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Degustando o nectar dos deuses.

A seleção brasileira de futebol é “freguesa ” da seleção francesa. Faz 19 anos que não ganhamos deles. Quem sabe um dia ,esses ridículos que nos representam, tenham vergonha na cara e acabem com esse tabu grotesco. Já a seleção francesa de vinhos é praticamente imbatível em todos os quesitos, principalmente a qualidade. Como exemplo, cito os pequenos produtores do vale do Loire. As vinícolas tem as “maisons”  de degustação mais charmosas e bonitas que eu visitei. A Domaine de Valdition é uma delas. Tem uma bela adega, um balcão para degustação de óleo de oliva e um bocado de delicatessens espalhados por mesas e prateleiras, aguçando a vontade de comprar e experimentar tudo. É  só se deixar levar pelo modo de vida da Provence e curtir cada minuto passado nesse  simpático  ambiente.Vale a pena bebericar e jogar conversa fora. Difícil é pegar a estrada depois de algumas horas de puro deleite.

fotos:Franklin Nolla.


Gordes. A cidade Superb.

Este é o último post da minha viagem `a França. Para encerrar com chave de ouro, a cidade escolhida e  por coincidência cronológica também, é  Gordes. O “creme de la creme”. Para quem chega pela estrada , a visão das construções no alto da colina é estupenda. No topo  da cidade há uma rotonda  (rotatória) que é o centro . Olhe para a direita-ateliers de pintura e mini-galerias de arte. Olhe para a esquerda-uma apetitosa boulangerie. Olhe para a frente- uma bela igreja cristã. Olhe para trás-simpáticos bistrós. No meio de tudo isso- gente bonita. Criatividade, cultura  e charme são as essências dessa cidade.  Vejam as imagens abaixo.

 

Aqui vale um comentário. As pessoas  estão sentadas em uma laje circular projetada sobre um abismo de no mínimo 100 metros de altura. Que mêda, mas é muito legal.

Bem …… um dos melhores prazeres da vida são os doces , principalmente o das patisseries francesas.  Esses são simplesmente de dar água na boca.  O  meu anjinho do bem me deixou comer apenas dois …. prá quem tem colesterol alto…. tá de bom tamanho.

Uma dica-  A cidade é citada no filme ” Um bom ano ” de Ridley Scott,  rodado na Provence e estrelado por Russel Crowe e a talentosa e bonita Marion Coutrillard. Vale a pena ver e apreciar a beleza da grand maison e das vinhas da região do Luberon……..

Santé….

Adieu France…

fotos – Franklin Nolla.


A frustração na bela paisagem.

 

A vista  do campo de lavandas em frente a Abadia  de Sénanque é praticamente o mais famoso cartão postal  da Provence. Quando estive lá,  as flores tinham sido  recem-colhidas , e o campo mostrava uma desolação pós-colheita. Fazendo uma analogia com o Rio de Janeiro, seria como ver o morro do Corcovado sem a imagem do Cristo Redentor. Uma frustração.  Dali segui em direção a Gordes, o último local que visitei na Provence. Antes disso,  parei no caminho, para dar uma espiada no museu da Lavanda. O lugar é muito legal. Pode-se  conhecer todo o processo de beneficiamento  (destilação) para se obter  os valiosos óleos . O final da visita acaba desembocando em uma simpática lojinha que vende todos os produtos derivados da simpática  florzinha azul violeta.  Difícil é escolher alguma coisa no meio da profusão de odores deliciosamente perfumados . O preço é convidativo se comparado ao praticado no Brasil, mas  não muito, devido a valorização do Euro.          fotos- Franklin Nolla.             


Lavanda, o ouro azul da Provence.

Os Romanos no apogeu do império, utilizavam a lavanda para  perfumar os seus banhos e  suas roupas de cama. Hoje,  alem de ser uma das matérias primas principais no preparo dos perfumes, a lavanda também é reconhecida pelas suas propriedades medicinais e terapêuticas. Existem 3 tipos de lavanda. A lavanda fina, catalogada como lavanda angustifolia ou vera ou offcinalis é encontrada em altitudes maiores  que  800 mts e principalmente nas colinas de  Valcluse, na Provence. A lavanda spica, floresce em altitudes de 0 a 600mts , e é pouco utilizada na França , devido ao forte perfume que exala. Na Espanha e Portugal , ela é utilizada como diluente de tintas para pintura artística e para pintura em porcelana. A lavanda hibrida, ou Lavandine , é  um cruzamento da lavanda fina com a lavanda spica  e floresce em todos os continentes na altitude de 0 a 800 mts, sendo utilizada em larga escala pelas indústrias de cosméticos , mas o seu óleo não pode ser utilizado para fins medicinais ou terapêuticos.

