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Uma mulher memorável.

    Os predicados são muitos para indicar o quanto Aung San Suu Kii é uma “superstar” da Democracia. Só o prêmio Nobel da Paz já a credencia para isso. Não tive a felicidade de conhece-la, mas acompanho a sua vida e trajetória no cenário político internacional  desde 1990. No ínicio  daquele ano,  fui ao cinema ver um filme  a esmo, sem nenhuma indicação e sem saber do que se  tratava . Fui ver  “Beyond Rangoon” , ” Muito alem de Rangum”  que contava sobre o golpe militar impetrado contra a Democracia na Birmânia, atual Mianmar,  e especialmente sobre o sofrimento do povo birmanês com o violento e ditatorial regime militar. A grande protagonista desse episódio da história do simpático país asiático é Aung San Suu Kii, que ficou por mais de 20 anos presa pelos militares, em prisão do governo e em prisão domiciliar. A história dela e da sua luta pela liberdade , democracia e direitos humanos você pode acompanhar pelo Google e pela Wikipedia. Naquela época a imprensa brasileira não sabia e nem sequer tomava conhecimento do que acontecia na Birmânia. Depois do filme,  eu  pesquisei sobre o país e cheguei a conclusão que queria ir para lá de qualquer jeito. Raspei o tacho do meu pouquísssimo dinheirinho ( uma mulher canalha havia confiscado toda a minha grana) e através  de aviões caindo aos pedaços, finalmente cheguei a Birmânia. Foi um êxtase para mim pisar em solo asiático. Conheci um país atrasado, anacrônico e quebrado economicamente, mas de uma beleza impressionante com  um povo prá lá de acolhedor e hospitaleiro, (de maioria budista) e,  apesar do massacre  opressivo da ditadura, de bem com a vida. O país sofria com o boicote internacional contra o regime militar, não se via estrangeiros, só eu e a minha mulher  e uma meia dúzia de gatos pingados espalhados pela ex-colonia inglesa. Foi o lugar que eu mais me identifiquei com o meu passado, quando o Brasil era um país viável, livre, não violento ,  socialmente evoluído e repleto de pessoas de bem que representavam 99% da população;  que perdurou até  que os golpistas militares  brasileiros assumissem  o poder. Daí deu no que deu e f…….É isso.

Picture- Google.

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EU CELEBRO A VIDA.EU AMO A VIDA.EU FOTOGRAFO A VIDA !!!!!!!

ou, COMO EU DEIXEI DE SER UM CORRESPONDENTE DE GUERRA.

Ontem  eu assisti a um doc na TV Cultura sobre um fotojornalista  sensacional que cobre as guerras  e os conflitos étnicos ao redor do mundo  para a revista alemã “Stern”. James Nachtwey ,de um modo peculiar,  fotografa as atrocidades das guerras  e  denúncia ao mundo  a imbecilidade  e a insensatez dos envolvidos nos conflitos. Suas fotos são de arrepiar e de deixar o espectador atônito. Eu fiquei muito chocado com o que eu vi. As imagens ficaram na minha cabeça o dia inteiro…Um pesadelo acordado…    Isto me fez refletir um pouco sobre o meu passado…..Eu era um  jovem com ideais e  concepcões libertárias ( Chê era meu ídolo). Eu tinha o sonho de ser um correspondente de guerra no Vietnã . O meu orientador  nas artes fotográficas , Jean Solari, era um dos grandes fotógrafos da extinta revista Realidade . O seu colega , o jornalista e repórter  José Hamilton Ribeiro, fazia dupla com ele e  era  muito conceituado na época. Um belo dia, José Hamilton, resolveu junto com a Editora Abril, ir cobrir a guerra do Vietnã. Na sua chegada ao “front” de batalha, ele pisou em uma mina terrestre que explodiu , levando um pedaço da sua perna que  infelizmente  teve que  ser amputada. Para mim e para uma grande parcela dos leitores da revista, foi um trauma tremendo. Meu sonho acabara de ruir. Eu definitivamente não queria morrer ou ser mutilado em uma guerra. Daquele dia em diante, eu me voltei contra as tragédias  e o lado negro da vida. Eu passei a fotografar a vida e a enaltece-la. Tenho a consciência de ser um positivista e de preferir fotografar o lado branco da vida, o lado da luz…. A foto acima representa bem o meu estado de ser. Ela foi clicada em  um rio de degelo na Cachemira, no território de guerra entre a Índia e o Paquistão, nos contrafortes dos Himalaias.Naquele dia, no intervalo de um armistício, indo contra os meus princípios,  tentei várias vezes mirar a minha câmera para fotografar os blindados do exército da Índia que se camuflavam no meio da vegetação, mas vislumbrava de viés pela minha teleobjetiva que era eu que estava sendo mirado pelas metralhadoras e pelos fuzis AR 15.Algo falou dentro de mim para desistir disso porque poderia me dar mal nessa situação. Virei as costas para o arsenal bélico e caminhei até o pequeno riacho e vi a alegria da molecada brincando nas águas geladas. Fiz alguns cliques e escolhi esse para homenagear `a vida,`as crianças e a mim mesmo…. É isso.

