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É aqui que eu encontro a paz absoluta.

no cume-passoQuando eu estava no hospital, eu aproveitei um cochilo da minha filha e dei uma “zappeada”na TV. Parei acho que na Globonews  no exato momento em que  o personagem de um documentário,  o grande jornalista  Joel Silveira, já falecido,   disse que uma das maiores imbecilidades da vida é uma  pessoa ser um  alpinista. Balancei a cabeça e não concordei, mesmo não sendo um alpinista, mas sendo apenas um admirador das montanhas de grande altitude . É que ele  não teve a felicidade de sentir o Divino, de se deixar levar pela emoção de conquistar o cume de uma  montanha ,de andar no passo sagrado em cima de um cume ( -La-) ,de  conviver com os  povos que moram perto do céu. Nessas ocasiões eu me afasto das pessoas e de tudo que me faça lembrar  a civilização  e por mais ou menos meia hora, como em uma meditação,  me deixo levar pelas ondas energéticas e vibrações emanadas pelos gigantes de pedra. (não é a toa que os sherpas chamam o Everest de Sagarmatha ou Chomonlugma (Deusa Mãe Terra). A sensação é indescritível. Ouvir as nuances dos sons  dos ventos,  cheirar os humores da terra,  acompanhar os rasantes dos falcões e se tiver sorte,  se maravilhar com faisões imperiais. Pisar no gelo, tirar as botas , deixar os pés respirarem, comer um delicioso sonho de valsa e sonhar com uma vida melhor. Simples, muito simples. Depois fotografar, fotografar e  fotografar  e finalmente  chamar o guia e retomar a caminhada. Existe preço para isso?  Para mim, não. Aprendi  a amar e a respeitar as montanhas.Em troca, elas  me dão a paz que eu preciso.

Text and Picture by Franklin Nolla- Ladhak-Índia-Himalayas

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Apagando incêndios / Fireman.

Como se diz no “popular” , estive apagando “incêndios” (enfrentando grandes problemas). Graças a Deus já está tudo resolvido e da melhor maneira possível.

Aproveitei a  imagem abaixo para ilustrar a analogia com os problemas. Na realidade  eu participei de um  treinamento de uma empresa que precisava criar uma brigada de incêndio e cheguei a conclusão que é apavorante enfrentar o fogo . Tá certo que estava tudo simulado e que a segurança era total, mas é muito complicado enfrentar os diversos cenários dos locais em chamas. Cada tipo de situação exige extintores de tipos diferentes e isso já é um grande problema, pois é necessário identificar  se o fogo será apagado com água ou  com pó químico. Depois tem que se usar equipamentos adequados para situações externas ou internas, como  máscaras,  capacetes ,roupas especiais ,luvas, botas e um monte de “traquitanas ” à prova de fogo. O difícil é ter sangue frio na hora do aperto. O instrutor fica “doido”com os procedimentos errados na hora do “vamo vê”, porque não é natural você ir de encontro as chamas. Em uma sala com vários focos de fogo,  fumaça total que não se enxerga nada, eu perdi a noção do espaço e da saída. Dá para entrar em pânico . É muito ruim e angustiante…… Resta torcer e rezar para que não aconteça com nenhum de nós porque  fogo é “F…ogo”!…..

Picture by Franklin Nolla.
bombeiros/firemen