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Paisagem Amazônica bem perto de São Paulo.

Alguns poucos quilômetros  depois de Alphaville, mais precisamente perto da cidade de Pirapora, o rio Tietê serpenteia a mata ainda intocada, proporcionando um micro sistema parecido com os dos arquipélagos fluviais Amazônicos. Visto de cima é muito bonito e  o cheiro desagradável , velho conhecido dos Paulistanos, não se faz notar. Mais alguns kms e o rio fica um mar de espumas  de detergentes que afloram na superfície da água. Um horror que eu conheço há mais de 50 anos. Antigamente , os jornais da capital sempre faziam matéria a respeito desse assunto. Hoje o problema persiste e a midia não toma conhecimento, porque tudo está sendo banalizado, porque isso não dá Ibope

Picture by Franklin Nolla – da série de fotos  “São Paulo também é linda”.


O maior pesadelo de todos os pesadelos.

A primeira vez que vi o mar eu tinha 5 anos. Foi na Praia Grande , na época totalmente selvagem, um paraíso ecológico perto de Santos. A mata Atlântica encostava na areia. Havia só algumas pequenas casas de caiçaras, sendo que em uma delas morava uma tia eremita. Nesse cenário eu tive o primeiro de uma série de pesadelos que me acompanhou até eu atingir a idade adulta. Sonhava que sempre uma onda gigantesca varria tudo que encontrasse pela frente, menos eu e a minha avó , que por algum fator extra natural, saíamos a correr sem que a monstruosa onda nos atingisse e aí eu acordava super assustado. Vários analistas e  respectivas explicações afastaram de mim o referido pesadelo. Já como um jovem adulto aprendi o que era uma tsunami. Só que não tinha visto nenhuma até o terremoto da Indonésia em 2004. Havia visitado a Tailândia em 2003 e vi a bonita cidade litorânea de Puket ser arrasada em 2004. A partir dessa data, percebi que a realidade de uma tsunami era assustadoramente maior do que eu havia sonhado.Fiquei pasmo com a violência e o estrago que as ondas gigantescas fizeram agora no Japão. É impressionante as cenas de barcos,  carros , casas, galpões, trens, aviões sendo arrastados e destruídos pelas ondas.  Li que a energia liberada pelo terremoto foi equivalente a milhares de bombas atômicas como a de Hiroshima. Em 1945 foi a bomba A e agora o terremoto de 8,9 graus Richter. Uma grande  sofrimento para o povo japonês. Constatei que a realidade da tsunami é muito pior que a do meu pesadelo.

Foto-Reuters.

Texto-Franklin Nolla.


O festival planetário da “Farofa”.

A diferença entre as duas fotos é  a grana. Enquanto o figura da primeira foto fatura em Real, o da segunda fatura em Euro. Só que a farofa nas praias é a mesma. Tanto faz ser em Copacabana ou em St. Tropez. Infelizmente a farofa nas praias do mundo está cada vez mais solta ; é gente que não acaba mais, se for na alta temporada então , você tem que pedir licença para se banhar no mar. Você só encontra poucos lugares onde a natureza é mais preservada quando o local é de dificílimo acesso ou então é carésimo, reservado aos milionários e  olha que é por pouco tempo. Infelizmente estamos consumindo com enorme voracidade  todos os recursos naturais do planeta .As gerações futuras só conhecerão as belezas da natureza de forma virtual. Que pena. Eu conheci praias e lugares paradisíacos quando era jovem  que não existem mais do jeito que eram antes. Exemplos – Canoa Quebrada e Jericoaquara no Ceara,  Fernando de Noronha em PE , Praia da Pipa e Baia dos Golfinhos no Rio Grande do Norte, Itaipu em Niterói, Trindade – perto de Paraty, Arraial da Ajuda, Trancoso e Barra Grande na Bahia, Cozumel no México,Jamaica, Curaçao, St Thomaz, St Maarten e outra ilhas caribenhas, PiPi Island na Tailândia e outras quetais….Ainda bem que cliquei  os lugares antes de serem degradados. A maior parte estão nos meus slides e antes que percam as propriedades quimicas , vou escaneá-los para a posteridade. That`s  it.

fotos-Franklin Nolla.


Rio com sol é igual a morango com chantilly.

