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Oooooô a inspiração voltou a inspiração voltou a inspiração voltou ooooô….

São Paulo by air 72 dpi

Após 100 dias sem motivação para escrever, fiz um sobrevôo sobre o centro da cidade de São Paulo. Dia gelado de inverno, céu azul de Brigadeiro , aeronave sem portas , mãos e nariz quase congelados , olhos lacrimejando de frio e  emoções revividas….enfim uma alegria infantil no coração e um calorzinho feliz na alma. Crises na reta final, inferno astral acabado e renovadas esperanças para o futuro. Qual o cenário ideal para acabar com a maré descendente ?  O mais simples  possível….. ver a cidade onde nasci pelo alto, realizar a paixão de voar,  a sensação de plena liberdade , o êxtase de ver o mundo de outra forma, de  outro ponto de vista,  os sentidos acelerados.  Um grande tesão…. . Bem, estou aqui de novo ,  de volta  para  poder compartilhar  com vocês as belezas da vida.

Obrigado, minha amada cidade!

picture by Franklin Nolla.

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A Tribute to New Yorkers/ part 2

Domingo no parque. Enjoying the Park.

As famosas charretes do Central Park. Tourists Tour around Central Park.\

Bar e Café perto do Harlem. Bar e Café near Harlem.

 

Malas.Bags.

Skatistas da noite. Night Skaters.

 

O Fantasma da Ópera. Um fenômeno da Broadway, The Phantom of the Opera. Broadway`s fenomenum.

All pictures by Franklin Nolla.

 


Um Menino.Um Autódromo.Uma Berlineta.Uma Liberdade sem Limite.

Eu era um menino desgarrado da família tradicional dos anos 60. Embora filho único,  meus pais não davam muita bola para mim. Por um lado era ruim e por um lado muito bom. Eu morava com a minha avó e a minha liberdade  era sem limite. Aos 12 anos , depois de cumprir as minhas obrigações escolares, eu pegava dois ônibus para ir de Pinheiros ao Autódromo de Interlagos, que era no meio de um matagal , para ver os treinos preparatórios  para as corridas . Desde a mais tenra idade , eu sempre  gostei de automóveis porque eu tinha um  tio que  era dono de uma agência de autos usados  e vira e mexe , eu passeava com os carrões dele. Nos dias de corrida aos sábados e  domingos, eu inventava uma estória e sumia para ir ao Autódromo. Foi lá que vi pela primeira vez um carro que eu me apaixonei até hoje. Era o Willys Interlagos Berlineta de número 22,  derivado do Renault Alpine  A108  e pilotado por Bird Clemente.O carrinho amarelo de 70 HPs de potência.  enchia o meu coração de alegria. Entrava nas curvas de lado e dava um “pau federal”  nos DKWs, Fuscas, Gordinis, Simcas ,  Jks  e outros “dinos”  rodantes . Antes do anoitecer, eu voltava para casa no sábado e no domingo cedinho eu retornava para ver o final da corrida,  que naquela época durava de 12 a 24 horas, como as 1000 Milhas Brasileiras   e as 24 horas de Interlagos. Na maioria das vezes eu ia só, e  aos 16 anos eu já ia com alguns amigos , sempre furando a cerca na curva da junção. Era muito legal e eu era feliz e sabia. Bons tempos de liberdade sem a violência de hoje. Esses fatos na minha memória foram despertados por um ” press-release” na imprensa internacional divulgando o lançamento do novo Renault Alpine A 110/50 Concept 2012  para comemorar os 50 anos do pioneiro e lendário modelo dos anos 60s.

Pictures by Renato Bellote (Berlineta) e Net Car Show (Alpine A110/50).


Uma mulher memorável.

