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Onde você estava em 20 de Julho de 1969 ?

Provavelmente a maioria de vocês ainda estavam no projeto  da engenharia da criação……….Nessa data eu estava na frente de um televisor  preto e branco ,Invictus de 21 polegadas, na casa da minha avó ( a primeira pessoa  da rua a ter uma tv no ano de  1957 ) , impaciente , nervoso, roendo as unhas e torcendo  para que esse cara que está sorrindo na foto, desse o primeiro passo de um ser humano na superfície da Lua. Neil Armstrong , o pioneiro astronauta a pisar na Lua, doou aos homens uma célebre frase  ” um pequeno passo para um homem e um grande passo para a humanidade “.  Enquanto eu estiver por aqui , eu jamais me esquecerei desse mágico dia.O mundo inteiro parou para ver  ao vivo as imagens  geradas pela NASA. Eu me sentia  como se o Brasil tivesse ganho mais um campeonato mundial de futebol. Pura felicidade. Pareceu  uma premonição , porque em 1970 , o Brasil faturava o tri no México, com a melhor seleção de futebol da História.

Sempre fui um menino ligado `as aventuras espaciais. Desde o primeiro voô sub-orbital , quando eu já era alfabetizado, não parei mais  de ler e de me informar sobre a saga humana no espaço . Batman, Fantasma,Superman,Capitão América e outros que tais , jamais pertenceram ao meu pequeno panteão de heróis. Os meus heróis são de carne e osso. Yuri Gagarin e Neil Armstrong, que foram rivais na corrida espacial para colocar o primeiro humano na Lua, agora devem estar juntos , em outro plano, contando os segredos de cada programa espacial e saboreando o imenso bem que fizeram para pequenos sonhadores  como eu,  que gostariam e dariam todos os bens materiais em troca de um singelo passeio na Lua e  no espaço sideral.

Adeus Neil Armstrong. Sua família fez um pedido muito singular. Que cada ser humano que observar a Lua, dê uma piscadela com os olhos em homenagem a Armstrong . Eu sugiro mais um pouco. Que cada um de nós ao observarmos uma  linda noite de céu estrelado, passemos a dar também uma  piscadinha para Gagarin, pois ele foi o cara que abriu as portas do céu para o infinito.

Pictures by NASA.


Nem os Superheróis salvam Wall Street.

Nesse artigo, estou colocando o  meu modo de sentir Manhattan nas duas visitas que fiz a New York ao longo de duas  décadas. A primeira vez que estive lá, lembro-me bem que era na época das eleições presidenciais que elegeram Bill Clinton, mais precisamente no tempo que o candidato a presidência estava envolvido com o escândalo  Monica Lewinski. O império ianque estava no auge com muita riqueza e poder. A minha sensação ao ver Wall Street  foi grandiosa. A escala de tamanho dos edifícios era monumental, comparada a um dos  edifícios  mais alto de São Paulo, o Italia. Tudo era super, grande , pujante, com americanos circulando pelas ruas na hora do almoço.Isso denotava  que haviam americanos trabalhando. A cidade tinha “glamour”.  Pessoas  altas, bonitas e elegantes circulavam pela quinta avenida. A big Apple funcionava a todo vapor. Boas memórias do passado.

E hoje? Acho que fui contaminado pela crise econômica. Os prédios já não são fora de escala. A altura dos edifícios não mais me impressiona. As torres gêmeas que eram referência de altura, não mais existem. As pessoas nas ruas são baixas, tristes e mal vestidas. A língua dominante é o Espanhol . Ao redor de Wall Street fala-se todos os idiomas, menos o Inglês. Virou capital mundial dos estrangeiros naturalizados ou ilegais. A grana tá curta. A economia,  engessada. A crise veio para ficar. Para os brasileiros, NYC é um sonho, uma beleza, porque dá para comprar muito mais do que aqui com a mesma quantidade de dinheiro. No comercio só se vê coreanos, chineses , russos, ucranianos e cucarachos. Nos bancos e grandes corporações, idem. O americano deixou os trabalhos menores e mais pesados para os estrangeiros, só que esqueceram que os estrangeiros também podem galgar a empregos mais sofisticados e mais rentáveis. O resultado disso >  Desemprego.

Com essa crise, o Superman e seus amigos não podem fazer nada. Correm o risco de perderem os respectivos empregos.

Se quiserem entender a crise econômica de 2008 até hoje , vejam os filmes: “Trabalho interno”  documentário de Charles Ferguson, “Capitalismo: Uma história de amor” doc de Michael Moore e Margin Call- O dia antes do fim” de J.C.Chandor.

Picture by Franklin Nolla.