Sem tapar os olhos e os ouvidos em relação a  grande tragédia , vou escrever um pouco sobre a vida na cidade maravilhosa .É só dar um pouco de sol e todo o esplendor e irreverência do Rio aparece. Nada melhor que um dia de praia quase vazia  no meio da semana. Beldades e bruacas são mais facilmente  identificadas. Sarados e  abarrilzados também. É uma festa nas areias e um frenesi nas águas frias do mar ainda nesse começo de verão. A alegria rola um pouco travada, mas vale a pena usufruir um pouco, até que a chuva forte venha. Aí é um Deus nos acuda. O biscoito em forma de leque que adorna os sorvetes da Confeitaria  Colombo no centro do Rio  é uma delicia de comer  e se for com morangos e chantilly, melhor ainda. A tradicional e legendária confeitaria esbanja a beleza e o charme da decoração do século passado. Os sanduíches são bons e de grande proporção, substituindo um almoço ou um jantar. Os salgadinhos e quitutes são especiais, mas o espetáculo acontece com os doces que são de dar água na boca . Muito bem apresentados nos balcões refrigerados  que ficam situados quando se adentra no salão principal, provocam e  seduzem os passantes quando se dirigem `as mesas. Bom, todo esse pecado custa um pouco caro e o doce tem que ser bem escolhido, senão você morre com uma bela grana se quiser experimentar tudo. Viva a gula.

Fotos-Franklin Nolla.


Pampelonne Beach – o hit de St-Tropez.

Depois de horas na estreita estrada  que leva  a  praia de  Pampelonne , por causa do  congestionamento assustador,  finalmente chegamos a badalada praia de St. Tropez. Paramos o carro no estacionamento do Nick bar, atravessamos o requintado bar para acessar a praia. Não pude fotografar internamente,  mas vi mulheres estonteantemente lindas , se dourando  ao  sol do verão,  em confortáveis  espreguiçadeiras de praia , rodeadas por panos brancos como se fossem tendas árabes.  Todas eram exóticas, principalmente as africanas e asiáticas, em poses prá  lá de  blases e  irradiando um irresistível charme.  Parei um pouco  e fiquei curtindo aquela visão onírica de luxo e beleza. Alguns caras vinham e falavam algumas coisas para  elas e caiam fora rapidamente, sem afetar aquela atmosfera de sonho. Aí alguém me  chamou e acabou com  o meu barato. Vamos trabalhar, pô.OK. Bola pra frente. Ao adentrar a praia,  vi um outro bar estiloso,  o new Coco. Me disseram que uma prosaica Coca em lata custa por volta de 40 euros. Nem fui checar. É muito duro ganhar em Reais e gastar em Euros.

Acabei entrando de bermuda no mar até a altura da minha cintura. A temperatura da água estava ótima, a minha Nikon impediu que eu mergulhasse, e esse foi o meu breve momento de felicidade no mar de St. Tropez.  Vi iates e barcos enormes ancorados defronte a praia .A ostentação  é  muita. No estacionamento do Nick só se via Bugattis, Ferraris, Porsches,Maserattis, Lamborghinis e uma solitária Traffic alugada ( a nossa).  Saquei que o barato do local é ver e ser visto. Puro voyeur. Engraçado também  foi ver o contraste entre o caviar beluga (dos millionaires) e a farofa francesa (do povão).

Encerro o post com a foto dos plebeus se divertindo democraticamente na Pampelonne plage.

Vive  la Liberté, l’Egalité, la Fraternité.

Fotos- Franklin Nolla.


As “calanques” de Cassis.


Achei o máximo a ousadia dos jovens franceses  ao saltarem do penhasco para o mar verde esmeralda de Cassis , região das famosas calanques (cavernas escavadas pelo mar), que compõem  um dos cenários marítimos mais bonitos  que eu já havia visto nas minhas andanças mundo afora. O braço de  mar que contorna Cassis é de uma extrema beleza e mexe com os meus arroubos juvenis de tentar saltar também , mas o lado do bom senso prevaleceu e grazia a dio eu não encarei essa. Fiquei só na vontade. Dê uma espiada na foto abaixo e veja se náo dá vontade de pular. É isso aí.Amanhã vou postar Cannes.

fotos- Franklin Nolla.



Mar maravilha.

Deus caprichou  nesta praia, quase virgem e sem poluição. Onde?  Bem longe do golfo do México. No longínquo Oceano Índico,  ótimo local para scuba e snorkelling. Foto postada para desanuviar a visão  das imagens trágicas das praias norte-americanas por causa do vazamento de petróleo causado pela incompetente  BP- British Petroleum.

foto- Franklin Nolla.