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A minha degustação das Cachaças.

Em uma manhã fria e chuvosa em Paraty ,  há um mês,  resolvi me aventurar a experimentar algumas cachaças , coisa que nunca fiz na vida. Meio timido, pedi a balconista de uma loja especializada na típica bebida brasileira, que ofertasse algumas das “boas” para mim. Primeiro ela me ofereceu umas “meias-bocas”. Depois eu cheirei uns grãos de café para neutralizar o gosto da cachaça anterior e ela me ofereceu das “boas”. A  diferença entre as normais e as especiais é absurda.As de safras selecionadas e via de regra mais antigas,  são suaves, aveludadas e descem como diz uma propaganda, “macio”. Foi uma experiência muito boa. Depois de trançar um pouco as pernas, fui a um restaurante e comi como um leão.Planejo algum dia, voltar a experimentar as “ditas cujas”.

cachaça ParatianaPicture by Franklin Nolla.

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Viva a cachaça brasileira.

Na minha família, a maioria dos meus tios eram cachaceiros, gente do interior chegada numa “mardita”. Eu tentei várias vezes, gostar delas, mas as “bombas” que eles me ofereciam eram ïntomáveis”(segundo o ex ministro Magri). Depois de uma viagem recente a Paraty, eu mudei de idéia. Amanhã conto como foi a minha experiência.

Picture by Franklin Nolla

Cachaças Brasileiras


A Capitu dos meus sonhos.

É muito difícil que alguém ao ler um livro, não tenha associado a imagem que faz de um personagem com a imagem real de uma pessoa. Pois é. Tive uma grata surpresa. Há alguns dias eu estive  fotografando em Paraty , RJ, . O “job” era um catálogo de publicidade para uma renomada empresa de Cama&Mesa&Banho&Underware de São Paulo. A maioria das pessoas envolvidas no projeto formam um time fixo de profissionais de alta qualidade que trabalham em conjunto faz um bom tempo. As pessoas que trocam são os modelos e eventualmente os maquiadores.Antes do ínicio das viagens, todo mundo se reúne e são feitas as apresentações necessárias. Ao entrar no micro-ônibus da produção eu vi a modelo escolhida,  que estava “devorando”  um livro. Fui apresentado a ela que me deu um sorriso levemente tímido. Para  quebrar o gelo, perguntei o que estava lendo. Ela disse o nome  do livro , que eu já esqueci e o  nome da autora “Nora” e eu respondi de bate-pronto “Ephron”. Na hora senti uma grande simpatia por ela, uma familiaridade pouco comum com alguém que acabara  de conhecer. Horas e intermináveis horas depois, chegamos em Paraty, a noite. “Daqui a meia hora na recepção” era o ” mini boss ” convocando o pessoal para o jantar. Depois de rodar a cidade em busca de um bom restaurante aberto naquela hora, só achamos barzinhos, acabamos em uma pizzaria  com decoração charmosa e pizzas horrorosas. Após mastigar cimento de construção com queijo, fomos dar um giro pelo pier da cidade antes do “goodnight” sem “birinight”.  No dia seguinte,  as 6 da matina, hora de levantar para tomar o café da manhã  e depois sair para a maratona de fotos. Chegamos em uma casa legal bem na beira-mar. O dia estava lindo, ensolarado sem uma nuvem no céu. Pensei que o trabalho seria uma dureza e foi mesmo, mas os resultados compensaram o grande esforço. Depois de algumas centenas de fotos,  demos um pequeno “brake” para o almoço, aliás muito bom,  providenciado pela empresária que acompanhava as fotos. Sem tempo para “jiboiar”, reiniciamos o trabalho, agora com modelos,  já que anteriormente haviamos clicados só os produtos. O maquiador/cabeleireiro entra em cena e de repente começa a grande metamorfose. A tímida e simpática moça se transforma na Capitu do meu imaginário, óbvio que só eu percebi.  Conforme o casal de modelos começou a desempenhar melhor, a bela morena ia se tornando cada vez mais a Capitolina, a Capitu  do célebre livro “Don Casmurro” de Machado de Assis. Esses clicks dela me remeteram a minha juventude, mais precisamente na quarta série ginasial, quando tive a obrigação e o prazer  de ler o livro, graças ao meu  professor de Português, o Barbosão. Clicks e mais clicks e a morena desabrochando, cada vez mais a vontade. Na minha frente uma beleza Machadiana dissimulada , uma beleza Brasileira. A morena sestrosa do  Ary Barroso. A morena ingênua e sensual do Jorge Amado. A presença africana forte nos seus traços.  Enfim a materialização da personagem na minha frente. Tive vergonha de contar a ela e a equipe o “barato” que estava vivenciando. Hoje, mais tranquilo posso dizer ” Obrigado moça bonita. Você resgatou um pouco da minha adolescência  em pequeníssimos intervalos  entre uma foto e outra no bucólico cenário de Paraty”. Agora vou continuar na busca de Bentinho e Escobar, quiçá em outro cantinho  do Brasil.É isso aí.


1 HP fora do motor.

  Essa é a minha foto autoral da semana. Eu estava montando os equipamentos para uma sessão de fotos em Paraty quando o Caio, filho da minha cliente, me deu uma dica de fazer uma foto através da janela do portão da casa. Curioso , fui dar uma olhada e vi uma cena cena legal . Um puta jipão de 200 hps e um cavalo de 1 Hp, tendo ao fundo a baia de Paraty. Fiz uma foto tecno- romantica. Valeu a pena. Um mimo para uma segunda-feira de sol.

foto Franklin Nolla.