    Os predicados são muitos para indicar o quanto Aung San Suu Kii é uma “superstar” da Democracia. Só o prêmio Nobel da Paz já a credencia para isso. Não tive a felicidade de conhece-la, mas acompanho a sua vida e trajetória no cenário político internacional  desde 1990. No ínicio  daquele ano,  fui ao cinema ver um filme  a esmo, sem nenhuma indicação e sem saber do que se  tratava . Fui ver  “Beyond Rangoon” , ” Muito alem de Rangum”  que contava sobre o golpe militar impetrado contra a Democracia na Birmânia, atual Mianmar,  e especialmente sobre o sofrimento do povo birmanês com o violento e ditatorial regime militar. A grande protagonista desse episódio da história do simpático país asiático é Aung San Suu Kii, que ficou por mais de 20 anos presa pelos militares, em prisão do governo e em prisão domiciliar. A história dela e da sua luta pela liberdade , democracia e direitos humanos você pode acompanhar pelo Google e pela Wikipedia. Naquela época a imprensa brasileira não sabia e nem sequer tomava conhecimento do que acontecia na Birmânia. Depois do filme,  eu  pesquisei sobre o país e cheguei a conclusão que queria ir para lá de qualquer jeito. Raspei o tacho do meu pouquísssimo dinheirinho ( uma mulher canalha havia confiscado toda a minha grana) e através  de aviões caindo aos pedaços, finalmente cheguei a Birmânia. Foi um êxtase para mim pisar em solo asiático. Conheci um país atrasado, anacrônico e quebrado economicamente, mas de uma beleza impressionante com  um povo prá lá de acolhedor e hospitaleiro, (de maioria budista) e,  apesar do massacre  opressivo da ditadura, de bem com a vida. O país sofria com o boicote internacional contra o regime militar, não se via estrangeiros, só eu e a minha mulher  e uma meia dúzia de gatos pingados espalhados pela ex-colonia inglesa. Foi o lugar que eu mais me identifiquei com o meu passado, quando o Brasil era um país viável, livre, não violento ,  socialmente evoluído e repleto de pessoas de bem que representavam 99% da população;  que perdurou até  que os golpistas militares  brasileiros assumissem  o poder. Daí deu no que deu e f…….É isso.

Picture- Google.


O céu é o limite.

A  primeira vez que tive essa sensação faz mais de 40 anos. Eu era um jovem que vivia na época da ditadura militar e que odiava o regime imposto ao povo brasileiro. Como não podia manifestar o que eu sentia, porque se falasse alguma coisa contra o regime, seria preso. Não era engajado em nenhum movimento que lutava pela libertação do jugo dos militares. Alias , era contra qualquer ato de violência de qualquer natureza. Mas de alguma forma tinha que dar vazão aos meus sentimentos de uma maneira solitária, ou seja , era simpatizante dos hippyes, do flower power e da liberdade incondicional extensiva a qualquer habitante do planeta.Através da música, muitos jovens mudavam a cara do mundo como aconteceu no festival de Woodstock. A partir daí, houve uma revolução nos costumes e uma maior conscientização política. Os meus arautos eram Bob Dylan, Joan Baez, Chico Buarque, Caetano e Gil, Geraldo Vandré  e outros mais.Na minha cabeça também entravam outros jovens cantores e artistas, misturando-se com os cantores de música de protesto. De repente o cenário começou a mudar. O primeiro baque, a primeira sensação ruim, de quebra do sonho da liberdade veio com a morte de Janis Joplin, logo depois, a morte de Jimmy Hendrix. Em seguida Jim Morrison dos Doors. Todos mortos aos 27 anos.Depois a prisão e exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil. A prisão de Vandré. Vários baques causados pela ditadura. O maior de todos os males causados a juventude. O assassinato de John Lennon. The dream is over. O sonho acabou. Depois disso a ditadura, arre, acabou também. Viva a Democracia. Novos ares varrendo de liberdade o país inteiro. O tempo foi passando, a visão do mundo mudando e as minhas crianças tornando-se adultas, fazendo com que eu seja hoje um jovem senhor. Do alto dos meus cabelos semi-grisalhos, hoje eu tive um novo baque, que me lembrou os baques do passado. A morte de uma cantora, Amy Winehouse, que não cantava músicas de protesto, mas encantava jovens e velhos com seu jeito diferente de cantar, suas músicas com batida de soul, a música negra com ares de modernidade. Uma carreira promissora ceifada mais uma vez pelas drogas e problemas existenciais.

foto-Terra.