Picture by Franklin Nolla.

PS- Algumas horas após ter escrito esse texto, recebi  a notícia de  que dois jornalistas ocidentais haviam sido mortos na cidade sitiada de Homs na Siria pelas forças do presidente  Bashar Al-Assad.  Marie Colvin,americana, e Remi Ochlik, francês, eram veteranos repórteres de guerra no oriente Médio e em outros locais de conflitos. A casa  em que estavam abrigados em Homs fora severamente bombardeada por morteiros e mísseis. Segundo relatos da jornalista, antes de morrer , a população civil de Homs, estava  sendo massacrada  pelos  bombardeios e atiradores de elite das tropas leais ao governo.


Salaam Aleikun.

Os árabes e os de descendência ou que falam a língua que me perdoem a ignorância. Eu estava procurando uma imagem que sintetizasse o terrível momento que as nações do mundo árabe  estão passando sem ter que recorrer a cenas bélicas das agências internacionais de notícias. Achei nos meus arquivos a foto acima que eu cliquei em uma exposição de arte realizada há pouco tempo no CCBB  do Rio de Janeiro. Eu gostei dessa foto, tirada por um jovem artista árabe , que para mim, mesmo sem entender,  parece um contraponto de palavras poéticas com um forte fator de violência- a arma. Isso tudo para poder dizer que me inquieta muito  e a milhares de pessoas também , a onda de violência que assola muitos países do mundo árabe. No meu entender, já que não sou um “expertise” em política internacional, há uma grande incógnita no ar. O que vai acontecer com esses países que gloriosamente estão se livrando de seus ditadores e tiranos? Pelos relatos que leio, a imprensa internacional trabalha com a hipótese de  que sejam instalados regimes mais democráticos. Ao mesmo tempo  há uma outra corrente que teme a  expansão dos regimes teocráticos autoritários. Só resta torcer e rezar para que haja a PAZ.

Espero que se  acenda uma luz na cabeça desses mandantes da repressão,  para que ponham fim  ao derramamento de sangue que vitimam centenas de civis nos vários países onde as revoltas populares estão acontecendo.

reprodução fotográfica de uma foto exposta em uma exposição de arte árabe no Centro Cultural do Banco do Brasil no Rio de Janeiro.


Remando em paz.

Tem um bando de loucos na ONU decidindo o que fazer com o louco maior, Ahmadinejad  (presidente do Irã) ,  que está se atracando com  o

Obama , ( presidente dos  EUA e sua turma ) ,  na Conferencia de Revisão do Tratado de NÃO Proliferação das Armas Nucleares. As trocas de acusações são muitas e os animos estão acirrados. Para nós, os  pobres mortais ,  que  não opinamos sobre o nosso próprio destino, só  resta rezar para que esses caras não acabem  de vez com  a vida  no  nosso  planeta.

A foto acima foi tirada em uma zona de conflito entre a Índia e o Paquistão, ambos detentores de arsenal nuclear e ferrenhos inimigos, em um lago na Caxemira. A mulher muçulmana rema traquilamente em águas monitoradas pelo exército indiano. Naqueles dias eu pude fotografar sossegado , pois estava imperando um armistício entre os dois países, apesar do enorme movimento de tanques de guerra  e de  tropas militares de  ambos os lados.

Na ocasião a paz prevaleceu.

E agora?????????

foto- Franklin Nolla.