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A morada de Macunaíma (Mt Roraima)

Para os índios da tríplice fronteira, Brasil, Venezuela e Guiana, o monte Roraima é a morada do deus Macunaíma. O local é sagrado , místico e repleto de lendas, e como em  todo lugar mágico , como nos contos dos irmãos Grimm, há sempre uma luta  entre o bem e o mal. Este foi o meu  último e dificílimo trekking ,  repleto de  “perrenques”  horríveis …… Mas …….o que passou, passou …..e hoje  sinto saudades do misterioso Mt Roraima, com suas chuvas repentinas e calor escaldante, com sua beleza estonteante e sua natureza peculiar e primitiva, com as nuvens entremeando os paredões, ora belos e ora sombrios, que parecem evidenciar que a qualquer momento pode haver uma aparição do deus deles, o Macunaíma.

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Um lugar especial !

Um mapa do Brasil desenhado pela natureza. Um lugar cheio de verde no meio de uma chapada brasileira?. Será na Chapada Diamantina, na dos Guimarães ou na dos Veadeiros?  Quem descobrir ganha uma diária nos brinquedos assassinos dos parques de diversão nas grandes metrópoles brasileiras. Brincadeiras a parte, a resposta está na foto abaixo.

Essa foto faz parte do acervo do tema “São Paulo também é linda”, que mostra lugares da megalópole não muito conhecidos ou vistos sob a ótica de um fotógrafo. Fiz esse click  ao término  de uma sessão de fotos aéreas publicitárias  para uma grande empresa brasileira. O centro da foto mostra um lago artificial formado pelas explosões de uma antiga pedreira desativada nos contrafortes do pico do Jaraguá. Interessante foi eu ter pego esse ângulo peculiar. Em muitas cidades espalhadas pelo país,  há  sempre uma formação rochosa que acaba virando atração turística do local ao se assemelhar  ao mapa do Brasil. Então tá aí a minha contribuição para  Sampa ter também esse tipo de atração .

Yes we have.

Foto-Franklin Nolla.


Um drama nas alturas.

O alpinista brasileiro Bernardo Collares, provavelmente está morto no monte FitzRoy na Patagônia Argentina. Após conquistar o cume, ele e a sua companheira de escalada, Kika Bradford, faziam o procedimento de descida em um trecho em rapel, quando na vez dele descer, as cordas de fixação no paredão se soltaram e ele teve uma queda livre vertical de 20 metros de altura , ocasionando fraturas na bacia e também hemorragias internas. De acordo com as normas de segurança nas montanhas, ele teve um breve momento de consciência e ordenou que Kika fosse embora para procurar a equipe de resgate. O drama de deixá-lo sózinho com a grande possibilidade de morrer e o difícil caminho de  volta , de dois  dias e duas   noites, debaixo de fortes tempestades de gelo e ventos,  fizeram com  que ela finalmente encontrasse com a equipe de resgate da  cidade mais próxima, El Chaten, para pedir auxílio e socorrer  Bernardo. Infelizmente, as péssimas condições climáticas não permitem (até o encerramento desse têxto ),  que as equipes de resgate ,terrestres e aéreas, possam se mobilizar.

   Bem, isso é uma fatalidade que acontece frequentemente com os alpinistas e trekkers que perambulam e escalam as mais altas e difíceis  montanhas pelo mundo afora. Faz parte da vida deles. Em pesquisas que mensuram o risco de morrer em atividades esportivas, o alpinismo lidera disparado, seguido por luta de boxe e automobilismo. Então , por que praticar?  Para mim é como um vício.  As montanhas  estão todas lá fora, lindas e imponentes, cada uma com a sua personalidade, cada uma com a sua beleza. É só curti-las e amá-las. Bernardo passou muito tempo de sua vida, vivenciando isso. Talve passe a eternidade nessa montanha caso não possa haver o resgate.

foto (bonita)-Caio Vilela-Folhapress.


Um dia inesquecível.

A caminho de Le,  capital da região do Ladhak, Índia, eu avistei da estrada este local e pedi  ao Manoel, meu guia, para que averiguasse a possibilidade de se pernoitar lá.. Ele foi verificar a infraestrutura do local e deu o sinal de positivo, já que não estava previsto um pernoite no meio do caminho.Naquele dia eu não sabia quanto seria legal  permanecer na pequena cidade de  Lamaiuru, em parte construída entre os rochedos , que dão o ar sui-generis  ao local.Esse dia foi marcante na minha vida .Eu visitei o monastério budista pela manhã e após o almoço , saí para perambular e fotografar a arquitetura da cidade. No meio da tarde, encontrei dois jovens  brasileiros que  me acompanhavam na viagem e fomos ver o pôr-do-sol em uma colina defronte ao vale. O entardecer foi maravilhoso e o piscar  das primeiras luzes se acendendo nas casas  no cair da tarde foi muito especial. Como observadores privilegiados ,por causa da altura que estávamos, assistiamos o passar das horas contemplando a  monotonia do dia a dia dos moradores locais. Aí a temperatura despencou e chegou perto do zéro grau Celsius. A volta para o hotel foi  enrregelante, mas o coração estava feliz e a mente repleta de lindas imagens que retive na memória até hoje. Essa lembrança eu revivi  no entardecer de Sampa devido ao friozinho que estamos passando, um pouco parecido com o da região montanhosa da Índia…….só um pouco.

foto-Franklin Nolla.


Pertinho da número 1. Near the Everest – the number one.

Esse local- Morena do Glacial do Khumbu- está a meia hora do Mt.Everest, a mais alta montanha do mundo. Todo pessoa que gosta de montanhas,  já sonhou  em chegar ao  mais famoso cume do planeta. A dificuldade é enorme por causa da altitude, mas é acessível a todos os mortais que tenham muita grana , bom preparo físico e boa adaptação ao ar rarefeito. Já o K2 é uma montanha altamente técnica, requerendo  uma grande capacidade  em alpinismo e escalada. Só para poucos, e assim mesmo, a proporção de mortos é muito grande. Se você não for um campeão em alpinismo, nem sonhe.

foto- Franklin Nolla.


No topo do mundo.

É com grande satisfação que parabenizo o meu guia de montanha e amigo Manoel Morgado e sua mulher Andrea Cordona, por terem chegado ao cume do Mt Everest, 8.844 mts, no dia 17 de maio de 2010, tornando-se ele  o oitavo brasileiro a pisar no topo do mundo e ela a primeira mulher da America Central a conseguir tal façanha.É realmente um marco excepcional. As dificuldades para se conseguir tal proeza são muito grandes. Se vocês puderem assistir aos documentários do Discovery Channel  sobre o Everest terão uma  breve idéia do inferno que eles passaram. Bravo Manoel, Bravo Andrea. Felicidades.

Para acompanhar o relato da escalada, clique no link   www.webventure.com.br/comunidade/blog/home/id/15