Celebração da Liberdade.

” Não importa a força física do regime, no final eles não podem parar as pessoas, eles não podem impedir a Liberdade”. Essa frase foi pinçada de uma rara entrevista dada por Aung San Suu Kyi, prêmio Nobel da Paz em 1991, em sua prisão domiciliar na cidade de Yangon ,  Mianmar no ano de 2007. A ativista política se referia a forte repressão militar que esmagava literalmente as pessoas que saiam `as ruas clamando por anseios de Liberdade e Democracia na luta  contra a junta militar que até hoje permanece no poder,  devido ao  golpe militar perpretado contra o herói da independência birmanesa  em 1947, general  Aung San, pai de Suu Kyi,  assasinado e por consequência alijado do poder.

No dia 13 de Novembro de 2010,  Suu Kyi, 65 anos, teve a sua prisão revogada pela junta militar e pode finalmente abrir o portão de sua casa e ir de encontro aos seus  amigos e correligionários. Com Suu Kyi solta, os ventos democráticos voltam a soprar  em Mianmar. Vida longa a ela.Que sirva de exemplo para todos os países do mundo.

Foto- Franklin Nolla. Tirada em cromo 35mm no ano de 1997 em  Rangoon ( Yangon)  na majestosa Schwedagon Pagoda , o monumento religioso  mais bonito do mundo em homenagem a Buda.

obs- Para entender um pouco melhor a história de Aung San Suu Kyi  na  Birmânia ( Mianmar)  sugiro  que tentem achar  o ótimo filme de John Boorman,  Beyond Rangoon, em português – Muito alem de Rangoon- não sei se tem em dvd ou  quem quiser consulte a Wikipedia ou o Google.


Born to be Wild

Depois de ter visto o filme cult,  Easy Rider  (Sem Destino), de Dennis Hopper, infelizmente falecido anteontem,  eu dei uma guinada na minha vida  ao assumir o meu lado rebelde   antes de completar os meus vinte anos. Naquela época eu vivia um dilema entre ser um cara da geração flower power e um não ativista que ansiava por desejos de liberdade, esmagada pela  ditadura militar. Como não era um ser aliado a nenhuma tribo de hyppies e nem a nenhuma organização de resistência política, eu precisava achar o meu espaço. Ao ver o filme, me deu  a vontade egoísta de viver a liberdade possível, a minha revolução interna. Comprei uma moto 125 cc  e caí na estrada desse mundo afora. Viajava com o vento batendo na cara a 100 km /hora e sem capacete, me sentia pleno ( os poucos motociclistas da década de 70 não usavam capacete,  que não era obrigatório). Voltava para Sampa , trabalhava como um mouro e ajuntava grana para comprar o meu sonho. Uma Honda 750 cc,  a pioneira 7galo,  grande moto de alta perfomance dos anos dourados. Aí eu  já  acelerava a quase 200 km /hora. Era um perfeito idiota sem noção do perigo. Sobrevivi graças a Deus. Os ícones desse sonho, os caras da foto acima- Dennis Hopper de barba, Peter Fonda na Harley estrelada e o garupa Jack Nicholson. Esses são os meus heróis. Esses personagens plantaram uma semente no meu modo de ser. A  da aventura  que  está  introjectada no meu sangue até hoje.A música do filme, born to be wild, cantada por SteppenWolf, é uma das minhas favoritas. Vou rever o filme…..

foto-divulgação do filme Easy Ryder- 1969.