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Apagando incêndios / Fireman.

Como se diz no “popular” , estive apagando “incêndios” (enfrentando grandes problemas). Graças a Deus já está tudo resolvido e da melhor maneira possível.

Aproveitei a  imagem abaixo para ilustrar a analogia com os problemas. Na realidade  eu participei de um  treinamento de uma empresa que precisava criar uma brigada de incêndio e cheguei a conclusão que é apavorante enfrentar o fogo . Tá certo que estava tudo simulado e que a segurança era total, mas é muito complicado enfrentar os diversos cenários dos locais em chamas. Cada tipo de situação exige extintores de tipos diferentes e isso já é um grande problema, pois é necessário identificar  se o fogo será apagado com água ou  com pó químico. Depois tem que se usar equipamentos adequados para situações externas ou internas, como  máscaras,  capacetes ,roupas especiais ,luvas, botas e um monte de “traquitanas ” à prova de fogo. O difícil é ter sangue frio na hora do aperto. O instrutor fica “doido”com os procedimentos errados na hora do “vamo vê”, porque não é natural você ir de encontro as chamas. Em uma sala com vários focos de fogo,  fumaça total que não se enxerga nada, eu perdi a noção do espaço e da saída. Dá para entrar em pânico . É muito ruim e angustiante…… Resta torcer e rezar para que não aconteça com nenhum de nós porque  fogo é “F…ogo”!…..

Picture by Franklin Nolla.
bombeiros/firemen


Uma tragédia difícil de ser entendida.

O helicóptero que caiu em Goiás é da  marca Agusta-Westland, fabricante do modelo da foto abaixo. O que caiu é um Koala AW 119MK2 . Não sou perito e nem estudioso de acidentes aéreos, mas tem algo que  me intriga no acidente que ceifou a vida de 8 pessoas, a maioria delegados de Polícia. Como pode acontecer a queda de uma aeronave em bom estado, com poucas horas de voô , voando em um céu “azul de brigadeiro”?  Imagino que as respostas mais fáceis sejam ” Foi uma fatalidade”, “Foi imperícia do piloto”, “Foi uma falha mecânica”, ” Foi uma falha na manutenção” e mais uma fieira de “Foi ..sss”. Um pouco do que conheço e algo dentro de mim  sinaliza que  foi um pouco a mais do que uma fatalidade. Acho que algo extra aconteceu e não tenho a menor idéia do que teria ocorrido. Já voei a trabalho em várias aeronaves e nunca senti medo ou achei que a “cadeira voadora pudesse cair”. A  responsabilidade e a competência dos pilotos em checar as normas de segurança de uma aeronave é bem grande e nesse caso, por ser um agente de segurança, mais ainda. Eu sempre tive a sorte de voar com pilotos extremamente competentes (esmagadora maioria) que primavam pela segurança e como leigo, eu sempre senti que as máquinas sempre estavam ” bem a mão” dos pilotos e  os  rotores  delas soavam sempre bem afinados. No meu último vôo, que foi no ano passado, o piloto viu a aproximação de vários urubus e  habilmente mudou de rota.  Foi difícil para mim enxergá-los, mesmo ele apontando onde os ditos cujos estavam. Para ele, foi uma coisa rotineira, demonstrando uma boa acuidade visual.  O estado da maioria das aeronaves que voei eram impecáveis. Via de regra, a maioria dos  pilotos não arriscam a própria vida e a vida dos passageiros por algum fator de  negligência. O imponderável só entra em ação quando as normas de segurança são  desrespeitadas em qualquer procedimento para realizar um vôo, desde a manutenção preventiva , o plano de vôo e  até as  condições meteorológicas.  Daí, para o acidente é só um passo.   Por isso… ainda quero voar muito na minha vida…..  fazer muitos vídeos e muitas fotos…..dependo só de me contratarem e de que as aeronaves e pilotos estejam de acordo com as normas de segurança, porque voar é o máximo….

Picture by Franklin Nolla.