A Lavanda fina é  a tal .Para se produzir  1 litro de óleo puro , necessita-se de 130 kg de flores in natura. Só que esse óleozinho é super poderoso. Em gotas ou spray, ele cura insonia, irritabilidade, stress, dor de cabeça, queimaduras, mordida de insetos,resfriados, sinusites,dores de garganta, parasitas intestinais,reumatismo, ferimentos e queimaduras de sol. Todo esse benefício é obtido só na variedade angustifolia .

foto- Franklin Nolla.


Roussilon, uma cidade toda em terracota.

Como pode essa foto….

virar essa…

Roussilon é  uma cidade de uma mesma cor. Lá você constrói uma casa e vai buscar os pigmentos de pintura  na natureza,  a menos de 500 mts de sua casa. Isso faz  com que ela seja simplesmente  a única no sul da França. Andando por lá você nota todos os matizes e variações que sua imaginação permite dentro do mesmo tema, o terracota. Para os arquitetos e decoradores deve ser  pirante,( não precisa  tomar LSD), tamanha é  a beleza e o visual do lugar. Dezenas  de ateliers de pinturas  e lojinhas de artesanato, que vendem  os pigmentos já preparados, contribuem para a beleza e o charme da pequena cidade incrustada nos morros do contraforte da cadeia de montanhas  do Luberon. O barato é  que essas cores mediterrâneas  estão bem longe do mar,  se ele  estivesse ali,  nossa,  o lugar seria imbativel. Agora dá uma espiada na cor que rolou no meu prato de almoço.

Terracota né.

fotos-Franklin Nolla.


Passeio no Jardim do Alquimista.

O Le Mas de la Brune, é uma jóia única da arquitetura Renascentista nos campos da Provence. Misto de casarão medieval com um castelo ( sem a forma), ele abriga dois interessantes jardins. O das Plantas Mágicas e o dos Alquimistas.

O Jardim dos Alquimistas  faz uma analogia das plantas com o processo das Alquimias, cujo tópico das cores –  preto, branco e vermelho – desencadeiam alguns significados paralelos ao desenvolvimento do ser humano, desde o nascimento, a plenitude e  o fim da vida.

A essência do Alquimista está em buscar os processos químicos que visam transformar o chumbo em ouro, cujos mistérios atravessam séculos e séculos. Para quem caminha entre os meandros do jardim, há placas  explicativas de como se desenvolve o processo e a filosofia da Alquimia e como isso é representado pelas plantas. É muito interessante e leva um bocado de tempo para entender  porque está escrito em Francês (não domino completamente) , mas vale muito a pena, porque é lindo e fascinante.

Au Revoir.

fotos- Franklin Nolla.


Châteauneuf-du-Pape.

No alto da pequena cidade de Châteauneuf  tem -se uma esplendida vista dos campos  do  Vallée  du  Rhône onde  centenas de produtores cultivam as boas cepas das uvas que permitem fazer os excelentes vinhos da região . Nem tudo que se produz lá atinge o grau de excelência, mas alguns deles são muitos bons como o  Baronnie d’ Estouard . O legal é você  fazer uma degustação nas várias vinícolas e levar umas garrafas da favorita. Para se deliciar,  compre uns  queijos da Provence, umas baguettes e …..hic….. bon voyage.

Olha só que “uva” de uva.

fotos-Franklin Nolla.


Avignon, a cidade dos papas na Provence.

O papado cristão em Avignon durou aproximadamente um século. Começou com Clement V em 1309 e terminou com Benoit XIII em 1409.Neste periodo foi construído o colossal Palácio dos Papas, o maior monumento gótico da Europa. A beleza arquitetonica da grande construção está preservada até hoje.  Para quem gosta de história como eu ,  a visita ao pálacio consome dois dias completos ,  uma verdadeira  viagem no tempo, onde o visitante consegue imaginar  e sentir como era viver entre os poderosos religiosos  da igreja na Idade Média. Um grande barato.

Nos próximos posts vou contar um pouco sobre o interior do Palácio.

foto- Franklin Nolla.