o máximo. (com mais fotos)

A minha jornada de trabalho começou bem cedo , saindo de Aix em direção a Cannes. Alugamos um carro, a melhor maneira de conhecer o sul da França, e fomos pela route nacionale até avistarmos o mar na  região du Var,  guinamos para o interior e fomos para Bormes Les Mimosas, uma cidadezinha muito charmosa e bonita. Comecei o trabalho lá,  mas o quero contar são as minhas sensações e o  prazer de estar em um lugar incrível, cheio de atrações e de gente bonita. Os franceses e os turistas convivem em plena harmonia usufruindo a magia que envolve a cidade.Tudo é de extremo bom gosto. Lojas, restaurantes, bistrôs, ateliers de arte, pórticos, balcões, varandas, flores, muitas flores, especialmente as mimosas, tornam o ambiente bucólico e hospitaleiro. A vontade que dá é de ficar lá por vários dias, só curtindo e se deliciando com as boulangeries, patisseries e os agradáveis bistrôs. Mas como tudo que é bom dura pouco, por volta do meio dia tive que pegar a autoroute de novo e  seguir viagem para novas locações e novas fotos. Agora o que serve de bálsamo  é poder ouvir o cd do Henri Salvador cantando a doce canção  Bormes les Mimosas e rever as fotos….. olhar pausadamente …. e sonhar…. sonhar  em voltar para Bormes Les Mimosas.

fotos-Franklin Nolla.



Tô aqui na Terra Brasilis.

Olá queridos amigos (as)

Voltei…… Cheguei no fim de semana em Sampa… Estava fazendo um trabalho fotográfico para uma empresa brasileira no sul da França, mais precisamente em  Aix en Provence  e na Riviera Francesa. Eu pirei  no encanto das pequenas cidades  encravadas nas montanhas e nas praias e enseadas da Cote D`Azur. As fotos ficaram barbaras e o cliente gostou muito. Terminado o trabalho fui para Barcelona viajar no trabalho do Gaudi. É  de babar. A partir de amanhã, vou postar  as minhas  aventuras urbanas , ( dessa vez sem os pesados equipamentos  de alpinismo) , só  com um confortável par de tênis e a sensibilidade aguçada para apreciar  o que de belo e charmoso aparecer no visor da minha câmera. Au Revoir.

foto-Franklin Nolla- La Rotonde de Aix en Provence.


O trem da vida. Partidas e despedidas.

Nestes  últimos dias estive bastante preocupado em resolver problemas particulares que me afastaram das minhas atividades cotidianas. Ontem estive prestando uma última homenagem a um tio muito querido que veio a falecer.  Seu nome era Vicente Nolla  jr, o Tim Nolla, veterano jogador do Palmeiras e do Saint Etienne , clube francês que defendeu na década de 1950. Foi um precurssor dos jogadores de futebol brasileiros que se aventuraram e fizeram sucesso no exterior. Sentiu o apogeu da fama  e da riqueza enquanto jogava em Paris .Ao retornar ao Brasil por volta de 1956 , caiu em  declínio e no  consequente  ostracismo. Infelizmente atuou como jogador em uma época em  que a televisão ainda não era tão difundida  por aqui e no resto do mundo, exceção aos USA. Daí não ser conhecido na terra tupiniquim. Vi algumas vezes  ele jogar quando eu era um menino. Na minha lembrança, o seu estilo de jogo era semelhante ao do craque palmeirense Ademir da Guia. Tim Nolla era um maestro  e sua presença ereta em campo , sem olhar para a bola,  lembrava a do famoso alemão Franz Beckenbauer. Viveu sem o reconhecimento e a glória aqui na terra tupiniquim. Foi uma pena,  para o povo brasileiro e para mim que perdi uma pessoa boníssima que ajudou, junto com o meu pai,  a balizar o caminho correto para a minha vida.  Que viva em paz e pratique a sua arte futebolística pelos gramados do céu.

foto-Google.


O educado Parreira e o grosseiro Domenech.

Imediatamente após o encerramento do jogo África do Sul 2 X 1 França , que eliminou os dois times do mundial de seleções, o técnico  Carlos Alberto Parreira foi cumprimentar o xarope técnico da França, Raymond  Domenech, que se recusou a estender a mão ao treinador da seleção da África do Sul,  deixando o brasileiro patéticamente com a mão no ar.Fora a estupidez do gesto, o francês deu as costas e ainda falou algumas palavras ininteligíveis em Inglês , provavelmente palavrões, que levaram os dois treinadores a baterem boca.É um absurdo que as autoridades esportivas da França tenham escolhido um fulano totalmente desequilibrado para dirigir a seleção campeã mundial de 1998. Esse sujeito brigou com os seus próprios comandados e por onde passou só arrumou encrenca. Sarkozi, pague um safari para ele no Kruger Park e deixe-o lá para sempre.

foto-AP.