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Nem os Superheróis salvam Wall Street.

Nesse artigo, estou colocando o  meu modo de sentir Manhattan nas duas visitas que fiz a New York ao longo de duas  décadas. A primeira vez que estive lá, lembro-me bem que era na época das eleições presidenciais que elegeram Bill Clinton, mais precisamente no tempo que o candidato a presidência estava envolvido com o escândalo  Monica Lewinski. O império ianque estava no auge com muita riqueza e poder. A minha sensação ao ver Wall Street  foi grandiosa. A escala de tamanho dos edifícios era monumental, comparada a um dos  edifícios  mais alto de São Paulo, o Italia. Tudo era super, grande , pujante, com americanos circulando pelas ruas na hora do almoço.Isso denotava  que haviam americanos trabalhando. A cidade tinha “glamour”.  Pessoas  altas, bonitas e elegantes circulavam pela quinta avenida. A big Apple funcionava a todo vapor. Boas memórias do passado.

E hoje? Acho que fui contaminado pela crise econômica. Os prédios já não são fora de escala. A altura dos edifícios não mais me impressiona. As torres gêmeas que eram referência de altura, não mais existem. As pessoas nas ruas são baixas, tristes e mal vestidas. A língua dominante é o Espanhol . Ao redor de Wall Street fala-se todos os idiomas, menos o Inglês. Virou capital mundial dos estrangeiros naturalizados ou ilegais. A grana tá curta. A economia,  engessada. A crise veio para ficar. Para os brasileiros, NYC é um sonho, uma beleza, porque dá para comprar muito mais do que aqui com a mesma quantidade de dinheiro. No comercio só se vê coreanos, chineses , russos, ucranianos e cucarachos. Nos bancos e grandes corporações, idem. O americano deixou os trabalhos menores e mais pesados para os estrangeiros, só que esqueceram que os estrangeiros também podem galgar a empregos mais sofisticados e mais rentáveis. O resultado disso >  Desemprego.

Com essa crise, o Superman e seus amigos não podem fazer nada. Correm o risco de perderem os respectivos empregos.

Se quiserem entender a crise econômica de 2008 até hoje , vejam os filmes: “Trabalho interno”  documentário de Charles Ferguson, “Capitalismo: Uma história de amor” doc de Michael Moore e Margin Call- O dia antes do fim” de J.C.Chandor.

Picture by Franklin Nolla.


2753 inocentes jamais irão ver essa singela foto.

A minha intenção não é ser demagogo ou piegas, mas como posso não me deixar emocionar ao clicar essa vista e saber que as pessoas que padeceram nas torres gêmeas do WTC  nunca mais poderão ter a oportunidade de vê-la. Não sou muito chegado a fotografar locais onde aconteceram grandes tragédias, tanto que no dia que estava perambulando pelas ruas de Wall Street, eu estava sem a minha câmera ( estava “de bode” de tanto fotografar nos últimos 10 anos ).Passei por uma loja que me chamou a atenção. Na vitrine havia uma reluzente Harley Davidson azul com palavras escritas sobre a pintura original. Voltei e entrei na loja para ver o que estava escrito. Foi então que me dei conta que estava na loja que arrecada fundos para a construção do memorial  do 11/09 /2001. A Harley  pertencia ao irmão mais velho de uma das vítimas que escreveu tudo que o irmão mais novo, falecido na torre sul, gostava na vida. Foi de arrepiar e de deixar os olhos marejados de lágrimas. Junto com umas 20 pessoas, começamos a assistir um documentário que mostrava em detalhes os ataque as torres do World Trade Center e as reações das pessoas que estavam vivenciando aquele momento. 7 minutos depois, ao final do vídeo,, quase todos estavam chorando.  Segurei a “onda” para não chorar. Logo depois passou outro vídeo  em 3D mostrando como seria o  memorial que iria ser inaugurado nos próximos dias ( ontem 11/09/2011). Saí de lá com o astral super baixo e logo depois vi os tapumes que encobriam a minha visão da obra do memorial. Um espaço gigantesco, ocupando o lugar das duas torres. Um profundo sentimento de tristeza me abateu e senti  uma energia muito negativa que  emanava do local. Rapidamente me mandei dali e fui parar em um bar ; virei um bourbon cow- boy  goela abaixo  para reverter  a zica que estava no ar. Planejei voltar em outro dia para fotografar, mas acabei me auto-sabotando e não voltei mais.

Dias depois, a caminho do Brooklyn, fiz essa foto que eu singelamente faço dela um tributo em homenagem as vítimas inocentes do atentado ao WTC.

foto: Franklin Nolla.